Listagem de livros seguramente lidos em Angola no século XIX


Introdução

 

Resumo

Ao longo das duas primeiras décadas do século XXI copiei referências a livros e periódicos que seguramente circularam por Angola na segunda metade do século XIX. As minhas fontes principais foram o Arquivo do Tribunal Provincial da Comarca de Benguela, as listagens e vários livros da Biblioteca do Governo Provincial de Luanda e do antigo Arquivo Histórico Nacional em Luanda. Pontualmente consultei dois acervos mais: o da Biblioteca da Câmara Municipal de Benguela e o da Liga Nacional Africana em Luanda. Por vezes, notícias outras de circulação biográfica na mesma época me vinham à mão e as registava, como por exemplo a do envio para Angola de livros das bibliotecas dos antigos conventos, que permitiam colocar os alunos dos seminários em contacto mais direto, quando e se quisessem, com a bibliografia do Classicismo europeu, nela incluída a religiosa.

Esta lista, como se calcula e por várias razões, está incompleta. Não só não pude aceder a todos os acervos reunidos ao longo do século XIX como também não incluo nesta lista muitas outras referências encontradas em periódicos (oficiais e privados), despachos e decretos provinciais e do reino enviando livros ou determinando a sua distribuição, cartas onde se mencionam livros e o envio de títulos específicos, livros ligados ao ensino que que se sabe terem sido usados na colónia. A listagem reunida já vai suficientemente longa. Ficará para mais tarde uma outra com os dados extraídos a outras fontes e, mesmo assim, também ficarão referências por incluir, pois havia demasiada informalidade, particularidade e privacidade na circulação bibliográfica no século XIX em Angola.

A listagem, nesta primeira fase, fica também limitada porque me cinjo a referências relacionadas com Literatura e Ciências Humanas, ou ‘Belas Letras’ no sentido antigo da palavra, que incluía a História, a Oratória, outros modelos discursivos. Para alertar para o contexto mais geral, esporadicamente coloco alguma referência bibliográfica fora desta estrita delimitação, por exemplo algum Atlas, ou manual de Geografia, ou de Antropologia, referências a legislação, livros de divulgação científica. Serão poucas, dados os limites, compreensíveis, mas suficientes – penso – para dar uma ideia do ambiente bibliográfico em Angola no século XIX.

Conhecer essa ambiência nos permitirá, com base nestes dados e em outros complementares, perceber parte significativa da circulação do conhecimento, do processo de globalização cultural, e da apropriação local dos conhecimentos oriundos de fora do território. A pequena parcela de produção bibliográfica feita por angolenses, ou estrangeiros residentes, nos dará sinais da limitada mas honesta contribuição da comunidade literária, quase só luandense, para a circulação global de conhecimentos. Não farei, portanto, aqui, mais que o levantamento, a listagem das referências encontradas. O limite que me imponho visa permitir que, no futuro, todos possamos explorar os resultados da pesquisa, por se terem levado estas informações ao público em acesso aberto.

 

Limites

Esta pesquisa teve também seus limites e dificuldades, por isso passo a dar um contexto mínimo das operações no terreno.

No Arquivo do Tribunal Provincial de Benguela consultei principalmente os inventários de órfãos do século XIX (“Autos Cíveis de Inventário”, outras vezes “Autos de arrecadação do espólio”), o mais antigo de 1852 e os últimos de 1900 (data-limite para a pesquisa).

O Arquivo do Tribunal Provincial estava num estado lastimável quando o consultei (sobretudo nos anos de 2007 a 2010). Era comum que, de uma consulta para outra, um dado processo ou maço mudasse de lugar, não se detetando por isso uma ordem cronológica ou alfabética no arquivo. A salinha estava povoada por fauna da mais variada ordem, que roía papéis e assaltava, por vezes (caso das baratas e dos ratos), o próprio pesquisador. Ao final da manhã e até cerca das 14:30h, a pequena e bafienta arrecadação fechava para almoçarem lá funcionárias e funcionários, cujas panelas e trouxas se encostavam no canto direito da porta, entre estantes e em estantes, misturadas com os processos. O quadro, entretanto melhorado e em parte na sequência de visita posterior de uma equipa de pesquisa (Curto, Luce, & Santos, 2015), havia de melhorar um pouco depois. A minha descrição sucinta apenas ilustra dificuldades de consulta. O esforço de pesquisa agravou-se, também, pela resistência passiva de alguns funcionários, que procuravam impedir a minha entrada e frequência no arquivo sob as mais disparatadas alegações, apesar da ordem expressa do juiz presidente no sentido de me serem facilitadas as consultas. Desconheço os motivos reais desse comportamento e agradeço ao juiz-presidente o esclarecido e paciente empenho no apoio às minhas investigações. Apesar destas contrariedades, foi possível realizar um levantamento abrangente dos livros mencionados em Inventários de órfãos entre 1852 e 1901 em Benguela – uma das minhas fontes principais.

A Biblioteca do Governo Provincial de Luanda não se encontrava ainda recuperada e reorganizada, como sucede hoje. Ela sofreu, já desde o tempo colonial e penso que desde a sua fundação, um constante escoamento bibliográfico ilícito, que foi depauperando o tesouro mais antigo. Ainda assim muitos títulos sobreviveram. Nem sempre era fácil consultá-los, mas a boa vontade do então diretor e de algumas funcionárias permitiu-me ir muito longe na pesquisa dos livros do século XIX ali presentes ainda. A pesquisa foi realizada entre o final do ano de 2002 e 2012, com visitas esporádicas posteriores (até agosto de 2016).

A história desta biblioteca é sobejamente conhecida e pode refrescar-se investigando em rede, em ambiente virtual. Ela deriva da constituição da primeira biblioteca pública da colónia, a da Câmara Municipal de Luanda. O processo para sua constituição começou com proposta do vereador Urbano de Castro, a 12.11.1873, corroborada pelo presidente da Câmara (seria o Prefeito, no Brasil), e constituída inicialmente pelos livros oferecidos pelo próprio vereador, cerca de 500, dos quais metade a título de empréstimo. Joaquim Eugénio de Sales Ferreira, membro destacado da elite colonial em Luanda, legou também muitos exemplares seus à biblioteca, em período que não consegui determinar. Em 1913 os herdeiros de Alfredo Troni entregaram à biblioteca 3.273 títulos. Em 1973 ela contava com 23 mil referências bibliográficas. Após a independência ficou sob jurisdição do governo provincial de Luanda, começando a chamar-se Biblioteca do Governo Provincial de Luanda (nesta listagem indicada como BGPL).

O acervo do antigo Arquivo Histórico Nacional (e, antes dele, Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica) tem uma história longa, tensa e diversificada. Chama-se hoje Arquivo Nacional de Angola, já remodelado e melhorado. As minhas pesquisas aí foram realizadas entre 2003 e cerca de 2010. No final da década de 1930, o escritor, investigador, etnógrafo, comerciante e jornalista benguelense Augusto Tadeu Pereira Bastos, encarregue de criar o primeiro Arquivo, recolheu muita bibliografia que se mantinha em acervos privados. Essa bibliografia ter-se-á dispersado em parte, posteriormente, nos anos seguintes, em que o projeto de constituição do Arquivo não avançava. Terá, por outra parte, sido levada por algum pesquisador português para Lisboa, privatizando a coleção. Houve também muitas ofertas feitas ao longo do século XX. Vemos, por exemplo, nas listagens de títulos, vários livros que pertenceram à Diamang (Companhia de Diamantes de Angola), de onde viria a maior parte do acervo. Outras tinham estado no “Museu de Angola”, ou vieram de outros lugares. Implica isso que a presença, ali, de muitos dos títulos não comprova a sua circulação pela colónia no século XIX. No entanto, verifiquei, nas listagens bibliográficas do Arquivo (que serviam de catálogos rudimentares) e entre os exemplares que me foi permitido consultar, alguns com autógrafos do século XIX, em que o proprietário (ou novo proprietário) se localizava em Angola. Isso mostra que a primeira recolha de fundos, e outras eventualmente, se manteve, pelo menos em parte, no acervo do Arquivo, cujo historial não cabe detalhar neste humilde relatório de pesquisa. Por coincidência, talvez, há vários títulos que aparecem em outras listas (espólios, livros enviados pela igreja para a colónia, por exemplo), outros que são referidos por autores ou jornais locais, o que pode sinalizar que tais exemplares vieram da primeira recolha também. Reitero, no entanto, o aviso: na maioria dos casos em que aparece a sigla ANA (pela qual menciono o Arquivo consultado), o livro (ou periódico) pode não ter circulado em Luanda no século XIX.

Além destes acervos, investiguei também o da Biblioteca da Câmara Municipal de Benguela. Foi fundada já no século XX e montada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Integrou, no entanto, vários títulos do século XIX, atas antigas da Câmara Municipal e doações particulares. Deduzo que alguns dos títulos do século XIX ali constantes virão das doações privadas e podem lá ter circulado na época, ficando guardados por várias décadas em bibliotecas privadas, como as de Amílcar Barca Martins da Cruz, nascido na paróquia de Nª Srª do Pópulo em Benguela, aluno (Direito) em Coimbra entre 1899 e 1904, e cujo pai (Teodoro José da Cruz) era comerciante rico na Hanha, entre o Sumbe e Benguela. Os exemplares encontrados na Biblioteca Municipal de Benguela, porém, não contêm qualquer indício que permita fazer a sua história (vários deles nem carimbados estavam). Incluí, desses títulos, os que me pareceu que não viessem da Fundação Calouste Gulbenkian. Esta será, certamente, a parte menos prestável da listagem.

 

A referência a títulos anunciados no Diário de Pernambuco ou no Jornal do Comércio (do Rio de Janeiro) é meramente contrastiva e mostra, de forma geral, um mercado similar, porém mais diversificado e vasto. Ocasionalmente juntei dados relativos aos Gabinetes Portugueses de Leitura (do Recife, do Rio, do Maranhão), ou a Bibliotecas do Rio de Janeiro. Trago-os, também, para contraste com os dados angolanos, ou confirmação das afinidades entre os mercados angolense e brasileiro. Entendi que não valia a pena colocar aqui todos os dados recolhidos no Brasil – em particular no Recife – porque saturavam a lista com informações que, de forma geral, estão consideradas em estudos desenvolvidos no próprio país, alguns publicados em livros, outros em revistas académicas e muitos disponíveis em rede. Além disso, o facto de um livro ou periódico ser anunciado num jornal ou catálogo brasileiro não implica, obrigatoriamente, ele ter sido levado para Angola na época. Apenas refiro que determinado livro, encontrado em Angola, se anunciava também no Brasil, ou constava em catálogos brasileiros. A circulação de livros e periódicos, quer no Brasil, quer em Portugal, está bastante estudada, de resto, permitindo-me focalizar a pesquisa nas fontes angolanas.

 

Notas para leitura

Um trabalho deste género pede que façamos algumas advertências a preparar a leitura. A elas se destina esta secção, tão curta quanto possível.

 

As lacunas

A primeira nota é sobre as incompletudes na referenciação primária. Muitas das fontes não eram legíveis, ou indicavam somente “jornais de ilustrações”, uma “porção de livros”, ou “24 livros diversos”, “alguns livros”, uma caixa deles sem qualquer outra referência, “diferentes coleções de livros e jornais”. O leque de leituras era provavelmente mais diversificado e, pelo menos, mais numeroso.

Quanto aos nomes dos autores, a situação foi pior ainda: muitas entradas não mencionavam qualquer autoria, outras faziam menções lacunares e outras ainda erradas.

Finalmente as indicações sobre a edição em causa eram escassíssimas e, por vezes, erradas.

Exemplo geral: um título como “Dicionário de Francês”, que podia ser um título em francês ou português, mas mencionado em português, é impossível a gente saber qual o dicionário, muito menos autor, edição, volumes. Outras vezes, os títulos das novelas vinham trocados, errados, ou reportados por uso comum que não correspondia à referência nos catálogos bibliográficos e editoriais daquele tempo. Confrontando com os catálogos de grandes bibliotecas disponíveis em linha me foi possível realizar o contraste necessário para tornar mais nítidas apenas algumas referências bibliográficas.

 

Exclusões

A pesquisa realizada motivou-se por uma questão própria da História da Literatura e dos estudos sobre Criatividade literária: o que era lido pelos escritores e leitores de poesia lírica ou de narrativas? Qual o horizonte de receção genérico da pequena comunidade literária local?

Por esse motivo central, a lista contém sobretudo referências literárias e afins. Chamo afins aos títulos sobre História, Filosofia, Religião, disciplinas que os poetas liam bastante e muitos leitores e leitoras também. Ainda assim, a proliferação de novelas (muitas referidas sem título nem menção de autoria), de peças de teatro e de periódicos que me parecem inconsequentes (tendo em vista a composição de um quadro de leitura literária da época e do lugar), levou-me a não os incluir a todos. Isso tornaria a lista impraticável no contexto deste livro.

A proliferação de títulos jurídicos me pareceu também escusada, para além dos que dão concretos indícios sobre possíveis escolhas políticas, ou sobre o que interessava aos comerciantes conhecer. A menção a eles ia tornar a lista mais extensa e menos significativa. Pelo mesmo motivo não coloquei na lista os títulos referentes a ciências exatas ou da natureza, a maioria advinda do Inventário de bens do falecido naturalista José de Anchieta (f. em 1897, mas o inventário fez-se 1899).

Igualmente apareciam muitos anúncios relativos a Bíblias, missais e obras parecidas. Só os registei quando algo os individualizava (por ex. a menção ao editor ou tradutor). É claro para todos que a Bíblia e os missais eram lidos, comprados e vendidos nesse tempo, como são hoje. Seria redundante ocupar mais espaço com isso.

O mesmo se passava com a bíblia portuguesa, Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. Havia muitas edições e só para uma pesquisa particular importa saber quais. Neste ponto tão geral, o que se pretende é um quadro abrangente dentro do que chamamos Humanidades, tendo como foco central a literatura. Basta, portanto, sabermos que também Os Lusíadas circularam por Angola – como seria de prever e em muitas edições.

Quanto a dicionários, também não menciono todos e pelo mesmo motivo. Centrei-me nos da língua portuguesa e me centraria nos de línguas bantos se por ali os visse. A maioria dos dicionários entre línguas não tem particular interesse neste momento da pesquisa. Ocasionalmente menciono algum, apenas para dar exemplo.

Por causa dos compreensíveis limites de páginas, a lista vai só até ao fim da letra “E”. Uma segunda parte, em qualquer outra oportunidade, se publicará. Todos os dados entretanto retirados da lista podem ser pedidos ao autor.

 

Notas indispensáveis para cómoda leitura da listagem

1.   Quanto aos inventários de bens em Benguela, os itens encontrados estão referidos pelo ano do processo (e.g. “espólio de 1899”). Quando pela primeira vez se menciona cada espólio, refere-se o nome do falecido. Se houver dois, ou mais, espólios do mesmo ano, caso um deles se destaque pela quantidade de livros, após a primeira menção todas as outras apenas indicam o ano; quando a referência vem de outro espólio é que, para além do ano, dou o nome do inventariado. 

2.   Muitas vezes o título vai transcrito como nas listagens dos arquivos e entre aspas. Quando não deu para resolver dúvidas sobre determinado título, a sua equiparação a outro, ou a correspondência com determinado autor, coloquei entre parêntesis retos um ponto de interrogação frente ao nome do autor, ou título, conforme os casos. Outras vezes são colocadas as várias indicações que divergem nos diferentes anúncios (por exemplo: “Cartas de Echo a Narciso / Cartas de Echo e Narciso” / “4-02-1837/4-02-1842”).

3.   De forma geral a grafia foi atualizada. Com isso não cumpro apenas uma regra comum, também facilito a pesquisa em meio informático. Caso os nomes, por exemplo, viessem como transcritos nas fontes, o pesquisador teria de pedir ao programa a localização do nome em várias versões possíveis (José, Joze, Jozeph). Havendo apenas uma transcrição, de uma vez o programa localiza todas as ocorrências. Este capítulo está, portanto, preparado para edição digital. 

4.   Quando apresento como fonte “Lista de livros de 1852”, ou “enviados em 1852”, reporto-me à “Relação dos livros que do Depósito das Livrarias dos extintos Conventos se podem subministrar pa o ensino público da Diocese de Angola em referência ao Catálogo de livros pedidos p o mesmo fim”. A Relação foi datada de 14.2.1848, mas o recibo dos livros, ainda feito em Lisboa, data de 11.3.1852, assinado pelo Pe António da Silva Túlio, encarregue pelo Bispo de Angola e Congo de os ir buscar à Biblioteca Nacional (segundo Procuração de dezembro de 1851). Todo o processo pode consultar-se na Biblioteca Nacional, em Lisboa, na secção de manuscritos. Cota: MSS 216, nº 43. A referência pode conferir-se em Paulo J. S. Barata (Barata, Os livros e o Liberalismo, 2003 , p. 267).

5.   Para não saturar a leitura, nem exceder o limite de páginas, faço uma bibliografia mínima e vou referindo os dados bibliográficos ao longo da listagem, por exemplo dizendo que “esta edição foi impressa em Paris, em 1879, na tipografia de”. Como devem compreender, a bibliografia típica dos ensaios académicos, para tantas entradas e mais algumas cuja consulta era indispensável apontar, ultrapassaria só por si o limite de páginas para cada capítulo.

6.   Como de norma para bibliografias, a listagem está organizada por ordem alfabética dos autores. Os autores são nomeados primeiro pelo APELIDO e depois pelo nome, por extenso e o mais completo possível, o que facilita pesquisas posteriores em rede. Junto ao nome do autor indico as datas de nascimento e morte para os leitores situarem rapidamente o período. Quando o autor é o mesmo que da referência anterior, organiza-se a sequência por ordem alfabética de títulos. A primeira letra que se leva em conta é a do primeiro substantivo, adjetivo ou verbo do título. Por exemplo, se fossem do mesmo poeta, “Os Autores Latinos” aparecia antes de “A Jerusalém Libertada”. As referências a seguir aos títulos ora seguem o que está nos catálogos dos acervos consultados (entre aspas), ora se aproximam da norma brasileira vigente. Note-se que não se trata, aí, de uma bibliografia, mas de mera listagem e procuro manter a lista o mais próximo possível das fontes.

7.   Como é comum também, há uma lista de siglas, que passo a transcrever:

a.   AAVV (Vários autores).

b.   ANA (Arquivo Histórico Nacional, atualmente Arquivo Nacional de Angola).

c.    BGPL (Biblioteca do Governo Provincial de Luanda, antiga Biblioteca Municipal de Luanda).

d.   DP (Diário de Pernambuco).

e.    JC (Jornal do Comércio do Rio de Janeiro).

f.     ATB (Arquivo do Tribunal da Comarca de Benguela).

g.    BMB (Biblioteca da Câmara Municipal de Benguela).

h.   LNA (Biblioteca da Liga Nacional Africana).

i.     Outras são do domínio público já.

8.   Por economia de espaço e tempo, uso por vezes abreviaturas – outro procedimento comum. Parecem-me todas percetíveis. Por exemplo “vols”, “vol’s” ou “v’s” abrevia (mesmo nas fontes) “volumes; “tip.” abrevia “tipografia”; “ed.” abrevia “edição”. Variações nas abreviaturas devem-se às variações nas listagens originais.

9.   Finalmente: os leitores interessados nesta listagem, tanto quanto possa antecipar, são muito diversos. Alguns elementos colocados o foram por causa de um tipo de leitores, outros por causa de outro tipo. É preciso que, ao lerem, tenham em consideração que isto vai interessar, desde alunos de vários níveis de ensino em Angola, até colegas da mais alta graduação académica em Angola e no resto do mundo. 

 

Lista de referências

Livros

1.   AAVV – Les annales de la république française depuis l'établissement de la constitution de l'an trois : contenant les annales civiles, politiques, militaires, maritimes, coloniales, commerciales, littéraires, des sciences, des arts etc.; avec les mémoires, notes, messages, discours, discussions, lettres, rapports, proclamations, traités de paix et de commerce; dissertations, notices, analyses, extraits, critiques, tables, tableaux etc. propres à faire connoître chaque objet à fond, et à le présenter sous tous ses points de vue. Paris, J. Ch. Laveux ; Montadier, ano VII [1799].

a.   BGPL (Biblioteca do Governo Provincial de Luanda, antiga Biblioteca Municipal de Luanda). 9 vol’s.

2.   AAVV – “Autores Latinos, 2 vs”

a.   Espólio de 1899 (José Alberto de Oliveira Anchieta, naturalista, nascido em Lisboa em 1832. F. em Caconda, Benguela, Angola, em 1897[1]). Difícil identificar a fonte. Seria, talvez, da série Les Auteurs Latins expliqués par deux traductions françaises, l"une littérale et juxtalinéaire présentant le mot a mot français en regard des mots latins correspondants, l"autre correcte et précédée du text latin. Avec des arguments et des notes par une société de professeurs et de latinistes. Paris, com várias datas, uma das quais (para Cícero), 1879.

b.   Há menções também de “Os Autores Latinos – Cícero” e “Os Autores Latinos + 1 vol. – Lucrécio”. Ainda outra para “Auteurs Latins – Phédre, Paris, 1882.”

3.   AAVV – “Cânticos Populares, Antigos e Modernos de La Allemagne.”

a.   Espólio de 1856[2] (Joaquim José Vieira de Carvalho, médico-cirurgião, nascido em Lisboa em 1820 ou 1821).

b.   Equivale, talvez, a esta publicação: Seb. Albin (em exemplar digitalizado, escrito à mão: “=H. Cornu”). Ballades et chants populaires (anciens et modernes) de l’Allemagne. Paris, Charles Gosselin, 1841.

4.   AAVV – “Código Comercial Brasileiro; - Código Criminal Brasileiro”.

a.   Espólio de 1855 (José Luís da Silva Viana, comerciante e negreiro, natural de Coussourado, Barcelos, a 10.1.1807[3]).

b.   O segundo título constava também do pequeno espólio bibliográfico de Agostinho José Pereira Pinheiro, feito em 1880 e composto quase só por obras jurídicas.

5.   AAVV – “col. de Constituições, por dois Bacharéis, 4 vols”

a.   Espólio de 1855. Não consegui identificar a referência. Há uma edição em 4 volumes relativa ao processo constitucional, abrangendo 1820 a 1823, impressa na Rollandiana.

6.   AAVV – “Coleção de caricaturas, 1 vol.”

a.   Espólio de 1856.

7.   AAVV – “Coleção de Leis: 1837-1843, 6 vols”.

a.   Espólio de 1855.

8.   AAVV – “Collecção de notícias para a história e geografia das nações ultramarinas, que vivem nos domínios portugueses, ou lhes são vizinhas”. “Tomo I, n. 1-3”. Lisboa, Academia das Ciências, 1812.

a.   ANA (Arquivo Nacional de Angola).

9.   AAVV – “Coleção Oficial da Legislação Portuguesa. Lisboa, Imprensa Nacional, 1867. 19 vols. Faltam os anos de 1845, 1851 a 1858, 1862 a 1865, 1867 a 1869, 1871 a 1873, 1876, 1877, 1880 a 1883, 1885 a 1890, 1892 a 1894.”

a.   ANA

10.               AAVV – “Coleção de Retratos, 1 vol.”

a.   Espólio de 1856.

11.               AAVV – Colleccion de poesias romanticas […].

a.   BGPL. Manuscrito. No fim há um curto impresso, ilegível.

b.   No início tem (em espanhol) uma referência a um colégio jesuíta e a data: “18 de Abril de mil ochocientos y sessenta y siete – Jueves santo”. Abaixo a assinatura, por extenso, de “Joaquim Eugénio da Costa Sales Ferreira”. As cópias comportam vários tipos de letras e tintas diversas. Tem carimbo de “J. P. da Silva Rocha / com oficina Tipográfica, e de livreiro” na “Rua de Salvador Corrêa”, em “Loanda”[4].

12.               AAVV – Compêndio histórico do estado da Universidade de Coimbra no tempo da invasão dos denominados Jesuítas, e dos estragos feitos nas Ciências e nos professores e directores que a regiam, pelas maquinações e publicações dos novos Estatutos por eles fabricados. Lisboa, Régia Ofª Tip.ª, 1771.

a.   BGPL. 

13.               AAVV – “História de Portugal composta em inglês por uma Sociedade de Literatos”.

a.   Espólio de 1855. Duas entradas: uma mencionando 10 volumes e outra os “vols 2 e 3”. Há uma terceira referência, indicando 1 volume e a autoria de “Moraes”.

b.   História de Portugal. Composta em inglês por uma sociedade de literatos, trasladada em vulgar com as notas da edição francesa, e do tradutor português, António Moraes de Silva; e continuada até os nossos tempos: em nova edição: por Hipólito José da Costa (Pereira Furtado de Mendonça). Londres, 1809 (data do Tomo I). Tipografia: “F. Wingrave; T. Boosey; Dulau & Co.; Leckington, Allen & Co.”

14.               AAVV – Miscelânea de poesias.

a.   BGPL. Trata-se de um manuscrito, com data (na dedicatória) de “21-02-1867”. No interior há cópias com data de 1868. São sobretudo poemas em latim e espanhol.

15.               AAVV – Museo scientifico, letterario ed artistico; ovvero, Scelta raccolta di utili e svariate nozioni in fatto di scienze, lettere ed arti belle. Turim, 1839. Tip. de Alessandro Fontana.

a.   BGPL. V. 4, 5, e outro. Não se indica o volume, mas o ano. O sexto era de 1844.

16.               AAVV – “Ordenações do Reino, 10ª ed., 3 vols”.

a.   Espólio de 1855. Penso que se trate das Ordenações e Leis do Reino de Portugal recopiladas por mandado delRei D. Filipe o Primeiro. A 10ª ed. saiu na Imprensa da Universidade (Coimbra) em 1833 e tinha 3 volumes. Estavam integrados na Coleção da legislação antiga e moderna do reino de Portugal (6 v.), inserindo-se na “Parte II: da Legislação Moderna”. A edição seguia a de Coimbra de 1824.

b.   Uma “Coleção de Leis: 1837-1843, 6 vols” reportaria a mesma edição.

c.    Espólio de 1866 (José Francisco Rodrigues Gomes, morador em Novo Redondo, atual Sumbe): “4 volumes de Ordenações do Reino.”

17.               AAVV (“Sociedade de Literatos”) – Recreação moral e cientifica, ou, Biblioteca da Juventude : dedicada a S.M. o Senhor D. Pedro II, Imperador do Brasil, compilada dos melhores autores. Rio de Janeiro, B. Ogier, 1834-1836.

a.   Espólio de 1855. “7 vols”.

18.               AAVV – “sobre fotografia, 25 vols”

a.   Espólio de 1899.

19.               AAVV – “Tesouro Poético da Infância”.

a.   ANA. “Coligido e ordenado por Anthero de Quental. Porto. Ernesto Chardron, 1883.” Em mau estado. Faltam as folhas iniciais e outras estão fragmentadas. A «Advertência» ficou ilegível. A maioria das folhas está com uma cor castanha escurecida por efeito da humidade.

20.               ABADIE, Jacques (ou Jakob, ou James, 1654-1727) – L'art de se connoître soi-même: ou la recherche des sources de la morale. Toulouse, Soc. Livres Religieux, 1865.

a.   ANA. Era uma nova edição.

b.   A edição original penso que seja de 1692.

21.               ABRANTES, Miguel Calmon du Pin e Almeida (1796-1865) – “Cartas Poéticas extraídas do Padre Amaro, 2 vols”.

a.   Espólio de 1855. Sem menção de autoria.

b.   O título não condiz: Cartas políticas extraídas do Padre Amaro, impressas, em dois tomos, em Londres (1825) por R. Greenlaw (na folha de rosto do “Tomo I” se diz ser a 2ª ed.).

c.    Inocêncio (Silva, Dicionário bibliográfico português, 1860, p. 389) falava de pessoas para quem o possível autor era José Joaquim Ferreira de Moura (1776-1829). Padre Amaro (O Padre Amaro ou Sovéla Política Histórica e Literária), dedicado aos “portugueses de todos os mundos”, era também o nome de um periódico publicado em Londres, no qual saíram primeiro as ditas Cartas e o editor, enquanto editor, afirma, na “Prefação”, que achou prestar um grande serviço ao Brasil reunindo em livro as cartas que vinha publicando (no “meu Periódico”), “subscritas com o nome de Americus”. Isso, porém, não implica ser ele o autor. Por outro lado, Miguel Abrantes morreu no Rio de Janeiro, tendo nascido na Bahia, participando intensamente, quer do processo de independência, quer da vida política brasileira. Por sua vez, J. J. Ferreira de Moura nasceu em Foz Coa e morreu em Lisboa, tendo uma carreira política inteiramente portuguesa.

22.               ALMEIDA, (Pe) Teodoro de (1722-1804) – “Entretenimento do Coração Devoto, [?], 1790; 8.º, 2 ex’s”.

a.   Livros enviados em 1852.

23.               . –– O Feliz Independente do Mundo e da Fortuna, ou arte de viver contente em quaisquer- trabalhos da vida. “Lisboa, António Rodrigues Galhardo, 1876, 3 vol’s”.

a.   ANA. Exemplar em mau estado.

b.   Anunciava-se muito no Rio de Janeiro e no Recife na primeira metade do século XIX. Veja-se, por exemplo, o Jornal do comércio (JC, 17.2.1830, 26.5.1830) e o Diário de Pernambuco (DP, 31.1.1837, 2.3.1837, 20.6.1840, 3.10.1840).

24.               . –– Recreação filosófica ou Diálogo sobre a Filosofia Natural, para instrução de pessoas curiosas, que não frequentaram as aulas.

a.   Aparece duas vezes em espólios de 1855, um deles o espólio de Silva Viana. Aí: “Recreação Philosófica, 2 vol’s”. Sem menção de autor. O facto de se indicarem “2 vol’s” não significa tratar-se de uma edição em dois volumes, e sim que existiam dois de uma qualquer totalidade.

b.   Este livro foi muito anunciado ainda na primeira metade do século XIX no Brasil. Por exemplo no Jornal do comércio (16.2.1830), no catálogo Bertrand (1846), no Recife (muitas edições, incluindo uma em “2 vol’s” e a original (anúncios entre 21.10.1831 e 29.4.1842 – numa pesquisa não exaustiva). Constava ainda do Catálogo do Gabinete Português de Leitura (GPL) do Rio de Janeiro.

25.               . –– “Sermoens, Lisboa, 1787, vol. 3, in 8.º, ex. 4”

a.   Transcrito como surge na lista de livros enviados em 1852.

26.               ALORNA, Marquesa de (Alcipe, Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre, 1750-1839) – “Obras Poéticas da Marquesa d’Alorna, 3 vols”.

a.   Espólio de 1856. Deve ser a mesma edição das estantes da BGPL (v. abaixo), porque essa é de 6 tomos encadernados em 3 volumes. A mesma edição integra o acervo bibliográfico do GPL (Gabinete Português de Leitura) do Recife.

27.               . –– Obras Poéticas. Lisboa: IN, 1844.

a.   BGPL. V. 2 a 5. No verso da contracapa, autocolante dizendo “Anselmo Lodi”. Era ele rico proprietário em Lisboa em 1843, nascido em 1820, e cuja filha casou, em 1869, em primeiras núpcias (ambos), com o conde de Tavarede, como se pode ver em linha (http://tavaredehistorias.blogspot.com/2012/10/).

28.               AMADO, José de Sousa (1812-1890) – “Notícia do estado em que se acha o povo de Angola destituído de Mestres, Parochos e Igrejas, e considerações acerca da necessidade e facilidade de remediar tão grandes males”. Lisboa: 1861. Na tip. de G. M. Martins.

a.   ANA. O exemplar pertenceu à Diamang em Luanda e passou depois para o Centro Histórico. Não é portanto garantido que circulasse em Angola no século XIX. Não tem indicação de autor. Entretanto, José de Sousa Amado teve livros seus espalhados por Angola.

b.   O livrinho não traz, na folha de rosto, menção de autor. A atribuição de autoria revelou-se, porém, consensual.

29.               AMORIM, Francisco Gomes de (1827-1891) – Cantos matutinos. 2ª ed. Lisboa, 1866.

a.   BGPL. Impresso na tipografia da Sociedade Tip.ª Franco-Portuguesa. Assinatura, na folha de rosto, de Joaquim Eugénio de Sales Ferreira, irmão do major Francisco de Sales Ferreira e filho do Tenente homónimo (FSF).

30.               . –– Garrett: Memórias biográficas. V. II. Lisboa: IN, 1884.

a.   BGPL. Só tinham esse volume. Carimbos esmorecidos da B. M. “Loanda”, cor azul e cor preta.

b.   O vol. I anunciava-se para venda no Jornal de Luanda: “Recebido pelo vapor China e à venda no estabelecimento de F. de Sales Ferreira” (n. 96, 2.4.1881, p. 4).

31.               . –– O remorso vivo. Lisboa, Matos Moreira, 1875.

a.   BGPL.

32.               ANDRADA, Francisco de (1535-1614) – “Crónica de D. João III. 4 vol’s. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1796”.

a.   ANA. Não estava disponível para consulta.

b.   Título original: Crónica do muito alto e muito poderoso rei destes reinos de Portugal Dom João o III deste nome. Dedicada a Filipe III.

33.               ANDRADE, Gomes Freire de (“Por um compatriota de Gomes Freire de Andrade”) – A dominação inglesa em Portugal: o que é e de que nos tem servido a aliança da Inglaterra. Lisboa: João António Rodrigues Fernandes, 1883.

a.   ANA.

34.               ANDRADE, Jacinto Freire de (1597-1657) – Vida de Dom João de Castro quarto Viso-Rey da India. Lisboa ; Paris: J.-P. Aillaud, Monlon e Cª, 1861.

a.   ANA. Feita sobre a original, com notas e documentos de Fr. Francisco de S. Luís, de que houve edições anteriores, por exemplo a de Paris (Aimé André, 1837).

b.   Ed. or. Impressa em Lisboa, na Of. Craesbeeckiana, 1651.

c.    ANA. Outra edição: “Paris, Aillaud, s/d.” Estava em mau estado.

35.               ANDRADE, José Inácio de (1780-1863) – “Cartas da Índia e China, 2 vols”.

a.   Espólio de 1856.

b.   Título completo: Cartas escritas da Índia e da China nos anos de 1815 a 1835. A ed. or. é de 1843. A mais próxima nas datas é a 2.ª, de Lisboa, (IN, 1847). Cartas escritas à mulher, não se trata de documentos histórico-geográficos.

36.               ARIOSTO, Ludovico (1474-1533) – Orlando Amoroso: história fabulosa. Lisboa: 1822.

a.   BGPL. Há uma edição de Lisboa impressa na Tip. de António Rodrigues Galhardo.

b.   Pode ser a 2ª ed., em 3 vols (Lisboa: Viúva Neves & Filhos), que também se anunciava no Recife (por exemplo no DP, 8.3.1837) e no Rio de Janeiro (por exemplo no JC, 3.2.1830 e 21.6.1830)?

37.               ARRIAGA, José de (José de Arriaga Brum da Silveira, 1844-1921) – História da Revolução Portuguesa de 1820 […]. 4 vols. “Porto, Livrª Portuense, 1886-1889, 4 vols”.

a.   ANA.

38.               ASSUNÇÃO, T. Lino de (Tomás Lino da Assunção, 1844-1902) – Frades e Freiras: croniquetas monásticas. Lisboa: 1893. Tip. Companhina Nacional Editora.

a.   BGPL. No verso da contracapa tem o selo da “Livraria Universal / Silva Júnior / Lisboa”. Na folha de rosto está a assinatura de “Alfredo Trony” e a localização: “Loanda / 7.º / 93”.

39.               AULETE, Caldas (Francisco Júlio de Caldas Aulete, 1823 - 1878) – “Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, vol’s 1 e 2”.

a.   Espólio de 1899 (não o de José de Anchieta, mas o de Serafim Pereira de Melo, morador “no lugar de Calupálua”, no Bailundo, onde faleceu. Casado com Cândida da Silva, tinha pelo menos uma filha). Encadernados. Avaliados em “2.000 réis”.

40.               AZEVEDO, Francisco António Rodrigues de (1811-1897) – Oração fúnebre que nas exéquias, que a Excelentíssima Câmara Municipal de Lisboa fez celebrar por ocasião da trasladação dos ossos de Francisco Manuel (Filinto Elyzio) para o cemitério do Alto de S. João no dia 19 de Junho de 1856. “Lisboa, Tip. Universal, 1856.”

a.   ANA. O exemplar apresenta carimbo da revista Diogo Cão, do Pe Ruela Pombo e, com a mesma tinta vermelha, outro a dizer “Oferta”. Não é seguro que tivesse andado por Angola no séc. XIX.

41.               AZEVEDO, João de (João de Azevedo Sá Coutinho, 1811-1850) – O conde D. João ou a Corte de Versalhes em 1774. Drama histórico em 6 quadros por D. João de Azevedo. Lisboa: 1844 (tip. de M. J. Coelho).

a.   BGPL.

42.               AYMONIER – “Litérature Cambodgienne. Textes traduits pour la première fois. S/L, S/E, 1877”.

a.   ANA. A referência que vi foi de uma tradução, inserida em um periódico. “Aymonier”, o tradutor, era professor na “Escola de estagiários, em Saigão”, como se diz lá. A revista (nova série, tomo I) publicou-se em 1876, impressa na casa da Viúva Bouchard-Huzard. Foi disponibilizada no ‘google’. Aqui, porém, se indicava “nova série, I, 1877” (pp. 209-223).

43.               BAIÃO, José Pereira (1690-1743) – Crónica do Rei D. Pedro I deste nome, e dos Reis de Portugal o oitavo, cognominado o Justiceiro, na forma, em que a escreveu Fernão Lopes, primeiro Cronista-mor deste Reino copiada fielmente do seu Original antigo, dada à luz, e acrescentada de novo desde o seu nascimento até ser Rei, e outras ações, e notícias de que o Autor não trata. “Lisboa, Pedro Ferreira, 1760.”

a.   ANA.

b.   Edição original em Lisboa (Francisco da Costa, 1735).

44.               BAILLY, Louis (1730-1808) – “Bailly, de Vera Religione, Divione, 1781; 8.º, 2 vols, 4 ex’s”.

a.   Livros enviados em 1852.

b.   Título original: Tractatus de vera religione, theologiae alumnorum usui accommodatus. Era, portanto, um manual.

c.    Anunciava-se no Recife também (DP, 6.3.1837).

45.               BAILLIY, Louis (1730-1808) – “Bailliy, de Ecclesia, idem, 1776, 8.º, vol. 2”

a.   Livros enviados em 1852.

b.   Edição: Tractatus de Ecclesia Christi ad usum seminariorum et sacrae theologiae alumnorum. 2 v. Divione : apud E. Bidault, 1776. Era outro manual.

46.               BALBI, Adrien (1782-1848) – “Atlas e Geografia de Balbi, 2 vols”

a.   Espólio de Benguela de 1856. Há uma “Geografia” mencionada em espólio de 1873 (Manuel Ferreira Torres. O falecido seria talvez da família da viúva de José Luís da Silva Viana, ou filho do casal, pois ela se chamava Teresa de Jesus Ferreira Torres, Viana depois de casar[5]).

b.   Era anunciada no Recife a “Geografia” ou a “Geografia Universal” (por exemplo, DP, 24.7.1840 e 3.1.1842).

c.    Havia uma tradução de um volume aplicado a Portugal e Espanha, sobretudo famosa a tradução de Madrid. Mas talvez estivesse em Benguela o manual (o Compêndio de Geografia Universal), ou o Tratado de geografia universal, física, histórica e política, redigido segundo um novo plano e conforme aos últimos tratados de paz (Paris: J. P. Aillaud, 1838). Esse era em 2 v. 

47.               BALMÉS, Jaime (Jaime Luciano Balmés y Urpiá, 1810-1848) – Filosofia Fundamental. 2ª ed., 3 v. Barcelona: A. Brusi, 1848.

a.   BGPL. Pertenceu a J. E. de Sales Ferreira, que autografa os 3 vols. O v. I tinha as folhas iniciais muito comidas pelo bicho.

b.   Trad. João Vieira. Rio de Janeiro ; Porto ; Braga: Garnier ; Chardron, 1876. Também na BGPL.

48.               . –– O Protestantismo: comparado com o catolicismo em suas relações com a civilização europeia. 4 v. Porto ; Braga: Ernesto Chardon, 1876-1877.

a.   BGPL.

b.   1877 é a data do v. 4.

49.               BALZAC, Honoré de (“H. de Lobo Balzac”, nascido Honoré Balssa, 1799-1850). Um começo de vida. Lisboa: 1887. Em mau estado.

a.   ANA.

50.               . –– A menina dos olhos de ouro. Versão d’Assis de Carvalho. Lisboa: C.E.N., 1890.

a.   BGPL.

b.   Faz parte da col. Biblioteca Universal Antiga e Moderna (18ª série, nº 69).

51.               . –– Œuvres complètes.

a.   Vários volumes e várias edições na BGPL. Uma delas, Oeuvres Illustrées (Paris: Marescq ; J. Bry Ainé, 1852).

52.               . –– Théatre. 2 vol’s. Paris: Michel Lévy, 1865.

a.   BGPL. Pertenciam a J. E. de Sales Ferreira.

53.               BARBIER (Jean-André Barbier, “L’Abbé Barbier”, n. 1749) – “Les Trésors de Cornelius a Lapide. Paris, Poussielgue, 1896, 4 vols”.

a.   ANA.

b.   Resto da titulação: “extraits de ses commentaires sur l'écriture sainte à l’usage des prédicateurs des communautés et des familles chrétiennes”.

c.    Em 1876 esta publicação (4 vols. Paris: Poussielgue) ia na 4ª ed..

54.               BARBOSA, I. de Vilhena (Inácio Vilhena Barbosa, 1811 - 1890) – “Exemplos de Virtudes Cívicas e Domésticas colhidas na História de Portugal. Porto, Chardron, 1886.”

a.   ANA.

b.   Exemplos de virtudes cívicas e domésticas colhidos da história de Portugal. Porto: Livraria Ernesto Chardron, Lugan & Genelioux, 1886. No ANA se indica só a Chardron.

55.               BARÒNIO, Cesare (1538-1607) – “Baronio, Annaes, […], 1738, […], 4 vols, 2 ex.”

a.   Livros enviados em 1852.

b.   Devem ser os Annales ecclesiastici, de que saíram muitos volumes, o 17º sendo de 1738, impresso na tip. de Leonardi Venturini.

56.               BARRET, Paul Marie Victor (1846-1910) – L’Afrique occidentale : la nature et l'homme noir. T. 1.: Sénegambie et Guinée. – La région gabonnaise.

a.   “Paris, Challamel [A. Challamel & Cie (Librairie Coloniale)], 1888.

b.   ANA.

c.    Falta a folha inicial, pelo que não se vê data nem editor (as informações tirei da listagem e confirmei na Gallica.fr).

d.   Impresso na tip. Firmin-Didot-Mesnil.

57.               BARRETO, “João A. Graça” (João Augusto da Graça Barreto, 1845-1885?) – “História da Igreja. Em latim, Lisboa, Tip. Nacional, 1879.”

a.   ANA.

58.               BARROS, Pe André de (1675-1754) – Vida do Padre António Vieira.

a.   ANA: “Lisboa, J.M.C. Seabra e T.Q. Antunes, 1858”.

59.               BARROS, João de – “Décadas da Ásia por João de Barros, 8 vol’s”.

a.   Espólio de 1855.

b.   Anunciadas também no Recife na década de 1840.

60.               BARRUEL, Agustin de (1741-1820) – “Abade Barruel. Questão Nacional”. Lisboa: Impressão Régia, 1823.

a.   ANA. “Questão nacional “sobre a autoridade, e direitos do povo em o governo ou exposição e demonstração dos verdadeiros princípios acerca da soberania. Paris, 1791” (a ed. or.). Era uma tradução. A primeira edição portuguesa terá sido impressa em 1815. O tradutor de 1823 era  Luis Gaspar Alves Martins, que fez a tradução em 1821, como se pode conferir no catálogo da Biblioteca Nacional de Lisboa. Era essa tradução, a julgar pelas datas (1821, 1823), a que estava no ANA. 

61.               BARTHÉLÉMY, J. J. (Jean-Jacques Barthélémy, 1716-1795) – Voyage du Jeune Anacharsis en Grèce vers le milieu du IV siècle. 7 vols. Paris: Janet & Cotelle, 1824.

a.   BGPL. Pertenceu a J. E. de Sales Ferreira.

b.   1824 é a data no tomo I.

62.               BASTIAT, Féréric (1801–1850) – Oeuvres Complètes. 2ª ed., tomos I a VIII. Paris: Guillaumin Cie, 1862-1864.

a.   “mises en ordre, revues et annotées d'après les manuscrits de l'auteur.”

b.   BGPL. Os exemplares consultados tinham carimbo da B. M. “Loanda”. O de cota 2134/30/6 apresentava no fim o mesmo carimbo e uma assinatura a lápis, de que se percebe apenas a inicial do primeiro nome: “F.”, havendo mais duas palavras.

c.    Na primeira visita que fiz tinha os tomos I a VII. Dois exemplares de cada, mas não todos da mesma edição. Em 2005 já não vi na prateleira o tomo II. Os tomos são de anos e edições diferentes: o III e o VII de 1864 (3ª ed., Paris, Guillaumin); mas na segunda coleção das Oeuvres o IV e V são de 1873 (6ª ed., Paris, Guillaumin); o VI é também da 6.ª ed. (Paris, Guillaumin, 1870) e o VII volta a ser da 3ª ed. (Paris, Guillaumin, 1864). Em linha se diz que a edição foi de 1862 a 1873, sempre pela Guillaumin; também em linha se dá a de 1873 como a 3.ª ed.. Em qualquer dos casos, edição de Prosper Paillotet.

63.               BECANI, Rº Pe Martini (ou Martinus Becanus ou Maarten Schellekens, 1563-1624) – “Manuale Controversiarumin V. libros distributum : Quibus hujus temporis controversie breviter dilucidantur, cum triplici indice, uno librorum, & capitum, altero locorum sacrae scripturae, tertio rerum, & verborum.

a.   ANA: “Manuale Controversiarum. Patauii, Tip. Seminarii, 1719”. É a edição de Pádua: “typographia Seminarii, apud Joannem Manfrè”, 1719.

b.   Vi o manual. Pertenceu a alguém que, pelo nome, parece italiano. Pertenceu depois a uma “Biblioteca do Tribunal da Relação” (sem se especificar onde ficava). Finalmente integrou o espólio do CNDIH (Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica, depois Arquivo Histórico Nacional).

64.               BEIRÃO, Francisco António da Veiga (1841-1916) – “O Advogado de si Mesmo”.

a.   Espólio de 1883 (António Maria de Almeida Navarro, falecido em Novo Redondo). O livro (junto com outros 2, mais um conjunto de “diferentes folhetos e livros”) foi arrematado por José António da Mota Lima. O espólio tinha sobretudo livros jurídicos, a par de “diferentes folhetos e livros”). Sem mencionar autoria.

b.   O Direito ao alcance de todos ou O Advogado de si mesmo. Porto: Chardron, 1879.

65.               BELDEMÓNIO (Eduardo Lobo Correia de Barros, 1857-1893) – “Viagens no Chiado, apontamentos de jornada de um lisboeta. Porto, Barros & F.a, 1887”.

a.   ANA.

b.   Será, talvez, o título Viagens no Chiado, Apontamentos de Jornada de um Lisboeta através de Lisboa.

66.               . –– “O Mandarim. Ed. Barros Lobo, Lisboa, Empresa Literária Luso-Brasileira, 1883.”

a.   ANA.

b.   O Mandarim era o título do seu projeto jornalístico mais conhecido. Do ano de 1883 saíram só dois números (o título deixara de se publicar em 1881).

67.               BELLARMINO (Roberto Belarmino, 1542-1621) – “Bellarmino, Teologia”.

a.   Livros enviados em 1852.

68.               “BELLIM” (Jacques-Nicolas Bellin, 1703-1772) – “Atlas Marítimo de Bellim”.

a.   Espólio de 1856.

b.   Título original: Atlas Maritime des Côtes de France (1764).  

69.               BENOIST, Eugéne (1831-1887) – “Publii Virgillio Maroni de Benoist”.

a.   Espólio de 1899.

b.   Deve ser uma das edições das obras de Virgílio por este filólogo e latinista francês. Ele publicou as Obras de Virgílio em latim, penso que em 1876.

70.               BENTO XIV (Próspero Lorenzo Lambertini, 1675-1758) – “Obras de Bento 14º, Roma, 1763, 4.º, vol. 1, ex. 1”.

a.   Livros enviados em 1852.

71.               BERNARD, Claude (1813-1878) – “Lições sobre os Fenómenos”.

a.   Espólio de 1899. Só consta o título incompleto. Penso que seja Leçons sur les phénomènes de la vie communs aux animaux et aux végétaux […], coletânea que, de Bernard, passou também a Dastre, Albert, 1844-1917; Vulpian, A. (Alfred), 1826-1887; Bert, Paul, 1833-1886 e se publicou em Paris (J. P. Baillère, 1878).

72.               BERNARDES, Manuel (1644-1710) – Exercícios espirituais e meditações da via purgativa  sobre a malícia do pecado, vaidade do mundo, misérias da vida humana, & quatro novíssimos do homem.

a.   ANA. 2 v. Lisboa: Régia Of. Tip., 1784-1785. 

73.               . –– Pão partido em pequeninos para os pequeninos da Casa de Deus, breve tratado espiritual […].

a.   ANA. Indica-se o tomo II. Lisboa: 1762. – Of. Miguel Manescal da Costa.

b.   Esse é o tomo II dos Vários tratados compostos pelo padre Manoel Bernardes, que ia na “4ª reimpressão” em 1804.

74.               BERTI (Giovanni Lorenzo Berti, 1696-1766) – “Theologia, Bassani, 1777; vol. 5 in 8.º, 2 ex’s”.

a.   Livros enviados em 1852. Edição baseada na primeira, corrigida.

b.   Título original: Theologia historico-dogmatico-scholastica. 1ª ed.: 1749.

c.    A História Eclesiástica de Berti anunicava-se muito no Recife (por ex. DP de 2.3.1837 e de 6.7.1842).

75.               BLUTEAU (Rafael Bluteau, 1638-1734) - Prosas portuguesas, recitadas em diferentes Congressos Académicos. “Lisboa Occidental : na Officina de Joseph Antonio da Sylva, Impressor da Academia Real, 1728. - 2 vol.”

a.   BGPL.

76.               BOCAGE (Manuel Maria Barbosa du Bocage, 1765-1805) – Poesias de Manuel Maria Barbosa du Bocage, coligidas em Nova e Completa Edição, Dispostas e Anotadas por I. F. da Silva e Precedidas de um Estudo Biográfico e Literário sobre o Poeta por L. A. Rebello da Silva. 6 v. Lisboa: sl, 1853 (Tip. de António José Fernandes Lopes).  

a.   BGPL. Dois exemplares de cada volume. Num deles está a folha de rosto, e outras, danificada, ou foi retirada (aliás o exemplar estava em péssimas condições). Do outro retirei as informações. Há uma ed. de 1857 (Lisboa). O exemplar melhor conservado pertenceu a J. E. de Sales Ferreira, sendo por ele assinado. Tem carimbos da “Biblioteca Municipal de Loanda” e da “Câmara Municipal de Luanda – Biblioteca”. Sales Ferreira tê-lo-à comprado a um tal “[?] Rocha”, a julgar pela 1.ª página e pela folha de rosto (onde se escreveu, com a mesma cor e intensidade de tinta da assinatura, “comprado a [...] por 13:500 / 3/7/80”). O exemplar mais danificado só ficou com carimbos da “Biblioteca Municipal de Loanda” (carimbo usado nos dois primeiro decénios do século XX também).

b.   Naturalmente que várias edições das obras de Bocage foram muito anunciadas no Rio de Janeiro e no Recife (v., por ex., DP 15.2.1842, p. 4, para comprar: “Obras Poéticas de Bocage, principalmente os 3 prim.os vols impressos em vida dele” e “mesmo sendo usados”).

77.               BOITARD, Pierre (1789-1859); JANIN, Jules Gabriel (1804-1874) – “Jardim das plantas, descrição dos Mamíferos, por Boilan”.

a.   Espólio de 1856.

78.               BORGES, Ferreira (José Ferreira Borges, 1786-1838) – “Obras comerciais de Ferreira Borges”.

a.   Espólio de 1855. As “Obras de” anunciavam-se no Recife, por exemplo no DP, 30.6.1840.

b.   A 18.5.1846, por Ofício, o governador-geral Pedro Alexandrino da Cunha escreve ao Ministro pedindo um “Dicionário de Comércio” de Ferreira Borges. Esse título aparece nas listagens do ANA. Talvez se trate do Dicionário jurídico-comercial (impresso pela Soc. Prop. de Conhecimentos Úteis em Lisboa, 1839), anunciado no Recife como Dicionário Jurídico (por ex., DP, 23.7.1840).

79.               BOSSUET (Jacques-Bénigne Bossuet, 1627-1704) – “Exposição da Doutrina da Igreja Católica, L.as – 1768; 8.º vol. 1”.

a.   Livros enviados em 1852. Título original: Exposição da doutrina da Igreja Católica sobre questões controversas.

80.               . –– “os discursos sobre a história universal, L.as – 1772, in 8.º, vol. 1”

a.   Livros enviados em 1852. Título original: Discurso sobre a História Universal.

b.   Um exemplar era mencionado no Inventário de Bernardino da Silva Guimarães, em Luanda. Esse negociante, conhecido como ‘o mulato do Bungo’, era também negreiro. Nasceu até 2 de junho de 1796 e faleceu a 2 de junho de 1845 (Pacheco, Leituras e bibliotecas [...], 2000 , p. 25).

c.    As Obras de Bossuet integravam também a biblioteca do cónego e deputado (1822) Manuel Patrício Correia de Castro (1789-1833).

d.   Anunciava-se muito no Recife (v., por ex., DP 12.1.1837 e 6.7.1842).

81.               BOULANGER (Nicolas Antoine Boulanger, 1722-1789) – “Obras de Boulanger”.

a.   Espólio de 1899.

b.   A publicação das Oeuvres se deu em Paris em 1792.

82.               BOURGET, Paul (Paul Charles Joseph Bourget, 1852-1935) – várias obras constantes na BGPL, volumes das Obras completas. Entre elas, as que são seguramente do século XIX:

a.   Cruelle énigme 20ª ed. Paris, A. Lemerre, 1889. Na folha de rosto, assinatura de “Alfredo troni / L.da / 20/4/90”.

b.   Essais de Psychologie Contemporaine. 2 vols. Paris, Plon, sd.

                                       i.    Prefácio datado de “Septémbre 1899”. “Edição definitiva, aum. e com apêndices” (novos anexos).

83.               BRAGA, Guilherme (Guilherme da Silva Braga, 1845-1874); ANDRADE, Vieira d’ – À memória de José Cardoso Vieira de Castro. Porto: sl, 1872.

a.   ANA. Exemplar em mau estado.

b.   Tip.: Imprensa Portuguesa.

84.               BRAGA, Teófilo – História do Romantismo em Portugal. Lisboa: Internacional, 1880.

a.   ANA. Carimbos do Arquivo História e da Biblioteca do Museu de Angola. Nv

85.               BRANCO, Camilo Ferreira Botelho Castelo (1825-1890) – Boémia do Espírito. Porto: Civilização, 1886.

a.   ANA. Em mau estado.

86.               . –– “Noites de Insónia oferecidas a quem não pode dormir. Porto: Braga, Livraria Internacional, 1874.”

a.   ANA.

87.               . –– “Novelas do Minho

a.   ANA.

b.   Gracejos que matam. Lisboa, Matos Moreira, 1875.”

c.    Maria Moisés. Lisboa, Matos Moreira, 1877, vol. 2, 74 p.”

d.   A Morgada de Romariz. Lisboa, Matos Moreira, 1876.” – “Novelas do Minho – publicação mensal – IV – A Morgada de Romariz”.

e.    A Viúva do Enforcado. Lisboa, Matos Moreira, 1876.” Carimbos (habituais) do Museu de Angola e do CNDIH.

88.               BRANCO, Manuel Bernardes (1832-1900) – “Sua Magestade el Rey o Senhor D. Afonso VI e sua Sereníssima Esposa. Lisboa, Tip. Adolfo Modesto, 1885.”

a.   ANA.

b.   Tip. Adolfo, Modesto e Cia.

89.               . –– “Portugal na Época de D. João V. António Pereira, 1885.”

a.   ANA.

b.   Lisboa: A. M. Pereira, 1885.

90.               . –– “Portugal e os Estrangeiros. Lisboa, A. M. Pereira, 1879. 2 vol’s.”

a.   ANA. Em mau estado.

b.   De 1879 são os dois primeiros volumes; o terceiro e quarto são de 1893, o quinto é de 1895.

91.               BRASSEUR, Hubert (1823-1890). Manuel d’Économie Politique. V. 1. Gand: Alf. Carel, 1860.

a.   Lido na biblioteca do BGPL. Estava só o v. I (eram dois) e só até à p. 164. Carimbo da B. M. “Loanda”. 

92.               BREWER, Ebenezer Cobhan (1810-1897) – “A Chave da Ciência”.

a.   Espólio de 1899. Sem menção de autor.

b.   A chave da ciência ou a explicação dos principais fenómenos da natureza (Lisboa: A.M.Pereira, 1896).

c.    Ebenezer Cobhan Brewer e François-Napoléon-Marie Moigno (Abade Moigno)? O abade Moigno (1804-1884) terá preparado uma versão da obra original (de Brewer), que foi acrescentada por Henrique de Parville.

93.               BRIN, P.-M. (Pierre-Marie Brin,1843-1894) – “Histoire Générale de la Philosophie ou supplement à l’oeuvre du même auteur Philosophia Scholastica, Paris, Berche & Tralim, 1880-1884, 2 vol’s”.

a.   ANA.

94.               . –– Histoire de la philosophie contemporaine : supplément à l'histoire générale de la philosophie.

a.   ANA. Indica-se “Paris, Berche & Tralin, 1886”. Confere com a edição encontrada nos arquivos da Gallica.

95.               BÜCHNER (Ludwig Büchner, 1824-1899) – “Buchner O Homem perante a Ciência”. Em outra folha: “L’Homme selon la Science”, sem indicação de autoria.

a.   Espólio de 1899.

b.   Será Ludwig Büchner? Ele publicou um título parecido: Man in the past, present and future : a popular account of the results of recent scientific research as regards the origin, position and prospects of the human race (trad. inglesa de W. S. Dallas. Londres: Asher, 1872).

c.    Há uma edição francesa, que também consta na biblioteca de Fernando Pessoa (em edição de 1903). Edição de 1870: L'homme selon la science : son passé, son présent, son avenir ou d'on venons-nous? Qui sommes-nous? Ou allons-nous? Houve uma versão portuguesa de Alfredo Pimenta, já no século XX.

96.               BUET, Charles (1846-1897) – Madagascar, la reine des îles africaines: histoire, mœurs, religion, flore, etc. Paris: H. Trembley, 1883. O autor publicou também uma obra semelhante chamada Six Mois à Madagáscar (Paris: H. Trembley, 1884).

a.   Espólio de 1899: “Madagascar”.

97.               BUFFON (Georges-Louis Leclerc, conde de, 1707-1788) – “Morceaux Choisis de Buffon, org. por Dupré”.

a.   Espólio de 1899.

b.   O rigor estilístico de Buffon tornou-se famoso, por isso incluí esta obra aqui, sendo embora de ‘história natural’.

98.               BURNOUF, Émile (Émile-Louis Burnouf, 1821-1907) – Essai sur le Vêda ou Études sur les religions, la littérature et la constitution sociale de l'Inde depuis les temps primitifs jusqu'aux temps brahmaniques. Paris: Dezobry, F.d Tandom & C.ie, 1863.

a.   BGPL. Exemplar incompleto: faltam as últimas páginas do índice e a contracapa; vai até à p. 472. Na folha de rosto, manuscrito, “Alfredo Morais, Lx., [?]/4/6[?]”. No verso da capa, carimbo de “J. P. da Silva Rocha com oficina Tipográfica, e de livreiro” na “Rua de Salvador Corrêa”, em “Loanda”.

99.               BYRON, George Gordon – Oeuvres complètes. “Paris, Furne & Cie, 1842”.

a.   ANA.

100.           . –– Oeuvres complètes. Trad. Benjamin Laroche. 2 vols. 8ª ed. Paris: Victor Lecou, 1854.

a.   BGPL.

101.           . –– The poetical works of Lord Byron With Memoir and The Original Explanatory Notes Etc. Londres ; Nova York: Frederic Warne & Cº, sd [188?].

a.   BGPL. 1 volume só. Autógrafo de J. E. de Sales Ferreira.

b.   Textos reimpressos a partir dos livros publicados em vida, como se menciona na edição de 1885.

c.    Anunciava-se também no Recife (DP 7.10.1840, por exemplo).

102.           . –– The Complete Works of Lord Byron, including the supressed poems, and supplementary pieces, selected from his papers after his death. Bruxelas: Lechalier, 1830.

a.   BGPL. 1 v. A folha de rosto está autografada: “Iozé Bento Valdez”. Ele integrou a Comissão Mista Luso-Britânica pelo menos em 1844; seria da família de Francisco e de Luís Travassos Valdez. Aí e na última página (722) tem carimbos da “Biblioteca Municipal de Loanda”.

103.           CABRAL, António Bernardo da Costa (1803-1899) - Decreto de 21 de maio de 1841 que contém a novíssima reforma judiciaria codificada segundo autorização concedida pela Carta de Lei de 28 de Novembro de 1840. Lisboa: Imprensa Nacional, 1841.

a.   Espólio de 1855. “Novíssima Reforma Judiciária, 1841”. Sem mencionar autoria (Costa Cabral era o chefe do governo).

b.   Espólio de 1858 (Guilherme Teixeira, f. em Benguela). “uma Novíssima Reforma Judicial com notas”.

104.           CABRAL, Miguel Osório (1818-1890) – Os Portugueses em 1640: drama histórico. Lisboa: IN, 1865.

a.   ANA. Já vi, também, a data de 1866.

105.           CADET, Maria Rita Chiappe (Maria Rita Colaço Chiappe Cadet, 1836-1885) – Os contos da mamã: dedicados à infância portuguesa […]. Lisboa: Lallemant, 1883. “Aprovada pela junta consultiva de instrução pública para uso das escolas prirmárias do ensino elementar. À venda na Livrª Edª de Madame Marie François Lallement”.

a.   ANA.

b.   BGPL.

106.           CAHUN, Léon (1841-1900) – Le Congo. Bruxelas: J. J. Gay, 1883.

a.   ANA.

107.           CALDAS, António Pinheiro (1824-1877) – Poesias. “2ª ed., Porto, 1864.” – tip. de Sebastião José Pereira.

a.   ANA.

108.           CÂMARA, Paulo Perestrelo da (1810-1854) – “Descrição geral de Lisboa em 1839, ou Ensaio Histórico de tudo o que esta capital contém de mais natural, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

b.   Lisboa: 1839 (tip. Academia das Belas Artes).

109.           CAMÕES, Luís Vaz de – “Camões, Luís de; Azevedo, Fernando de. Os Lusíadas. Poema épico em 10 cantos. Acompanhado da versão francesa do mesmo poema. Lisboa, Imprensa Nacional, 1878.”

a.   ANA. É um pouco diferente: “Os Lusíadas : poema épico em dez cantos de / versão francesa por Fernando de Azevedo ; prólogo por M. Pinheiro Chagas ; desenhos de Soares dos Reis ; gravuras de J. Pedroso ; direção de Duarte Joaquim dos Santos, Aristides Abranches. - Lisboa: Imprensa Nacional, 1878”.

b.   ANA. Outra edição: “A Lusíada. Traduzida em versos latinos por Frei Francisco de Santo Agostinho de Macedo. Primeira edição revista por António José Viale, do Conselho de Sua Magestade. Publicada por Venancio Deslandes. Imprensa Nacional. Lisboa. 1880.” Carimbos do Museu de Angola e do CNDIH. Anunciava-se no DP, 9.3.1842.

c.    ANA. Outra ainda: “Edição critica-Comemorativa do Terceiro Centenário da Morte do Grande Poeta. Publicada no Porto por Emilio Biel. Typographia Giesecke & Devrient Estabelecimento Graphico. Leipzig [Alemanha]. MDCCCLXXX [1880].” Há duas menções a esta edição, pelo que suponho terem existido dois exemplares. 

d.   Espólio de 1855: “Lusíadas de Camões, 1 vol.”

e.    Espólio de 1856: “Lusíadas, 1 vol.”

f.     Naturalmente havia muitos anúncios da epopeia no DP (por exemplo: 12.4.1837 e 7.4.1845, p. 4). Também se anunciavam no JC (por exemplo a 17.5.1845).

110.           . –– “Obras”.

a.   Espólio de 1873 (Manuel Ferreira Torres): “3 [vols] da[s] obras de Camões”.

b.   Espólio de 1856: “divididas em 5 Partes, Lisboa”. Anunciavam-se no DP em “5 vols, enc.doirada”, a 4.1.1840 e, para venda, só “Obras Completas” (7.2.1842, p. 4); no JC, por exemplo a 12.11.1837 (“Obras Completas” também).

c.    ANA: “Obras de”, com “ensaio biográfico no qual se relatam alguns factos não conhecidos da sua vida, aumentadas com algumas composições inéditas” – edição do Visconde de Juromenha (Lisboa: IN, 1860-1869).

111.           . –– Rimas.

a.   Várias edições e vários volumes, quer no ANA, quer na BGPL.

112.           CÂNDIDO, António (António Cândido Ribeiro da Costa, 1850-1922) – “Discursos parlamentares. 1880-1885. Porto, Empresa Literária e Tipográfica, s/d” [1894].

a.   ANA.

113.           CANTU, César (Cesare Cantu, 1804-1895) – Histoire Universelle. Trad. e rev. Eugène Aroux e Piersilvestro Leopardi. “Paris, Chez Firmin Didot Frères, Fils et C., 1867”.

a.   ANA. Vol. 18º. O exemplar tem manuscritos três nomes: Judith, Mariana e Francisco, ou Franco (nas duas folhas iniciais e a meio do volume, em diversas folhas). Pertenceu depois à Associação dos Empregados de Comércio de Luanda e finalmente foi incorporada ao espólio do CNDIH (Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica, antecedente do ANA, atual ANA).

114.           . –– História universal. “Rio de Janeiro: Empresa Literária Fluminense[6], s/d, 20 vols.”

a.   ANA. Faltam os v. 1, 3, 9, 10, 15, 16, 18 e 19. “Reformada em conformidade com o estado actual das Ciências Históricas, acrescentada até ao ano de 1879, ampliada na parte relativa a Portugal e ao Brasil por António Ennes”. O exemplar que me trouxeram (v. 8) tem um carimbo do “club transmontano de Angola” e outro do CNDIH.

b.   BMB (19 volumes iniciais, falta o último) e BGPL (col. Completa). A edição “reformada”, de António Enes.

115.           CAPELO (Hermenegildo Carlos de Brito Capelo, 1841-1917) e IVENS (Roberto Ivens, 1850-1898) – “De Angola à Contra-Costa. Descrição de uma viagem através do continente Africano. Lisboa, Imprensa Nacional, 1886. 2 vols. / De Benguela às terras de Iáca. Descrição de uma viagem na África Central e Ocidental. Lisboa, Imprensa Nacional, 1881. 2 vols.”

a.   ANA. Apenas veio à mesa o v. 2. O exemplar foi comprado, conforme se percebe pelo carimbo da Biblioteca Nacional de Angola, onde entrou em 28.4.1944, segundo outro carimbo.

b.   Na listagem surge também uma edição de 1886, igualmente em 2 v.

116.           CARVALHO, Henrique de (Henrique Augusto Dias de Carvalho, 1843-1909) – Expedição portuguesa ao Muatiânvua.

a.   ANA: vários exemplares e volumes.

b.   Título completo original: “Expedição portugueza ao Muatiânvua : metereologia, climatologia e colonização : estudos sobre a região percorrida pela expedição comparados com os dos benemeritos exploradores Capello e Ivens e de outros observadores nacionaes e estrangeiros : metodo practico de fazer colonisar com vantagem as terras de Angola.” Lisboa: 1892 (tip.ª do jornal As Colónias Portuguesas). 

117.           . –– L'influence de la civilisation et de la colonisation latine et surtout portugaise en Afrique: “Lettres à sa Majesté Le Roi des Belges”. “Lisbonne”: 1889 (“Imprimerie Franco-Portugaise”).

a.   BGPL.

118.           . ––  O jagado de Cassange na Provincia de Angola. Lisboa: 1898.

a.   ANA: “Memória sobre o jagado de Cassange na Província de Angola” (tip.ª Cristóvão Augusto Rodrigues). Na folha de rosto: “Memória / - / O Jagado de Cassange / -na- / Província de Angola”.

119.           . –– O Lubuco: algumas observações sobre o livro do Sr. Latrobe Bateman intitulado The first ascent of the Kasai. Lisboa: IN, 1889.

a.   ANA. Na listagem não se menciona a primeira parte do título (O Lubuco).

b.   Bilingue: incluía tradução para inglês.

120.           CARVALHO, João Cândido de (Padre Rabecão) – “Eduardo ou os mistérios do Limoeiro. Lisboa, Tip. da Revolução de Setembro, 1849. 4 vols.”

a.   ANA. “Romance original, illustrado a chromo-lithographias”. Na ed. de 1891 (Companhia Nacional Editora) já é só “Os mistérios do Limoeiro”, sem “Eduardo”.

121.           CARVALHO, Joaquim Martins de (1822-1898) – Apontamentos para a História contemporânea. “Coimbra, Imprensa da Universidade, 1868.”

a.   ANA. Reunião de estudos publicados em O Conimbricense, jornal que fundou em 1854 e redigiu até à sua morte.

122.           CARVALHO, José Liberato Freire de (1772-1855) – “Ensaio Político sobre as causas que prepararam a usurpação de D. Miguel, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

b.   Ensaio político que prepararam a usurpação de D. Miguel no ano de 1828, e com ela a queda da Carta Constitucional do ano de 1826. Lisboa: 1840. Na Imprensa Nevesiana.

123.           CARVALHO, Maria Amália Vaz de (1847-1921). “Uma primavera de mulher. Poema em 4 cantos. Lisboa, Typ. Franco-Portuguesa, 1867.”

a.   ANA.

b.   Da folha de rosto: “PRECEDIDO DE UM PROLOGO / (Conversa ao reposteiro) / POR / THOMAZ RIBEIRO”.

124.           CASTELO-BRANCO, José Barbosa Canais de Figueiredo (1804-1857) – Estudos biográficos ou notícia das pessoas retratadas nos quadros historicos pertencentes à Biblioteca Nacional de Lisboa. Lisboa: F. A. da Silva, 1854. Da folha de rosto: “Lisboa / na Loja do Editor F. A. da Silva”.

a.   ANA.

125.           CASTILHO, António Feliciano de (1800-1875) – “Cartas d’Echo a Narciso, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Sem indicação do autor.

b.   O título é Cartas de Eco e Narciso. Foi oferecido à “mocidade Académica de Olinda” e à “mocidade Académica de Coimbra” em edições diferentes (a de Olinda: 1832; a de Coimbra: 1825). Uma edição da primeira (de Olinda) e reedição, aumentada, de 1836 (Paris, na tipografia Pillet Ainé) se encontravam no GPL do Recife. Ambas anunciadas no DP (por ex., 4.2.1837 e 13.4.1842), junto com a “nova ed. Coimbra” (por ex., 4.2.1845, 7.4.1845).

126.           . –– “Os ciúmes do Bardo. Poema em português e Italiano. Lisboa, Imprensa Nacional, 1868.”

a.   ANA. Português nas páginas pares e italiano nas ímpares. Impresso no mês de dezembro desse ano. Dedicada ao “confidente íntimo dos grandes poetas e da sua obra «Consacratore Massimo» a Rossi-Otelo”. Carimbos da Biblioteca Nacional de Angola. Na folha inicial: “ao meu bom e eloquente am[igo] Jacintho Augusto de Freitas [?]”, com rubrica em baixo e, mais abaixo ainda, “em 27 de Junho 1869”. O apelido andava por Angola nesse tempo, mas acho que se trata de Jacinto Augusto de Freitas Oliveira, que escreveu, com Castilho, A questão literária a propósito do jazigo de José Estevão (Lisboa: 1866, impresso na tip. da Gazeta de Portugal). A oferta à Biblioteca Nacional de Angola data de 20-8-1941. Um papel manuscrito, solto no meio do exemplar, diz: “tem a assinatura autógrafa do grande Castilho. O livro foi adquirido em Luanda a 9-7-1941”. Não diz a quem foi comprado e não dá para perceber o nome de quem subscreve a informação.

b.   Li o título também no espólio de 1855.

127.           . –– “A Noite do Castelo, por A. F. Castilho, 1 vol.”

a.   Espólio de 1856. Há edições de 1836 (Lisboa, “na tipografia de A. C. Dias”) e de 1841 e 1847 (Rio de Janeiro: E. e H. Laemmert). Em ambos os casos estão juntas com Ciúmes do Bardo. No caso português, estão “seguidos da Confissão de Amélia, traduzida de Melle Delfine Gay.” No caso brasileiro, com “varias outras composições em verso e prosa”.

b.   Anunciavam-se no Recife, por ex. a 13.3.1837 e 13.4.1842.

128.           . –– Sonho de uma noite de São João: drama em 5 atos e em verso. Lisboa; Porto: Ernesto Chardron; Eugénio Chardron, 1874. Da série “Castilho / Teatro de Shakespeare”, dita “1ª Tentativa”, dedicada a Camilo Castelo-Branco.

a.   BGPA.

129.           CENÁCULO, Fr. Manuel do (Manuel do Cenáculo Villas Boas, 1724-1814) – Dissertação teológica histórica, crítica, sobre a definibilidade do Mistério da Conceição Imaculada de Maria Santíssima. Lisboa: 1758.

a.   BMB.

b.   Impresso na oficina de José da Costa Coimbra.

130.           CERVANTES (Miguel de Cervantes Saavedra, 1547-1616) – “Galatea, 1 vol.”

a.   Espólio de 1856.

131.           CHAGAS, M. Pinheiro (Manuel Joaquim Pinheiro Chagas, 1842-1895) – “Os descobrimentos portugueses e os de Colombo. Tentativa de coordenação histórica. Lisboa, Tip. Da Academia Real das Ciências, 1892.”

a.   ANA.

132.           . –– “História de Portugal. Vol. VII. Lisboa, Escritório da Empreza, s/d.”

a.   ANA.

b.   A referência peca por lacunar. Além disso, na vez de “Escritório” devia constar “Escritoria”.

c.    Talvez se trate da História de Portugal desde os tempos mais remotos até à atualidade, publicada pela primeira vez em 1867 sob autoria de “Sociedade de Homens de Letras”. 

133.           . –– “O naufrágio de Vicente Sodré”.

a.   Referência lacunar no inventário de órfãos de Pedro Freire de França, 1900 (espólio com títulos remetendo para a geração portuguesa de 1870. O inventariado era morador em Caconda. F. neste ano ou no anterior).

b.   Lisboa: Parceria A.M.Pereira, 1894.

134.           . –– “Os portugueses na África, Ásia, América e Oceania ou história cronológica dos descobrimentos, navegações, viagens, explorações e conquistas dos portugueses nos países ultramarinos, desde o princípio do seculo XV. Lisboa, Livraria António Maria Pereira, 1877/1890. 8 tomos.”

a.   ANA.

b.   A ficha do livro em vários catálogos difere um pouco. Por exemplo Lisboa: António Maria Pereira, 1890. A edição tinha 3 volumes.

135.           . –– “A Terra e o Mar”.

a.   Espólio de 1899. Sem mencionar autoria.

b.   As descobertas de Juca: a terra e o mar (Paris: Guillard, Aillaud & C.ª, 1887)?

c.    Pode, no entanto, ser um livro científico, ou de divulgação científica, melhor enquadrado no perfil de José de Anchieta.

136.           CHATELAIN, Heli (1859-1908) – “Folk-Tales of Angola. Fifty tales, with Ki-mbundo text, literal English translation, introduction, and notes. Vol. I. Boston ; NY, The American Folk-lore Society, 1894.”

a.   ANA.

b.   Impressão: “Houghton, Mifflin and Company” (London ; Leipzig).

137.           CHATEAUBRIAND (François-René de Chateaubriand, 1768-1848) – Atala, René, Les Aventures du Dernièr Abencerrage. 2 v. Paris: Flammarion, sd.

a.   BGPL. Carimbo de “O Capitão / João Freire Monteiro Bandeira” e da Biblioteca Municipal de “Loanda”.

b.   Na BGPL, não só essa edição, também a do tomo X das Oeuvres completes (Paris: Pourrat Fr.; Furne, 1832), que integra Atala, René, Le Dernier Abencerrage e Poésies. As poesias incluem traduções do inglês (Dargo, Duthona e Gaul, “Produções ossiânicas de John Smith”, segundo o próprio autor no prefácio a elas, p. 203). Surgem, também, mais textos: «Lettre sur l’Art du Dessin dans les paysages», escrita em Londres, 1795, acompanhada por um desenho; «Pensées, Réflexions et Maximes». Estes dois estão antes das «Poésies», às quais ainda se seguem os «Poèmes Divers» e a tragédia em verso (5 Atos) «Moïse».

c.    Ainda ligada com estas obras está, na BGPL, Voyage en Amérique (“ilustre de gravures sur acier”), publicada em Paris por Gabriel Roux e Arnauld de Vresse, 1857 (incluída nas Oeuvres).

138.           . –– Essai sur la Littérature Anglaise, et considérations sur le genie des hommes, des temps et des révolutions.

a.   BGPL. É uma ed. de Bruxelas (Ad. Wahlen, 1836), que não vejo referida em linha. Dois tomos. Impressos na “impr. et libr. de la Cour).

b.   1836 é a data do tomo I da primeira edição, de “Furne et Charles Gosselin”. O tomo II é praticamente só sobre Milton, que traduziu (o que motivou o ensaio).

139.           . –– “2 vols do Génio do Cristianismo”.

a.   Espólio de 1883 (esta obra, a par de mais cinco de cariz jurídico e uma “escrituração mercantil”, foi arrematada por Francisco Pereira Bastos, não sei se da família do pai de Augusto Tadeu Pereira Bastos, escritor e etnógrafo benguelense nascido em 1873). Com título em português, em 2 v., há uma tradução de Camilo Castelo-Branco, revista por Augusto Soromenho e saída em 1860 (Porto: Cruz Coutinho).

b.   Como muitas obras de Chateaubriand, esta era também vendida e comprada no Recife. Para o caso do tomo XIX das Oeuvres completes, em francês, v. DP 8.3.1837. A edição referida era a de Paris (Pourrat; Furne, 1832).

140.           . –– Histoire de France: Analyse raisonné depuis le règne de Khlovich jusq’a celui de Philippe VI, dit de Valois. 2 v. Paris, Gabriel Roux ; Arnauld de Vresse, 1857.

a.   BGPL.

b.   Integra a série Oeuvres de Chateaubriand.

141.           . –– Itinéraire de Paris a Jérusalem et de Jérusalem a Paris, en allant par la Grèce, et revenant par L’Egypte, la Barberie et l’Espagne. T. III. 3ª ed. Paris, Le Normant, 1812.

a.   BGPL. Na folha de rosto sublinharam “Paris a Jérusalem” e “Chateaubriand”).

b.   Havia segundo exemplar. Era o “tomo IX”. Não continha nada para a história do exemplar.

142.           . –– “Os Mártires, ou Triunfo da Religião Cristã, 1 vol”.

a.   Espólio de 1856.

b.   Há uma tradução de Filinto Elíseo (Pariz: Rey e Gravier, 1816), em 2 v.

c.    Era anunciado no Rio de Janeiro (v., por ex., JC, 30.4.1830, com o livro valendo 4 mil réis).

143.           . –– Mélanges politiques. Paris: Pourrat; Furne, 1832.

a.   BGPL. Edição das Oeuvres complètes (vol. 19). Este era o primeiro volume das Mélanges politiques.

144.           . –– Oeuvres completes. Paris: Pourrat ; Furne, 1832.

a.   BGPL. Vol’s 9, 19, 21, 22 e outro de outra edição.

145.           . –– Opinions et discours. Paris: Pourrat Fr. ; Furne, 1832.,

a.   BGPL. Edição das Oeuvres completes (vol. 21).

146.           . –– Polémiques. Paris: Pourrat Fr. ; Furne, 1832.

a.   BGPL. Edição das Oeuvres completes (vol. 22). Carimbos da B. M. de “Loanda”.

147.           CHÉNIER, André Marie (1762-1794) – “Col. Poesias de André Chernier”.

a.   Espólio de 1856.

148.           CHEVALIER, Michel (1806-1879) – Cours d’Économie politique. 3 v. Paris: Capelle. V. 1: 1855 [no v. 1 a indicação da data foi comida pela traça]; v. 2: 1858; v. 3: 1866.

a.   BGPL. Os exemplares pertenceram a Joaquim Eugénio de Sales Ferreira. Tinham também o selo de “Augusto Ferin / Livreiro / encadernador”, já na Rua Nova do Almada. Foram encadernados por Ferin. Carimbos da B. M. “Loanda”.

b.   A de 1858 era “seconde édition, refondue et considérablement augmentée”.

c.    Trata-se das lições dadas pelo autor no Collège de France, onde era professor de Economia Política (todas as lições de 1840-1841 a 1851-1852; há uma 13ª lição que não consta no índice).

149.           CÍCERO (Marco Túlio Cícero, 106AC-43AC)        - “Cícero, Orationes, Lisboa, 1760; ex’s 2”

a.   Lista de livros de 1852.

b.   Esta edição era de Orationes selecionadas, aconselhadas pela reforma pombalina (1759-1771). O título surge no espólio do padre luandense Manuel Patrício Correia de Castro (1789-1833).

c.    As “Orações” e “Orationes”, traduzidas ou não, em 3 e 4 volumes, eram muito anunciadas no DP, por causa dos Estudos Jurídicos (por ex., 12.1.1837, 29.1.1842).

150.           COELHO, Domingos Lopes – “História da prodigiosa e admirável vida do apóstolo Valenciano profeta & anjo do apocalypsi o glorioso S. Vicente Ferrer, recopilada e escrita no idioma português das que escreveraõ [...] F. Gavalda [...] A. Ferrer de Valdecebro. Lisboa, Oficina Real Deslandesiana, 1713.”

a.   ANA.

151.           COELHO, Francisco Adolfo (1847-1919) – Bibliografia Crítica de História e Literatura. V. I (1873-1875). Porto 1875. Tip. Imprensa Literária e Comercial.

a.   BGPL. Há uma assinatura ao cimo da página de «Erratas»: “M. Faias”.

b.   Na verdade se tratava de um periódico, orientado por Adolfo Coelho, no qual avulta igualmente a colaboração de Teófilo Braga.

152.           . –– Os ciganos em Portugal: com um estudo sobre o calão: memória destinada à X sessão do Congresso Internacional dos Orientalistas. Lisboa: IN, 1892.

a.   BGPL. Carimbo na folha de rosto: “oferta da Sociedade de Geografia de Lisboa”.

153.           COELHO, José Maria Latino (1825-1891) – “História militar e política de Portugal desde os fins do XVIII século até 1814. Lisboa, Impensa Nacional, 1874/1891. 3 vols.”

a.   ANA.

b.   O título era um pouco diferente em 1885 (vol. II): História política e militar de Portugal: desde os fins do XVIII até 1814.

154.           Comércio do Porto – “«Revolta militar no Porto em 31 de Janeiro de 1891. Os conselhos de guerra e sentenças. Relatórios publicados pelo Comércio do Porto». Porto, Tip. do «Comércio do Porto», 1891.”

a.   ANA.

155.           COMTE, Auguste (Isidore Auguste Marie François Xavier Comte, 1798-1857) – Curs de Philosophie Positive. 4.ª ed. Paris: J.-B. Baillière et Fils, 1877.

a.   BGPL. Encontrei só o v. 2, contendo a “Filosofia astronómica” e a “Filosofia da Física”. Ed. aum. com prefácio de um discípulo e um estudo sobre os progressos do positivismo por É. Littré, que não vem neste volume. Só tem carimbo da C.M. “Loanda”.

156.           CONSTANT, Benjamim (Henri-Benjamin Constant de Rebecque, 1767-1830) – Commentaire sur l’ouvrage de Filangieri. Paris: P. Dufart, 1822.

a.   BGPL. No fim do livro é que tem o carimbo da B. M. “Loanda”, azul. No verso da capa, selo dos encadernadores em Lisboa e “C.ª” – aliás uma encadernação condenável.

b.   Assinale-se que o autor era antiescravista e Filangieri também o fora. O cp. II é sobre «La traite des nègres» e vi esse título dado como de livro em um espólio de Benguela.

c.    Este título, referência da filosofia liberal e que foi uma das leituras de D. Pedro I (do Brasil), não vi anunciado isoladamente no Recife ou no Rio de Janeiro, só o Curso (de Política, ou de Política Constitucional), as Obras (Políticas ou Completas), ou o “Sentimento Religioso”, aliás “por muito cómodo preço” no DP, 30.6.1840. No entanto influenciou o pensamento e a prática política no Brasil.

157.           . – De la Religion considérée dans sa source, ses formes et ses développements. Paris: Pichon et Didier, 1830.

a.   BGPL. Na folha de rosto uma epígrafe de Platão (Timeu) em grego.

158.           CONSTÂNCIO – “Constâncio intr. gram.”.

a.   Só assim; espólio de Benguela de 1855.

b.   O seu “Novo diccionario critico e etymologico da lingua portugueza ... Precedido de huma introducção gramatical” anunciava-se no DP, por ex. a 9.3.1837. Impresso em Paris em 1836, aparece como editor “Angelo Francisco Carneiro” (o negreiro, que chegou a ser sócio do pai do poeta José da Silva Maia Ferreira). No mesmo espólio há uma edição de um “Dicionário de Fonseca” datado de 1837.

159.           CONSTÂNCIO, Francisco Solano (c/1777-1846) – História do Brasil.

a.   Espólio de Benguela, de 1855: “História do Brasil, Francisco Solano Constâncio, 2 vol’s”.

b.   Título completo: História do Brasil, desde o seu descobrimento por Pedro Alvares Cabral até á abdicação do imperador D. Pedro I. Paris: J. P. Aillaud, 1839.

c.    Anunciava-se no DP, por ex. a 4.1.1840 e a 15.1.1842.

d.   Anunciava-se muito, no JC e no DP, nas décadas de 1830 e 1840, mas eram sobretudo Dicionários e um manual de composição. Um “Dicionário Português de Constâncio” constava no espólio de 1899.

160.           CONTREIRAS, Manuel José Martins (1848-f. depois de 1910) – “A província de Angola. Breves considerações sobre o seu presente e o futuro administrativo, agrícola, comercial e financeiro. Lisboa, Papelaria La Becarre Tipografia, 1894.”

a.   ANA. A Sociedade de Geografia de Lisboa possui um exemplar.

161.           COOPER, Joseph (1800-1881) – Un continente perdus, ou l’esclavage et la traite en Afrique (1875) avec quelques observations sur la manière dont ils se pratiquent en Asie et dans d’autres contrées sous le nom du système contractuel de la main-d’œuvre. Trad. e pref. Ed. Laboulaye. Paris: Hachette, 1876.

a.   BGPL. Tem, na folha de rosto, a assinatura de “Alfredo troni. Loanda 9 de Abril de 1877”.

162.           COSTA, José Daniel Rodrigues da (1757-1832) – “O Espreitador do Mundo Novo, 1 vol”. [7]

a.   Espólio de 1855. Seria talvez a edição de 1819 (Lisboa, “na oficina de J.F.M. de Campos”).

b.   O espreitador do mundo novo: obra critica, moral e divertida. Anunciava-se no Rio de Janeiro (JC, por ex. 17.2.1830) e no Recife (DP, por ex. 18.4.1837; a 30.5.1837, p. 4 - aqui para vender exemplar usado). Constava do catálogo Laemmert de 1841. 

163.           COUCEIRO, Paiva (Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro, 1861-1944) – “Relatório de viagem entre Bailundo e as Terras do Mucussso. Lxª, IN, 1892, 215 pp.”

a.   ANA.

164.           COUTO, António do (1614?-1666); PACCONIO, Francesco (1589-1641) – “Coucto, Antonium de; Mariam (Fr.), Antonium. Gentilis Angollae Fidei mysteriis. Romae, Typis S. Congreg. De Propaganda Fidei, 1661.”

a.   ANA. Não vi o exemplar.

b.   Esta é a 2ª ed.. Fr. Antonio Maria Pradomontano foi o responsável.

c.    O original é de 1642, impresso em Lisboa por Domingos Lopes Rosa.

d.   Ainda nas listagens do ANA constava a 4ª ed., promovida por Francisco de Sales Ferreira, militar e comerciante português, irmão do bibliófilo J. E. de Sales Ferreira. Quando pedi o exemplar foi-me dito que estava em falta. Transcrevo da lista: “Ferreira, Francisco de Sales. Explicações de doutrina cristã em Português e Angolense para uso das missões do interior de Angola, dedicadas a S. M. F. El-Rei o senhor D. Pedro V. Lisboa, Tipografia de Castro e Irmão, 1855.” O que Sales Ferreira acrescentou foi um “Guia de Conversação”, talvez inspirado no que já escrevera, na introdução ao catecismo, o padre Couto. Esta edição foi financiada pelo comerciante e negreiro brasileiro F. António Flores.

165.           COUTO, Diogo do – “Continuação das Décadas por Diogo do Couto, 2 vol’s”.

a.   Espólio de 1855.

b.   Também se vendiam no Recife.

166.           CRESPO, Gonçalves (António Cândido Gonçalves Crespo, 1846-1883) – “Miniaturas. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso e Irmão, 1884.”

a.   ANA. A primeira edição é de 1870. Esta foi a terceira. 

167.           CROISET, Jean (1656-1738) – “Retiro Espiritual, Coimbra, 1741; exs 4”

a.   Lista de livros de 1852. Sem menção de autor. Uma 5ª ed. desta obra saiu na Univ. de Coimbra, mas em 1783, na “Real Imprensa da Universidade” (Imprensa escrito “Imprença”).

168.           CRUZ, Fr. Bernardo da; SEBASTIÃO, D.; AMADEU, Rebelo; HENRIQUE, D. – “Crónica de D. Sebastião, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Sem mencionar autoria.

b.   Segundo o Archeevo (Arquivo Histórico Militar - Projeto GERMIL), “A crónica tem 77 capítulos e o autor foi frei Bernardo da Cruz, religioso da 3.ª ordem de S. Francisco e capelão-mor do exército. / Contém a relação da vida de D. Sebastião da autoria do padre Amadeu Rebelo e a crónica de D. Henrique, 17.º rei de Portugal, com 54 capítulos.”

169.           CUNHA, José Anastácio da (1744- 1787) – Composições poéticas. Lisboa: 1839. Impresso na tip. Carvalhense, edição póstuma.

a.    BGPL.

170.           CUNHA, Xavier da; RAMOS-COELHO, José; PERAGALLO, Prospero, et alii – “Alguns documentos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892.”

a.   ANA.

b.   Xavier da Cunha foi diretor da Biblioteca Nacional de Lisboa.

171.           DAUBRÉ, Gabriel Auguste (1814-1896) – “As Regiões Invisíveis do Globo”.

a.   Espólio de 1899, sem mencionar autoria. Não vi referências à edição portuguesa. Em francês: Les régions invisibles du globe et des espaces célestes: souterraines, tremblements de terre, météorites. Paris: Félix Alcan, 1888.

172.           DEFOE, Daniel (Daniel Foe, 1660-1731) – “A vida e as aventuras de Robinson Crusoé”.

a.   ANA. Trad. Pinheiro Chagas. Lisboa: Guillard, Aillaud & C.ia, 189[?].

b.   Anunciava-se muito no Recife e no Rio de Janeiro nas décadas de 1830 e 1840. Integrava o catálogo Laemmert de 1841, com várias edições, e das bibliotecas do GPL (Rio de Janeiro e Recife), Fluminense, Municipal do Rio de Janeiro. O anúncio mais antigo que vi foi o do JC, 18.6.1828, mas não fiz uma pesquisa sistemática nesse sentido. Anunciava-se também no DP (por exemplo a 31.1.1837 e 1.5.1845).

173.           DENINA, Carlo (Carlo Giovanni Maria de Nina, depois Denina, 1731-1813) - Delle Rivoluzione d’Itália. 3 v. Milão: Soc. Tip.ª Editores Italianos, 1820.

a.   BGPL. Só tinham o v. 1. Nota na folha de cortesia: “pertenceu ao [cónego?] da Madeira Conffesor da Impiratriz” (seria D.ª Leopoldina? Nesse caso seria José dos Santos Rebelo?). Foi “comprado em leilão na rua da Prata”.

b.   Esta a sua obra mais famosa. Título original: Rivoluzione d’Itália (Torino: 1768-72).

174.           DENIS, Ferdinand (Jean Ferdinand Denis, 1798-1890) - L'univers - Histoire et description de tous les peuples - Brésil par M.Ferdinand Denis - Colombie et Guyanes par M.C.Famin. 2 v. O v. 1 é de 1837 (Firmin Didot Frères).

a.   BMB. A edição (L'Univers – Histoire et description de tous les peuples : Portugal) é a de 1846, mesma editora.

175.           DROPER – “O Conflito entre Ciência e Religião, Francês, de Droper”.

a.   Espólio de 1899.

176.           DROZ, Joseph (François-Xavier-Joseph Droz, 1773-1850) – Histoire du Règne de Louis XVI: pendant les années où l'on pouvait prévenir ou diriger la Révolution Française. V. 1.

a.   BGPL.

b.   Paris: Jules Renoir, 1839. (o v. 1). Há uma “nouvelle édition”, muito popular, de 1860, que também se anunciava no Recife.

177.           DUMAS, Alexandre (filho, 1824-1895) – “O Conde de Cagliost, 1 vol”

a.   Espólio de 1856. Sem menção de autoria. Talvez seja um dos volumes das Memórias de um médico, de Alexandre Dumas, ou do livro atribuído a Barbieri (Giovanni Barbieri, 1748-1821), de que faria Camilo Castelo-Branco uma versão portuguesa (Compêndio da vida e feitos de José Bálsamo […]), porém tardia para este espólio.

178.           . ––  “A dama das Camélias. Trad. António Bandeira, Lisboa, Empresa Literária Fluminense.”

a.   ANA. A edição é dada como sem data. Alguns apontam 188[?]. A empresa foi fundada em 1877. Faltam algumas páginas iniciais.

179.           . ––  “As Quarenta e Cinco, Alex. Dumas, 3 vol’s”.

a.   Espólio de 1855. É Os Quarenta e Cinco, romance de 1847.

180.           DUMAS, Alexandre (pai, 1802-1870) – O Conde de Monte Cristo.

a.   Espólio de 1855. “O Conde de Monte-Cristo, Alex. Dumas, 5 v’s”. É o primeiro item da lista.

b.   Espólio de 1867 (Pedro Ferreira Andrade, “Escrivão do Juízo” e, em “muitos processos […] funcionou como Juiz Ordinário”. A 22.10.1850, por decreto, a Rainha lhe fez “Mercê do Ofício de Escrivão do Juízo Ordinário do Julgado de Benguela” (BO 278 [1851.1.25] 1). Tinha casa no Dombe Grande, pouco a sul de Benguela. O espólio integrava também “vinte e quatro livros diversos por dois mil réis”, segundo a folha 14-verso do “Inventário de bens”; e mais “cinco livros”).

c.    O título saía no Jornal do Comércio praticamente ao ritmo que em Paris (Granja & Junior, 2018).

181.           . ––  “A filha do Regente, 3 tomos”. Avaliado em “100 réis”, como cada título do espólio.

a.   Espólio de 1857 (António Joaquim de Azevedo, inventariado no “presídio de Novo Redondo”, atual Sumbe. Deixou dois herdeiros menores: António e Maria. Na folha seguinte – fl. 2 – fala-se em mais um menor, de nome “José” e se informa que o falecido morreu “no Sertão de Amboim”).

b.   Anunciava-se no Rio de Janeiro uma edição em 2 v. (v. JC, 13.1.1845).

182.           . ––  ou HOGAN, Alfredo Possolo (1830-1865) – “Mão do Finado, 4 vols”.

a.   Espólio de 1856.

b.   Título original: A mão do finado. O enredo continua o de O Conde de Monte Cristo, por isso era atribuído a Dumas (pai), que rejeitou essa atribuição. Foi publicado em Lisboa em 1854, portanto chegou rápido a Benguela. Há edições que trazem como autor Alexandre Dumas, mesmo posteriores à rejeição.

183.           . ––  “Os mil e Um Fantasmas, Alex. Dumas, 2 vols”.

a.   Espólio de 1855.

184.           . ––  “Rainha Margarida, Alex. Dumas, 3 vols”.

a.   Espólio de 1855.

185.           DUMAS, Victor (1831-1902) – “L’inscription de Rockford et les Mound-Builers à l’Amérique du Nord. S/L., S/E., 1877”.

a.   ANA. Só encontrei referência a um artigo de divulgação em Revue orientale et américaine (nova série, tomo I. Paris: Maisonneuve, 1876,  p. 221-223).

186.           DURUY, Victor (1811-1894) – “Histoire Grecque. Paris, Librairie Hachette et Cie, 1879.”

a.   BGPL. O que saiu em 1879 foi a Petite histoire grecque. Avec une carte de la Grèce ancienne.

b.   Anunciava-se também no Recife: “história da Grécia” (DP, 15.1.1842, p. 3).

187.           ELÍSIO, Filinto (Francisco Manuel do Nascimento, 1734-1819) – “Obras de Felinto Elizio, 22 vol’s”.

a.   Espólio de 1855.

b.   Deve ser a edição de Lisboa, impressa na Rollandiana, entre 1836 e 1840.

c.    Anunciavam-se muito, no Recife e no Rio de Janeiro, pelos menos nas décadas de 1830 e de 1840, “Obras”, “Obras completas”. A 2ª edição (11 v. Paris: 1817-1819, “na oficina de A. Bobée” – por exemplo, JC, 20.2.1830; DP, 12.1.1837), porém também uma edição de 1842, em “32 tomos” (por exemplo, DP, 7.4.1845).

188.           ENES, António (António José Enes, 1848-1901) – “A guerra d’África em 1895. Memórias. Lisboa, Tipografia do «Dia», 1898.”

a.   ANA.

189.           . ––  História de Portugal. Ilustrações de Manuel Macedo. Lisboa: ELL, 1876. Impressa por J. A. Matos.

a.   BMB, v. I a VI.

190.           . ––  “Providências publicadas pelo Comissário Régio na Província de Moçambique desde 1 de Janeiro até 18 de Dezembro de 1895. Lisboa, Imprensa Nacional, 1896.”

a.   ANA.

191.           EYRIÈS, Jean-Baptiste-Benoît (1767-1846); Jacobs, Alfred (1827-1889) – Voyage en Asie et en Afrique, d'après les récits des derniers voyageurs. Paris: Furne, 1855.

a.   ANA

 

192.           FABRE (Joseph Fabre, 1842-1916) – Cours de philosophie, suivi de notions d'histoire de la philosophie. Paris: C. Delagrave, 1870 (em 1 volume).

a.   Espólio de 1899: “Histoire de La Philosophie, de Fabre, 1º vol.”

193.           FARIA, Eduardo de (1823-1860?) – “Dicionário Faria”.

a.   Espólio de 1880 (Agostinho José Pereira Ribeiro – uma biblioteca principalmente jurídica e luso-brasileira, mas não só, por exemplo inclui um Code du Commerce Hongrois).

b.   Novo Diccionario da Lingua Portugueza – seguido de um Diccionario de Synonymos” (título resumido), impresso no Rio de Janeiro e que ia em 1859 na 4ª edição (vol. I), impressa por J. Villeneuve..

194.           FAULCON, Félix (Félix Marie de Faulcon, 1758-1843) – Mélanges législatifs, historiques et politiques : pendant la durée de la Constitution de l'an III. 3 tomos. Paris: Henrichs, an IX (1801).

a.   BGPL.

195.           FEDRO (também escrito “Phedro”) – Fábulas.

a.   Várias edições. Uma no espólio de 1899: “Fábulas de Fedro”. Nesse espólio refere-se também “Auterus Latins – Phèdre, Paris, 1882” – não sei se serão duas referências à mesma obra, havendo ainda outra menção, a “autores latinos”. Havia uma edição francesa: Les Auteurs latins expliqués d'après une méthode nouvelle par deux traductions françaises, l'une littérale et juxtalinéaire [...] l'autre correcte et fidèle précédée du texte latin [...] (Paris: Hachette, 1882). Nesta edição e nas duas seguintes o título de capa é só Phèdres, Fables, pelo que algumas das menções anteriores podem referir-se ao mesmo livro.

b.     Mencionava-se também uma edição das Fábulas de Fedro na relação de livros enviados para Angola a pedido do seu Bispo, mas António da Silva Tuchio, indicado pelo Bispo para receber os livros, diz que não recebeu este, apesar de ele constar da lista.

c.    Como é de prever, as Fábulas de Fedro anunciavam-se muito no Recife (por ex., DP, 10.5.1845) e no Rio de Janeiro (por ex., JC, 6.3.1830). Anúncios para edições em latim ou português, em primeira ou segunda mão.

196.           FÉNELON (François de Salignac de La Mothe (1651-1715) – “Obras Espirituais em francês, Lyon, 1751; in 8º, vol’s 4.”

a.   Livros enviados em 1852.

197.           . –– “Diálogos de Eloquência, em francês, sem folha de rosto; in 8.º”

a.   Livros enviados em 1852. Serão os Dialogues sur l'éloquence. Quem sabe (pela preocupação pedagógica, os Dialogues sur l'eloquence en general et sur celle de la chaire en particulier, avec les reflexions sur la poesie françoise par le p. du Cerceau, cuja 1ª ed. é de Amsterdam: 1718 (impressos por J. Frédéric Bernard).

198.           FERRARI, A. – “A Biblioteca, 1752, vol. 8, ex’s 2”.

a.   Livros enviados em 1852. Não consegui localizar em nenhuma biblioteca só com estas referências.

199.           FIGUEIREDO, António Cardoso Borges de (1792-1878) – “Instituições elementares de Retórica para uso das escolas. Coimbra, Livraria de J. Augusto Orcel, 1873.”

a.   ANA. Carimbos do Museu de Angola e do CNDH.

b.   O exemplar tem manuscrito, a tinta roxa, “Do Seminário” (repete-se na p. 45, tinta roxa também), e, em baixo, a tinca castanha com letra diferente, “de Angola”[8]. O prefácio do autor é de “Coimbra, 2 de Outubro de 1873”. 8ª ed., corr. e aum.

200.           FIGUEIREDO, António Pereira de (1725-1797) – “Coleção das palavras familiares Latina, e Portuguesa. Lisboa, Oficina de Miguel Menescal da Costa, 1759.”

a.   ANA. Folha de cortesia roída. Aí, carimbo da Biblioteca Nacional de Angola. Por outros manuscritos percebe-se, no entanto, que pertenceu a “Manuel [Gomes] Rodrigues”, filho de Ant.º [Gomes] Rodrigues, ambos de uma vila cujo nome parece ser “Ançãa, na “comarca de Coimbra”. Pertenceu depois a J. ou P. Rodrigues dos Santos Jorge. Pertenceu ainda a Francisco[?] Lopes e a Francisco Man[…] P[…] de Sampaio […] vila de Ançã” (Francisco Manuel Pereira de Sampaio?). Pertenceu também a um “António Cardoso e sua Mulher”. Não dá para saber a data em que terá ido para Angola, nem por quais mãos. Há nota manuscrita no final do prefácio, em português, mas ilegível, quer porque também ali o bicho se deliciou com o papel, e foi também escrita com tinta fraca, muito apagada já. Após o índice, no fim do livro, as duas páginas estão cheias com fraseado ilegível. 

b.   Espólio de 1855, sem indicação de autor.

c.    O livro também constava dos anúncios do DP, por exemplo de 9.3.1842 (p. 4), além de muita bibliografia do padre Figueiredo.

201.           . –– “Pe Ant.º Pereira, Novos Métodos, [Lxª], 1752; ex’s 5”.

a.   Livros enviados em 1852.

b.   Espólios de 1855 e de 1852.

c.    Espólio de 1899: “Gramática Latina de Pereira”, que também se anunciava (“em segunda mão”) no DP de 30.3.1840 e 18.4.1840.

d.   ANA. Edição bilingue. Tem, na folha de cortesia, manuscrito: “pertence a Manuel [Gomes?] Rodrigues, filho de António [Gomes?] Rodrigues” de “[Ançãa] da comarca de Coimbra.” Parte da folha foi comida pelo bicho.

202.           FIGUEIREDO, Cândido de (António Pereira Cândido de Figueiredo, 1846-1925) – “O livro de Job em versos portugueses. Lisboa, Livr. Ferreira, 1894.”

a.   ANA.

203.           FIGUIER, Guillaume Louis (1819-1894) – “As Raças Humanas”.

a.   No inventário de 1899 só vem o título. Deduzo que se refira esta obra, de que houve tradução para português, em 1881, na Empresa Literária Luso-brasileira, seguindo a 4ª edição francesa, numa versão de Abílio Lobo. Com muitas imagens, edição rica, folhas a cores alternadas com folhas a preto e branco. A Chardron fez logo uma 2ª edição da versão Abílio Lobo em 1882 – que foi muito popular também no Brasil.

204.           . –– La Terre et les Mers ou description physique du globe. Paris: Hachette, 1872 (esta seria a 1ª ed.). Houve mais edições em 1873, 1880, 1885 e outra, cuja data não conheço mas saiu seguramente entre 1873 e 1880. Todas publicadas em Paris, na Hachette.

a.   BGPL.

205.           . –– “A Terra antes do Dilúvio”

a.   Espólio de 1855. Sem menção de autor.

b.   Livro de divulgação “para uso da juventude”. Publicado em Paris, na Hachette, em 1863 (há edições em 1864, 1866, 1867, 1872, 1874, 1879 pelo menos).

206.           FLAMMARION[9] (Nicolas Camille Flammarion, 1842-1925) – “Atlas Astronomique de Poche (Flamarion)”.

a.   Espólio de 1899, como todos os títulos deste autor. Por isso deixo de indicar nas referências seguintes.

b.   Este, como os outros, teve muitas edições. A primeira creio ser a de Paris, 1875 (“Publié sous la 'direction' de Mr. C. Flammarion. (Dressé par H. Barnout)”.

207.           . –– “Deus na natureza”.

a.   Em 1866 saiu a 1ª edição francesa; o título parece tradução do título francês. Na listagem aparece apenas “Deus na natureza”, sem indicação de autor.

b.   Paris: Didier, 1867 é a referência mais antiga que encontrei. Há tradução portuguesa, baseada na 14.ª ed., em 2 vol’s (Rio de Janeiro: Garnier, 1878).

208.           . –– Maravilhas Celestes”. Assim só.        

a.   Será tradução de Merveilles Célestes? Ou só traduziram na listagem do espólio?

b.   Les Merveilles célestes, lectures du soir. Paris: Hachette, 1865. Há muitas edições deste livro. A 7.ª é de 1881, havendo ainda uma em 1897. Nas referências encontradas o editor é sempre a Hachette, em Paris.

209.           . –– “As maravilhas da Natureza (4 v’s)”.

a.   Não sei se é um discurso pronunciado por C. Flamarion, porque esse não dava para 4 volumes.

b.   Há uma edição de Brehm (Alfred Edmund Brehm, 1829-1884), Les merveilles de la nature : l’homme et les animaux : description populaire des races humaines et des règne animal (Paris: J.-B. Bailliere et Fils, 1882). Deve ser esta a referida, porém o título, no Inventário de Órfãos, está em português.

210.           . –– “Mondes Habitées Mondes Imaginaires”.

a.   Les Mondes imaginaires et les mondes réels, voyage astronomique pittoresque dans le ciel et revue critique des théories humaines, scientifiques et romanesques, anciennes et modernes sur les habitants des astres. Paris: Didier, 1865.

b.   Espólio de 1899. Penso que seja a mesma referência do título abaixo.

211.           . –– “Os Mundos Imaginários e os Mundos Reais”.

a.   Espólio de 1899. Sem mencionar autoria.

b.   Edição original de 1864, ou de 1865. Les Mondes imaginaires et les mondes réels, voyage astronomique pittoresque dans le ciel et revue critique des théories humaines, scientifiques et romanesques, anciennes et modernes sur les habitants des astres. Paris: Didier, 1865.

212.           . –– “Les Terres du Ciel” (sem indicação de autor).

a.   No espólio aparece o mesmo título em português. Houve, penso, uma tradução para português, publicada em 1877: As Terras do Céu. Viagens astronomicas aos outros mundos e descripção das condições atuais da vida nos diversos planetas do Sistema Solar. Trad. de Salomão Saragga. Lisboa: Companhia Nacional Editora.

213.           . –– “Os últimos dias de um filósofo”.

a.   No inventário do espólio vem só assim, sem indicação de autor, como sucede com vários títulos de Flammarion.

b.   Sir Humphry Davy. Les Derniers jours d'un philosophe. Entretiens sur la nature, les sciences, les métamorphoses de la terre et du ciel, l'humanité, l'âme et la vie éternelle. Camille Flammarion traduz, prefacia e anota. O livro teve também várias edições ao longo do século XIX. A mais antiga de que vi referência é de Paris: Didier, 1869. A de 1883 é já a 9.ª (Paris: Didier).

214.           FONSECA, José da (1788-1866) – “Dicionário de Fonseca, 1839, 1 vol.”

a.   Espólio de Benguela de 1855.

b.   Muitos dicionários de “Fonseca” (José da) e de “Pedro José da Fonseca” se vendiam no Rio de Janeiro (v., por ex., JC, 30.4.1830) e no Recife (v., por ex., 11.4.1837, 17.9.1840, 3.1.1842). Vendiam-se

215.           . –– “Dicionário de Fonseca, 1 vol.”

a.   Espólio de Benguela de 1856 (Joaquim José Vieira de Carvalho). Terá sido comprado aos herdeiros de Silva Viana em 1855?  

216.           . –– “Fonseca, Dic.º Francês-Port., 2 vol’s”.

a.   Espólio de 1855 (J. L. da Silva Viana).

b.   O dicionário de francês-português de José da Fonseca habitualmente vem referido como “Novo”, “Novo Dicionário […]” e em datas posteriores. Mas há dicionários “de Francês” atribuídos ora a Roquete, ora a Fonseca, ora até aos dois, em anúncios do DP de 1840.

217.           . –– “1 Dicionário Francês de Fonseca”.

a.   Espólio de 1883, de Antº Mª de Almeida Navarro, falecido em Novo Redondo (Sumbe, hoje).

218.           FOURIER, François Marie Charles (1772-1837) – Oeuvres Complètes. Tomo V: Teoria da Unidade Universal. 10ª ed. Paris: SPRTF, 1861.

a.   BGPL. Contém assinatura de posse que me parece de J. E. Sales Ferreira.

219.           FRANKLIN, Benjamin – “A ciência do bom homem Ricardo e outras obrinhas. Lisboa, Imprensa Nacional, 1856.”

a.   ANA.

b.   Esta é a edição original em português. “O Bom Homem Ricardo” e outros títulos do autor, é claro, foram muito anunciados no Rio de Janeiro (por ex., JC 19.5.1830) e noRecife (por ex., DP de 11.4.1837 e de 1.5.1845). 

220.           FREITAS, “João António de Alzog, Dr. João. História Universal da Igreja. Porto, Ernesto Chardron, 1882. 4 vols.”

a.   ANA.

b.   O “Dr. João Alzog” (professor da Universidade de Friburgo em Brisgau) era o autor e João António de Freitas pôs “em linguagem”. Talvez a primeira edição seja a de Lisboa, pelo “Escritório da Biblioteca Católica”, 1877-1878, em 4 volumes também.

221.           FREITAS, José Joaquim Rodrigues de (1840-1896) – “Frederico Froebel. Porto, Sociedade de Instrução-Editora, 1882.”

a.   ANA.

b.   Na capa: “Homenagem ao Centenário / (1782-1852) / Frederico Froebel por J. J. Rodrigues de Freitas”.

222.           FREYCINET, Claude-Louis de Saulces (ou Desaulses) de (1779-1842) – “A viagem feita à roda do mundo. 1 vol.”

a.   Espólio de Benguela de 1855. Na listagem não se dá nome de autor.

b.   Voyage autour de monde. Paris: Pillet Ainê, 1825.

c.    O autor e o livro foram muito populares no Brasil, onde o viajante passou e se demorou, comentando muito. O rei (a viagem foi de 1817 a 1820) mandou imprimir o relatório dela em Paris. Entretanto não vi em nenhuma fonte o título em Português[10], exceto aqui.

223.           GAMA, António de Saldanha da (Gama, António de Saldanha da) – Memória sobre as colónias de Portugal situadas na costa ocidental d’África. Paris, Tip. De Casimir, 1839”.

a.   ANA.

b.   “mandada ao governo pelo antigo governador e capitão general do reino de Angola António Saldanha da Gama em 1814”.

224.           GARRETT, Almeida – “Camões – poema, 1825, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Sem menção de autor.

b.   Anunciava-se no Recife (v. DP de 12.8.1840 e 13.4.1842) e no JC (v. 30.4.1830).

225.           . –– Discursos Parlamentares e memórias biográficas. Lisboa: IN, 1871.

a.   “Tomo XXIII” da edição das Obras do Sr. Visconde de Almeida Garrett”.

b.   BGPL. Da mesma série das Obras, algumas assinadas por Alfredo Troni. O exemplar não tem carimbos também.

226.           . –– Dona Branca. Lisboa: IN, 1874.

a.   BGPL. Da mesma coleção das Obras. Comprado por Alfredo Troni a “9 de Junho de 1880” (folha de rosto, mas parece ter sido escrita por baixo a data de 1876, também à mão´). Tem carimbos da “Biblioteca Municipal de Loanda”.

227.           . –– “Flores sem Fruto, A. Garrett”.

a.   Espólio de 1856.

b.   A Biblioteca do GPL do Recife tinha dois exemplares das Flores sem fruto, edição de 1845 das Obras (Tomo VI. Lisboa: IN).

228.           . –– Merope. Lisboa: Morando, 1841.

a.   BGPL. Nº 2 da série «Teatro de J. B. de Almeida Garrett». José Batista Morando era a tipografia. Vinha com Gil Vicente. Esta segunda peça era anunciada no Recife (por ex., 12.8.1840) e figurava no catálogo do Gabinete Português de Leitura local.

229.           . –– “Parnaso Lusitano, 6 vols”.

a.   Espólio de 1855, sem menção de autor.

b.   Anunciava-se muito no Rio de Janeiro (por ex., JC, 3.2.1830) e no Recife (DP, por ex. 12.4.1837 e 7.4.1845).

230.           . –– Romanceiro. 3ª ed. Lisboa: IN, 1875.

a.   BGPL. Trata-se apenas do vol. II, “Romances cavalheirescos antigos”. Não tem autógrafo de posse, apenas carimbos da “Biblioteca Municipal de Loanda”.

231.           . –– “Versos: fábulas e folhas caídas.” 4ª ed. Lisboa: IN, 1859.

a.   ANA.

b.   Outra edição no ANA: “Versos do V. de Almeida Garret. II. Fábulas – folhas caídas. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892.” Não vi, nos catálogos em linha, esta edição (1892). Seria a 4ª, de 1869? Provavelmente havia dois exemplares da mesma edição. A 2ª ed foi a de 1853. Informaram-me que o exemplar estava em mau estado.

c.    BGPL. O catálogo desta biblioteca regista uma edição em “5 vols”, mas acho que foi erro de transcrição. Este é o vol. II da 4ª edição, mas o volume II dos Versos e não das Obras (aí é o vol. XVII, na edição de 1869). A data de publicação na folha de rosto é 1859. O exemplar não condiz. Havia nome de posse na folha de rosto: Joaquim Eugénio de Sales Ferreira (além dos habituais carimbos).

232.           . –– “Versos: Lírica”. 4ª ed. Lisboa: IN, 1869.

a.   É o volume I dos Versos e o XVI das Obras. Comprado por Alfredo Troni no mesmo dia da 5.ª ed. de Dona Branca e pertencente à mesma coleção de obras de Garrett publicadas pela IN. Troni, como no exemplar de Dona Branca, localiza:”L.ª” (ou seja: Luanda). Tem carimbo da Biblioteca Municipal de “Loanda”. Havia mais um exemplar, sem autógrafo de posse.

233.           GAULTIER (Aloïsius Édouard Camille Gaultier, 1746[?]-1818) – “Geografia de L’A. Gaultier, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855, de Benguela. Deve tratar-se das Lições de Geografia, cuja primeira edição parece ter sido de 1838.

b.   Da tradução de J. I. Roquette há uma “nova ed. inteiramente refundida e consideravelmente augmentada” que se publicou em 1846 (Pari: J.-P. Aillaud, Monlon) e teve diversas reedições (por ex: 1855, 1859).

c.    Anunciou-se bastante no Recife, por exemplo no DP de 10.4.1845 e de 10.5.1845.

234.           GENLIS, Madame de (Stéphanie-Félicité Du Crest, comtesse de Genlis, 1746-1830) – “Afonso ou o Filho Natural, 2 vol’s”.

a.   Como consta no espólio de 1855 (J. L. da Silva Viana).

b.   Deve ser a tradução impressa na tipografia Rollandiana em 1840, em 2 vols.

235.           . –– “Afonso e Avelina, 2 tomos”.

a.   Espólio de 1857. Deve haver engano na transcrição, deve ser Historia de Afonso e Dalinda, na qual se descreve as suas trabalhosas viagens às quatro partes do mundo. Acrescenta-se, na folha de rosto: “Obra sumamente interessante pelas vastíssismas notícias que nela se dão, assim dos costumes, ritos e cerimónias de muitos povos ainda mal conhecidos: como também das mais raras produções da natureza e da arte”. Foi traduzida em português por Antonio José da Silva Costa.

b.   Outra tradução muda o título para Afonso e Dalinda ou a magia da Arte e da Natureza. Conto moral de Mad. de Genlis (Lisboa: 1820). Tipª Rollandiana.

c.    Só como “Afonso e Dalinda novela” era anunciado no Recife (v. DP, 27.2.1837 e 18.4.1837).

236.           GIBBON (Edward Gibbon, 1737-1794) – Histoire de la décadence et de la chute de l'empire Romain. Paris: Ledentu, 1828. “Nouvelle éd., entièrement revue et corrigée, précedée d'une notice sur la vie et le caractère de Gibbon, et accompagnèe de notes critiques et historiques relatives, pour la plupart, a la histoire de la propagation de Christianisme, par M.F. Guizot.”

a.   BMB. 13 vol’s.

b.   O vol. I da 1ª ed. saiu em 1776 Londres.

c.    No Recife, um exemplar foi oferecido ao “Gabinete Literário” (DP, 7.10.1840, p. 3).

237.           Genuense (Antonio Genovesi, 1712-1769) – “Obras Grandes”.

a.   Livros enviados em 1852.

b.   Vendiam-se muitas obras do “Genuense” no Brasil, em português e latim. Cf. JC, 7.1.1830 e 30.4.1830. No DP os anúncios vão, pelo menos, de 8.3.1837 a 1842.

238.           Givodan, Léon de (1875-1936) – Rome, Turin et Florence: considérations sur l'Etat présent de l'Italie. Paris, Secrétariat du Collège Héraldique et Archéologique de France, 1849.

a.   BGPL.

239.           Goethe (Johann Wolfgang von Goethe, 1749-1832) – “Autores Alemães – Goethe”.

a.   Espólio de 1899.

b.   Les Auteurs allemands expliqués d'après une méthode nouvelle par deux traductions françaises  […] – Goethe. Hermann et Dorothée. Edição de M. B. Lévy. Publicado em Paris, em 1877. Há outra impressão feita em Paris em 1881.

240.           Gorjão, M. R. (Manuel Rafael Gorjão Henriques, 1846-1918) – Colonização do Sul de Angola.

a.   Existente nas prateleiras da Biblioteca do BGPL.

b.   Relatório apresentado à Sociedade de Geografia de Lisboa, dada como editora.

c.    1886, impresso na tipografia Adolfo, Modesto & Cia.

241.           Gourdon, Edouard (1820-1869) - Histoire du Congrès de Paris. Paris: Librairie nouvelle, 1857.

a.   BGPL. 1 vol.

242.           Governo-geral – “Almanak statístico da província de Angola e suas dependências para o ano de 1852. 1.ª publicação.” Luanda: 1852 (“Imprensa do Governo”).

a.   ANA.

243.           Granada, (Fr.) Luís de (1504-1588) – “Ecclesiasticae rhetoricae siue de ratione concionandi libri sex. Olisipone, Typis Regiis Silvianiis, 1762.”

a.   ANA.

244.            Granada, (Fr.) Luís de (1504-1588) – “Guia de Pecadores, Lisboa, 1764; in 4.º; 3 ex’s”.

a.   Assim comparece na lista de livros de 1852.

245.           Granada, (Fr.) Luís de (1504-1588) – “Introdução ao Símbolo da Fé, Lisboa, 1780; in 8º; vol’s 2”.

a.   Na lista de livros de 1852.

246.           Granada, (Fr.) Luís de (1504-1588) – “Rethorica em Latim, [?], 1576, 8º, 4 ex’s”.

a.   Assim comparece na lista de livros de 1852.

b.   ANA: Ecclesiasticae rhetoricas, sive de ratione concionandi libri sex. Olisipone,” Typis Regis Silvianis, 1762. O título parece ter sido “Rhetorica eclesiastica sive de ratione concinandi libri sex”.

247.           Granatensi, Ludovº - “Rethorica em Português, [?], 1786”.

248.           Granville [Miss] (Georgiana Charlotte Leveson-Gower, 1812–1885) – Ellen Middleton. Bruxelas: 1845.

a.   BGPL.

249.           Gravier, Gabriel (1827-1904) – “Voyage d’esploration de B. Capello e R. Ivens en 1877-1879, dans l’Afrique Sud-Occidentale. Rouen: 1881 (impr. Esperance Cagniard).”

a.   ANA.

250.           Great-Britain / Foreign Office – “Correspondance with British Comissioners at Sierra Leone, Havana, The Cape of Good Hope, New York, and Loanda, and reports from British Vice-Admiralty Courts, and from British Naval Officers, relating to Slave Trade from January 1 to December 1862 to 1869”. London: Harrison & Sons, 1863-1869.

a.   ANA.

251.           Guillaume, Constantin – “O médico de Casa”.

a.   Espólio de 1899 (Serafim Pereira de Melo).

b.   Houve, pelo menos, duas edições. A primeira, de 1877 (Porto. Tipª de Antonio José da Silva) é que tem este título. A outra, de 1888 (Porto, Chardron) tinha por título Medicina Prática. O Médico em [não “de”] Casa. Sistema simples de reconhecer qualquer moléstia, e indicação do melhor tratamento a seguir para curar. “Traduzido e ampliado por António Vieira Lopes.”8

252.           Guimarães, Manuel Ferreira de Araújo (1777-1838) – “Elementos de Astronomia para uso dos alumnos da Academia Real Militar. Rio de Janeiro, Impressam Régia, 1714.”

a.   ANA. Por gralha se escreveu 1714, em vez de 1814 (MDCCCXIV).

253.           Guizot, François (François-Pierre-Guillaume Guizot, 1787-1874) – Histoire parlementaire de France : recueil complet des discours prononcés dans les Chambres de 1819 à 1848. Vol’s I e V (eram 5 vol’s no total).

a.   Biblioteca do BGPL.

b.   Paris: Michel-Lévy frères, 1863-1864.

c.    Guizot constava de muitos anúncios no DP, sobretudo na década de 1840, mas (por óbvios motivos), não este título.

254.           Guizot, François (François-Pierre-Guillaume Guizot, 1787-1874) – “História das origens dos Governos Representativos da Europa, 2 vols”.

a.   Espólio de 1856. Sem menção de autoria.

b.   História das Origens do Governo Representativo na Europa. Com esse título não vi referências nos catálogos em linha. Há, sim, de edições francesas (edições dos seus Cursos de História Moderna, entre 1820 e 1822). Por exemplo: Histoire des Origines du Gouvernement Représentatif en Europe. Vol. II. Paris: Didier, 1851.

255.           Gury, J. P. (Pe Jean-Pierre Gury, 1801-1866) – “Compendium theologiae moralis. Parissis, Apud Victor Lecoffre, 1890. 2 vols.”

a.   ANA.

b.   Era a 5ª edição, de 1890. Da folha de rosto do vol. 2: “Lugduni” (Lyon): Delhome et Briguet; Paris: Victor Lecoffre.

256.           Guthrie, William (1708-1770) – Nouvelle Géographie Universelle. Nova ed.. 5 vol’s. Paris: H. Langlois, 1802.

a.   Título completo: “Geographie universelle physique, politique et historique d'apres le plan de William Guthrie ; redigee depuis son origine (1800) jusqu'a ce jour par Hyacinthe Langlois.”

b.   BGPL.

257.           Hartmann, Robert (1832 – 1893). “Les Peuples de l’Afrique, de Hartmann”.

a.   Benguela, espólio de 1899 (José de Anchieta). Pode ser edição de Paris: G. Baillière (Librairie Germer Baillière), 1880. Houve mais edições (por ex. em 1884, mesmo editor).

b.   Ainda no mesmo espólio se faz menção de referência parecida, mas em português: “Os Povos d’Africa”. Será o mesmo livro?

258.           Haullac – “La Linguistique, de Haullac”.

a.   Espólio de 1899 de Benguela (José de Anchieta).

b.   Não vejo essa referência. Será Abel Hovelacque? (La Linguistique, Paris: Reinwald? [a 2.ª ed. é de 1877 e a 4.ª ed., rev. e aum., é de Paris: 1887]).

259.           Herculano, Alexandre – O Bobo. Lisboa, Viúva Bertrand, 1878.

a.   BMB.

260.           . –– Lendas e narrativas. 6ª ed. Lisboa: Viúva Bertrand, 1884.

a.   BGPL. Só o tomo II. Na folha de rosto está escrito “Domingos” e um apelido a seguir que não percebo (a lápis). Tem carimbos da Biblioteca da Câmara Municipal de Luanda e (na mesma e) penúltima folha, em toda a largura, uma conta de mercearia (com linhas como: “2 latas de leite”). Uma assinatura ilegível oferece o ex. à “Bibl. / da C.M.L.” em “?7 / 9 / 920”.

b.   ANA: 12.ª ed. T. II. Lisboa; Rio de Janeiro: Aillaud & Bertrand; Francisco Alves. – impresso em Lisboa.

c.    ANA: Lisboa, Aillau & Bertrand, 1831. Esta data não pode estar certa, porque a primeira edição das Lendas e narrativas é posterior. Esta é a data da narrativa (curta, relato de viagem, em tom de crónica atual) De Jersey a Granville, que vem no tomo II das Lendas e narrativas. Na listagem por mim consultada (não me deixaram ver esta e outras obras) vinha só esta referência, com o título genérico.

261.           . –– “O Monasticon, Alexandre Herculano, 3 vols”.

a.   Espólio de 1855.

b.   Havia, na BMB, uma edição feita em Lisboa (Viúva Bertrand, 1878).

c.    As listagens do ANA assinalavam também uma edição do Monasticon.

d.   No Recife anunciava-se, por exemplo, no DP, a 18.1.1845.

262.           . –– Opúsculos. 6ª ed.. “Lisboa; Rio de Janeiro; São Paulo; Bahia, Bertrand; Francisco Alves, [1873], tomo I”.

a.   ANA

263.           Heródoto – “Autores Gregos – em Fr., Heródoto”.

a.   Espólio de Benguela, 1899 (José de Anchieta).

b.   Penso que se trate de: Les Auteurs grecs expliqués d'après une méthode nouvelle par deux traductions françaises [...] Hérodote. Morceaux choisis. “traduits par F. de Parnajon et P. Giguet”. Paris: Hachette, 1876.

264.           Hettinger, Francisco (Franz Hettinger, 1819-1890) – “Tratado de Teologia Fundamental ou Apologética. Tomo 1, 1ª parte – Demonstração da Religião Cristã. Porto: António Henriques Morgado, 1890.”

a.   As traduções espanhola e portuguesa traduziram também o nome próprio.

b.   Na edição portuguesa também se indica o tradutor: “Dr. Luiz Maria da Silva Ramos”.

265.           Hiern, W. P. (William Philip Hiern, 1839-1925); Ficalho, Conde de (Francisco Manuel de Mello Breyner, 1837-1903). Memoria sobre algumas plantas da África central coligidas pelo Major Serpa Pinto apresentada a Academia Real das Sciencias de Lisboa. Lisboa: 1883 (tipª Acad. Real das Ciências).

a.   A listagem do ANA apenas regista “Hiern, W. P.”.

266.           Hilaire Penhoën (Auguste Théodore Hilaire, barão Barchou de Penhoen, 1801-1855) – Essai d’une Philosophie de l’Histoire. Paris, Guiraudet et Jouaust, 1854 (edição original).

a.   BGPL. Eram dois volumes. O que vi foi só o segundo.

b.   A par dos editores se refere: “/ com officina Typographica, e de livreiro” na “Rua de Salvador Corrêa”, em “Loanda”, do lado direito da folha de rosto, mas como livraria, não como editores.

267.           Hofland, Barbara (nascida Barbara Wreaks, 1770-1844) – “Hofland (Mrs). Reflection. A Tale. London, Longman, Rees, Orme, Brown and Green, Paternoster-Row, 1826.” Tipª J. and R. Childs.

a.   ANA. Penso tratar-se da 1.ª ed. Quando pedi o exemplar, e outro do Magnum Lexicon, veio na vez deles um Dicionário de Inglês-Português e Português-Inglês. Insisti, mas disseram que a cota era do dicionário e que não encontraram os exemplares. Na folha de rosto, que vi em linha, está “Mrs. Hofland (Barbara).

b.   O dito dicionário não apresentava números de página, era em 3 colunas e, na 1ª parte (Ingl.-Port.) começa no “sed-see-sei” (uma palavra para cada coluna).

268.           Homero “em francês” – espólio de Benguela de 1899.

269.           Homero – “Cantos de Homero, 3 vol’s”. Penso que são da Ilíada. – Espólio de Benguela de 1899.

270.           Homero – a Ilíada anunciava-se muito no Recife em 1840. No Rio de Janeiro também se anunciou a “Odyssée”, indicando-se uma edição de 1830 (JC, 21.6.1830).

271.           Honorati, Padre António (António Onorati, 1829-1881) – “O Crisóstomo Português ou o Padre António Vieira da Companhia de Jesus. Num ensaio de eloquência compilado dos seus sermões segundo os princípios da oratória sagrada pelo Pe António Honorati da mesma Companhia.”

a.   ANA: “Lisboa, Livraria Editora de Matos Moreira e Cª. 1878/1881. 4 vols”. Carimbos do Museu de Angola e do CNDIH. Há uma gralha sublinhada e corrigida, no canto lateral direito, com tinta castanha, p. XXI da Introdução. O Vol. I (o que me veio às mãos) é uma compilação dos Sermões da Quaresma.

b.   Na lista de livros de 1852.

272.           Honorato, Manuel da Costa - Sinopses de eloquência e poética nacional acompanhadas de algumas noções de crítica literária, extraídas de vários autores e adaptadas ao ensino da mocidade brasileira. Rio de Janeiro: E. A. de Oliveira, 1870.

a.   BGPL.

273.           Hope, Th. (Thomas Hope, 1769-1831) – Histoire de l’Architecture. Bruxelas: Meline, Cans et C.ie, 1839.

a.   Traduzida do inglês por A. Baron.

b.   BGPL. Dados do tomo I. Foi vendido “em casa de / Agostinho de Freitas Guimarães et Cia / Mercadores de Livros” na rua do Sabão, 25, Rio de Janeiro, Brasil. Os dois vol’s custavam 4000 réis. Tem uma dedicatória a “a seo irmão Guilherme, offerece / F. d’ [Arnau?]. Tem carimbo, na folha de rosto e em outra, de “J. Assécca” – mas isso não coincide com a assinatura nem com a dedicatória. Ayres de Sousa Pereira d’Arnaud e de Guilherme d’Arnaud figuram como assinantes numa lista no final do vol. II (e último) das Poesias de A. J. de Mesquita e Melo (Porto: 1862, na tip.ª de Manoel José Pereira). Não dá para perceber como chegou a Luanda o livro.

c.    Em inglês há uma 2.ª ed. Londres: John Murray, 1835. 3.ª ed.: Londres: John Murray, 1840.

274.           Horácio – “Arte Poética de Q. Horácio Flaco, 1784, 1 vol.”

a.   Espólio de Benguela de 1855.

b.   É a versão de Cândido Lusitano (Lisboa, tipª Rollandiana). “Terceira edição, correta, emendada, e aumentada com as Regras da Versificação Portuguesa” – conforme a folha de rosto. Na transcrição benguelense falta uma letra: “Q. Horácio Flacco”.

c.    Também no ANA se fala de outro exemplar de 1757 (data das licenças). Dá para ver “MDCCL” e o resto já não existia, foi comido pelo bicho, ou caiu. Entrou na “Biblioteca Nacional / Angola / nº 761 / Em 20-11-1941”. Encontrei na BGPL outro exemplar: “Arte Poética”. Lisboa: sd (oficina da Patriarcal).

275.           . –– “Q. Horatij Flacci Odarum, Seu carminum. Liber Primus.” Tradução quase palavra a palavra (portanto, ao pé da letra, como se anunciava no Recife – v., por ex., 12.2.1842, p. 4: “um folheto contendo a trad. ao pé da letra d’arte poética de Horácio”). Bilingue.

a.   ANA. Faltam a capa e as primeiras e últimas folhas. Nas pp. 2 e 3 há palavras sublinhadas e traços fora do texto.

b.   No catálogo da Biblioteca Pública de Pernambuco: “As Odes de Q. Horacio Flacco seguidas dos epodos traduzidas em verso português por José Agostinho de Macedo”, Pernambuco, 1844.

c.    BGPL. “Odes de Q. Horacio Flacco, traduzido em verso por José Augusto Cabral de Melo […]. Angra do Heroísmo, 1853. Tip.ª Angrense, do Visconde de Burges. Apresenta-se como o vol. IV das Odes. Exemplar pertencente a J. E. de Sales Ferreira. No cimo, à direita, com tinta parecida à do autografo do proprietário: “J. S. Ribeiro”. Depois, outra cor (rosa, apagado), abaixo dessa, tem “L.ª / 57”.

276.           . –– “Oeuvres d’Horace traduits en vers par Pierre Daru. Paris, Levrault, Schoell, et Ce., 1805.”

a.   ANA. Duas referências, portanto suponho que dois exemplares. Edição bilingue: latim nas páginas pares e francês nas ímpares.

b.   Vi um dos exemplares. Lá se diz ser “nouvelle édition corrigée”, 3ª parte. O tradutor publica no começo um “Épitre”, em verso rimado e bem disposto, dedicado “a mon ami J. P. Lefebvre”. A edição inclui notas esclarecedoras no final de cada capítulo. As primeiras composições são as Sátiras. Depois seguem-se os “Épitres”.

c.    Umas “Œuvres d’Horace” surgiram no espólio de 1899 em Benguela. Em linha diferente se inscreveu “outro de Horace, 1869”.

d.   Naturalmente que Horácio era muito anunciado no Recife (pelo menos entre 1837 e 1845, em latim ou português) e dele ficaram exemplares de obras na biblioteca Pública de Pernambuco. Mais claro ainda que se anunciavam no Rio de Janeiro (v., por exemplo, JC, 7.1.1830).

277.           Hugo, Victor – Les Contemplations. 2 vol’s. Paris, Hachette, 1863.

a.   BGPL. Assinatura de posse: Joaquim Eugénio de Sales Ferreira. Em cima, ao lado da assinatura, está gravado (com furinhos, como em Braille), “M. J. Salvaterra”. Carimbo da C. M. “Loanda”.

278.           . –– “Han de Islândia, Victor Hugo, 3 vols”.

a.   Referido – só assim – em espólio de 1855.

279.           . –– O Homem que ri. 2 vol’s. Porto, Lemos & C.ia, 1886.

a.   Tradução, sobre a edição definitiva, de Maximiliano Lemos Júnior. Edição rica.

b.   BGPL.

280.           . –– Les Misérables. Paris, Hetzel & Lacroix, 1866.

a.   Foi a primeira edição ilustrada, ricamente ilustrada.

b.   BGPL. Manuscrito: “D.or / Alfredo Troni”. Poucos indícios de manuseamento no meio do livro. Carimbos da B. M. “Loanda”.

281.           . –– Nossa Senhora de Paris. 1 vol.

a.   Indicado – só assim – num espólio de Benguela de 1855.

b.   BGPL. Notre-Dame de Paris. Paris, Furne & C.ie (a encadernação terá engolido a folha de rosto, não deu para ver a data).

282.           . –– Œuvres.

a.   Na BGPL – tomo III. Paris: Furnes, 1846. O tomo I e vários outros têm carimbos da B. M. “Loanda”.

b.   Segunda referência na BGPL: Paris, Furne. Carimbos da B. M. “Loanda” (verde, fraco).

                                       i.    Vol. I e II: 1841, vol. III: 1843, vol. XII: 1844 («Littérature et Philosophie / mêlées), vol. XVI: 1846.

                                     ii.    O vol. I, na folha de cortesia, regista uma assinatura com dois nomes que não consegui perceber. Talvez as duas primeiras letras fossem “Ab”.

283.           . –– “Os operários do Mar. Lisboa. Imprensa Tipográfica, 1890.”

a.   Tradução de Francisco Ferreira da Silva Vieira. “Nova edição”.

b.   ANA.Na primeira página há um carimbo que diz “João Ferreira Duarte Leitão / Mossamedes”. Há também carimbos do Museu de Angola e do CNDIH.

284.           . –– Quatre Vingt-Treize. Paris: Furne & C.ie (também aqui, a encadernação terá engolido a folha de rosto, não deu para ver a data)

a.   BGPL.

285.           . –– “4 [vols] de Quintino Durwarh”

a.   Espólio de 1873 (Manuel Ferreira Torres).

286.           . –– Le Rhin:lettres a un ami. T. I e III. Paris, Furge, 1846.

a.   BGPL. Carimbos da B. M. “Loanda”.

b.   Vol. 26 das Oeuvres.

287.           . –– Les travailleurs de la Mer.

a.   Referido nas listagens da BGPL em francês (além da tradução).

b.   “com desenhos de Chifflard”. Faltam as folhas de cortesia, de rosto, mais algumas iniciais. Carimbo da B. M. “Loanda” (azul).

288.           . –– William Shakespeare. Paris: Lib.ie Internationale ; A. Lacroix; Verboechoven & Cie, 1864.

289.           BGPL. Carimbos da C. M. “Loanda”.

290.           J. J. M. J. – “Um Grande d’Hespanha, por J. J. M. J., 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

291.           Janin, Jules (Jules-Gabriel Janin (1804–1874) – Les petits bonheurs. Paris: Morizot, 1857.

a.   BGPL. Na última página (412) colocou-se “M.” como uma rubrica, a lápis. No ante-rosto e na página final (412) o carimbo da Biblioteca Municipal de “Loanda”.

292.           Jordão, Levy Maria (1831-1875) – “Billarium patronatos Portugalliae regum in ecclesiis Africae, Asiae atque Oceaniae. Tomus 1 (1171-1600). Olisipone, Ex Tip. Nationali, 1868.”

a.   ANA.

b.   Foi publicada a obra em 5 vols entre 1868 e 1879.

293.           Júnior, Soares Romeu  (José Elias Soares Romeu Júnior, 1839-1877). Recordações literárias. Porto; Braga, Chardron, 1877.

a.   Livro lido na BGPL.

294.           Karr, Jean-Baptiste Alphonse (1808-1890); Delord, Taxile (1815-1877) – A vida das flores. 2 vols. Lisboa, David Corazzi 1883-84.

a.   Espólio de 1900. 

295.           Kempis (Thomas de Kempis, circa 1380-1471) – “De Imitatione Christi, Veneza, 1712; 2 exs”.

a.   Lista de livros de 1852.

b.   Comprava-se no Recife uma “Imitação de Cristo por Kempis” (DP, 9.6.1842).

c.    Vendia-se (2.880 réis) por anúncio no Rio de Janeiro (JC, 6.3.1830) – igualmente uma “Imitação de Cristo”.

296.           Kempis (Thomas de Kempis, ou Thomas von Kempis, circa 1380-1471) – “Opera, Colónia Agrippina, 1660”.

a.   Lista de livros de 1852.

297.           Kempis (“Tomaso da Kempis”, circa 1380-1471) – “La valle dei gigli. Roma, Emidio Cesarini, 1844.”

a.   ANA.

b.   Emidio Cesarini era o tradutor e a despesa de publicação correu por sua conta. Essa foi dada como 4ª edição e surge também a data de 1845, em Roma.

298.           Kock, Charles-Paul de (1793-1871) – várias obras. Espólio de 1855 (Silva Viana) em Benguela. Constam:

a.   “O Barbeiro, Paulo de Kok, 4 vol’s” – há uma tradução publicada em 1842 em Lisboa, feita por António Joaquim Nery e impressa na tipografia Neryana.

b.   “A Donzela de Belleville, 4 vol’s, idem” – Faz parte do lote de traduções da Neryana (portanto feitas por Nery) publicadas entre 1841 e 1846.

c.    “Georgeta ou a Sobrinha do…, 4 vol’s” - Georgeta, ou a sobrinha do tabelião, tradução de Nery (Lisboa: Neryana, 1842).

d.   “O Homem de Três Calções, idem, 4 vol’s” – tradução de L'homme aux trois culottes. Faz parte do lote de traduções da Neryana (portanto feitas por Nery) publicadas entre 1841 e 1846.

e.    “A Irmã Ana, idem, 4 vol’s”. Faz parte do lote de traduções da Neryana (portanto feitas por Nery) publicadas entre 1841 e 1846.

f.     “Robinson e Fipina pelo mesmo, 2 vol’s” – Será “Robineau e Fifina… para servir de sequências à Casa Branca de Paulo de Kock”? Mas esse título tem 4 volumes. Lisboa: Neryana, 1841-1842.

g.    “Este Senhor, idem, 4 vol’s” – Houve tradução para português publicada em 1842, em 4 volumes (pela Neryana, portanto uma tradução de Nery).

h.   “Meu Vizinho Raimundo, idem, 2 vol’s” – se o número de volumes estiver certo, não faz parte do lote de traduções da Neryana (aí são 4 volumes).

299.           Kock, Charles-Paul de (1793-1871) – Carotin.

a.   Há uma edição de Bruxelas (Hauman), cujo tomo I saiu em 1845.

b.   Encontrada na BGPL.

300.           Kock, Charles-Paul de (1793-1871) – Um jovem encantador, “4 tomos”.

a.   Espólio de 1857.

b.   Trad. Nery. 4 vols. Lisboa: Neryana, 1846.

301.           Kock, Charles-Paul de (1793-1871) – A mulher, o marido e o amante.

a.   Espólio de 1857. 4 tomos.

b.   4 volumes. Lisboa: Neryana, 1843.

302.           Labat, “J. D.” (Jean-Baptiste Labat, 1663-1738) – “Relation historique de l’Ethiopie Occidentale contenant la description des Royaumes de Congo, Angola et Matamba, traduite de l’italien du P. Cavazzi, et augmenté de plusieurs relations portugaises des meilheurs auteurs, avec des notes, des cartes geographiques, et un grand nombre de figures en toile-douce. Paris, Chez Charles-Jean Baptiste Delespine, 1732. 5 vols”

a.   ANA.

303.           Lacerda, José de (José Manoel d’Almeida e Araújo de Portugal Correia de Lacerda, 1802-1877) – “Dicionário Enciclopédico em 2 vol’s – Autor Lacerda”.

a.   Espólio de 1873 (do major António Leite Mendes, inventariado em “Abril de 1873”). Avaliou-se em “cinco mil réis”. O acervo incluía mais títulos e “uma coleção de livros e folhetos por três mil reis”, mais “2 jogos de xadrez” e “uma flauta”.

b.   Dicionário enciclopédico ou novo dicionário da língua portuguesa para uso dos portugueses e brazileiros […]. 4ª ed.. Lisboa: Francisco Artur da Silva, 1874.

304.           Lacerda, “Dr. José” (José Maria Almeida e Araújo de Portugal Correia de Lacerda, 1802-1877) – “Exame das viagens do doutor Livingstone. Lisboa, Imprensa Nacional, 1867.”

a.   ANA.

305.           La Fontaine (Jean de La Fontaine, 1621-1695) – “Fábulas”.

a.   Espólio de 1899.

b.   A única tradução portuguesa cujo título é exactamente este e que se inclui no arco temporal é a de Filinto Elíseo (com notícia biográfica de Inocêncio), que teve diversas edições no século XIX, uma delas (a de Paris: J-P Aillaud, 1874) terá na capa só a menção Fábulas.

c.    Anunciava-se também no Brasil, em particular no Recife (cf. DP 17.3.1840, 10.4.1845 e 5.5.1845 – todas, porém, em francês e a primeira “com estampas finas”).

306.           Lamartine, A. de (Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine, 1790-1869) – “Histoire de la Turquie. Tom cinquiéme. Paris, Librairie du Constitutionnel, 1854.”

a.   ANA.

307.           Lamartine, A. de (Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine, 1790-1869) – “História dos Girondinos, 5 vols”.

a.   Espólio de 1856. Deve ser a “tradução anónima” (Lisboa: 1850-1851, na tipografia de Luiz Correia da Cunha), que tem 5 volumes. A seguinte, de 1854, reúne todos em um só. Original de 1847.

308.           Lamartine, A. de (Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine, 1790-1869) – “Jocelyn, Episódio”.

a.   Espólio de 1856. Sem menção de autor. Talvez a trad. de Maria José da Silva Canuto, professora “de meninas” e colaboradora d’A assembleia literária de D.ª Ant.ª Gertrudes Pusich. No n.º 20, de 29-12-1849, desse semanário anuncia-se a obra.

309.           Lamartine, A. de (Alphonse Marie Louis de Prat de Lamartine, 1790-1869) – “Révolution de 1848”.

a.   ANA. 2 exemplares.

b.   Título: Histoire de la révolution de 48.

310.           Lamennais (Hugues Félicité Robert de La Mennais, ou Lamenais, 1782 – 1854) – “Palavra de um Crente, pelo Abade de La Menay, 1 vol.”

a.   Espólio de 1856.

b.   A. F. de Castilho traduziu para português em publicação de 1836. Será essa versão?

c.    No espólio de 1855 se refere, sem nome de autor, “Palavras de um crente ou o escudo contra as almas, 1 vol.” O título mais parecido que vi foi “Palavras de um crente ou escudo contra os abusos religiosos e políticos”, classificado como “opúsculo” (é breve) da autoria de “La Mennais”. Aparece no catálogo da biblioteca Fluminenses (Biblioteca Fluminense, 1852, p. 9). Esse título foi também publicado em 1836, em Lisboa (tipª de A. S. Coelho & Cia), mas o tradutor era Pedro Ciríaco da Silva.

311.           Las Casas (Bartolomeu de las Casas, 1484-1566) – só assim.

a.   Inventário de 1856 (J. J. Vieira de Carvalho).

b.   Deve tratar-se da Brevíssima Relação da Destruição das Índias.

312.           Launay, J. Belin de (Jules Belin-De Launay, 1814-1883) – “Voyages du capitain Burton a la Mecque, aux grands lacs d’Afrique et chez Les Mormons. Paris, Librairie Hachette et Cie, 1881.”

a.   ANA.

b.   Há uma edição do ano anterior. Aí se completa esta referência do ANA: “d'aprés le texte original et les traductions de Mme. H. Loreau”. O texto original era o de Richard Francis Burton (Sir, 1821-1890).

313.           Lavergne (Louis Gabriel Léonce Guilhaud de Lavergne, 1809-1880) – “Portugal, estudo de economia rural. Lisboa, Imprensa Nacional, 1870.”

a.   ANA.

314.           Leal, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho (1816-1884) ; Ferreira, Pedro Augusto (1833-1913, continuador da obra) – “Portugal antigo e moderno. Dicionário. Lisboa, Livraria Editora de Tavares Cardoso e Irmão, 1890.”

a.   ANA.

b.   Há uma edição de Lisboa : Mattos Moreira & Cia, 1873.

315.           Leal, J. M. da Silva (José Maria da Silva Leal, 1812-1883) ; Silva, L. A. Rebelo (Luís Augusto Rebelo da Silva, 1822-1871) – “Jornal das Belas Artes. Lisboa, Imprensa Nacional, S/D”

a.   ANA.

b.    

316.           Leão, Duarte Nunes – “Crónica del Rei D. João de gloriosa memória, o 1 deste nome, e dos reis D. Duarte, e D. Afonso o V. Tomo 1. Lisboa, Ofic. de José de Aquino Bulhões, 1780.”

a.   ANA.

317.           Leão, Duarte Nunes – “Primeira parte das crónicas dos Reis de Portugal. Lisboa, Manuel Coelho Amado, 1774, 2 vols.”

a.   ANA.

318.           Legrand, Amable (1820-1912) – “Legrand (Dr). L’art Khmer et la nouvelle societé Indo-Chinoise. S/L, S/E, 1877.”

a.   ANA.

b.   Encontrei edição com título invertido: La Nouvelle Société indo-chinoise fondée par M. le marquis de Croizier et son ouvrage "l'Art khmer", par le Dr Legrand. Paris: E. Leroux, 1878 (extraído da Revue orientale et américaine, jul-set., T. I, 1877).

319.           Leitão, Antonio José Osório Pina (1762-1818) – “Afonsíada, poema heróico da Fundação da Monarquia…, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

b.   Título completo: Alfonsíada: poema heroico da fundação da monarquia portugueza pelo senhor Rei D. Alfonso Henriques. Há um exemplar na BNP impresso na Bahia: tip.ª Manuel Antonio da Silva Serva, 1818.

320.           Lemare (Pierre-Alexandre, 1766-1835)? – “Bocados escolhidos [D’Elien?] de Lemarre”.

a.   Espólio de 1899 (José de Anchieta).

b.   Será Lemaitre, ou Lemaire?

c.    Será uma antologia de Elien (o sofista do Lácio) traduzida para francês? A biblioteca da Casa Fernando Pessoa regista uns Morceaux Choisis de Elien, por J. Lemaire, “nouvelle édition” (Paris: Hachette, 1897. Escrita em grego). Pode se consultar aqui: https://bibliotecaparticular.casafernandopessoa.pt/8-171/2/8-171_master/8-171_PDF/8-171_0000_1-200_t24-C-R0150.pdf

321.           LEONI, Francisco Evaristo (Francisco Evaristo Duarte Leoni, ou Leone, 1804-1874) – “Camões e os Lusíadas, ensaio histórico-crítico-literário. Lisboa, Livraria de A. M. Pereira, 1872.”

a.   ANA. Carimbos do Museu de Angola e do CNDIH.

b.   Imprensa de Sousa Neves .

322.           Leroy-Beaulieu, Paul (Pierre Paul Leroy-Beaulieu, 1843-1916) – De la colonization chez les peuples modernes. 2ª ed. Paris, Guillaumin, 1882.

a.   BGPL. Na folha de rosto, assinatura de “Alfredo troni”, na diagonal, sobre o título – inusual. Localiza-se em “L.da 21-2º-890.” Não tem carimbos. Na introdução à 1ª ed. sublinharam a azul carregado: “Importance du crédit” (título do cp. 2 do livro II). Na p. 47 há uma anotação ilegível com a mesma tinta do autógrafo de posse, no cp. Sobre a colonização portuguesa. Há um traço azul claro e grosso na última página (p. 62) do cp. Sobre Portugal, onde se fala no presente, nos exploradores (especialmente Capelo e Ivens, “que se podem nomear ao lado de Livingstone e Stanley”), nos problemas com a Grã-Bretanha e são dados conselhos à governação.

b.   Na p. 314 (cp. «De la colonisation au XIXe siècle – L’Algèrie – Le Régime des terres et la colonisation») traço vertical (fino, carregado, azul) à esquerda da mancha gráfica na parte em que se critica a burocracia, as concessões provisórias e que não haja “livre disposição dos seus atos [a colónia] e de seu bem, nem a certeza do seu futuro. Pode dizer-se que isso é matar no seu germe o grande móbil do melhoramento e do progresso.” Aí se afirma também que os colonos, em geral, são “rebeldes às convenções artificiais” e aos vícios das sociedades avançadas, como “a dependência administrativa, o favoritismo e a obrigação de solicitar tudo”. Na p. 315 novo traço, onde se fala outra vez em títulos provisórios e condições suspensivas, que impedem hipotecas sobre os terrenos, ou alienações […] o que leva a contrair empréstimos ruinosos.

c.    Nas pp. 460-461 há mais traços verticais, finos (como de esferográfica fina), azuis, na parte respeitante à Austrália. Na p. 461, um dos traços assinala a aprte respeitante aos condenados por opções religiosas que foram colonizar. O mesmo tipo de traço regressa na p. 463, onde se faz a tipologia dos condenados pelo estatuto e funções que desempenham na colónia. Na p. 464 o mesmo tipo de traço assinala a parte respeitante ao aumento de emigrantes livres ao longo do século XIX (ainda para a Austrália). Esse mesmo tipo de traço regressa na p. 468, para assinalar que, a partir de 1840, a Inglaterra reconheceu que não era já apropriado continuar a mandar condenados e no movimento “dos Emancipistas” (itálico original), que não queria mais condenados. Mais traços iguais na p. 469, em que se critica a dispersão dos colonos e no sistema de concessões associado. Na p. 470, ainda o mesmo tipo de traço e tinta onde se fala das propostas de Wakefield para a prosperidade das novas colóinas. Os traços continuam sucedendo-se em várias páginas, assinalando em geral os mesmos tópicos e a emigração de capitais. Quase no fim do livro há um traço vermelho, que parece fortuito e mais recente.

323.           Lesage (Alain-René Lesage, 1668-1747) – “Gil Braz de Sant’Ilhana, 4 vol’s”.

a.   Espólio de 1856.

b.   Há uma edição em 4 vol’s com estampas anunciada no DP, 20.6.1840, título: “História de Gil Braz”.

c.    Devem ser edições da tradução de Bocage, publicada pela Academia Real das Ciências, com segunda edição (que se vendia na livraria Bertrand) em 1800 (houve uma edição também de 1821-1824). O original é de 1715 e a tradução de Bocage de 1797.

324.           Liégeois, Jules (Jules Joseph Liégeois, 1833-1908) – De la suggestion et du sonambulisme dans leur rapports avec la jurisprudence et la médicine legal. Paris, Octave Doin, 1889.

a.   BGPL. Encadernado na tipografia do Mondego, em Luanda.

325.           Lisboa, José da Silva (José da Silva Lisboa, Visconde de Cayrú, 1756-1835) – Memória dos benefícios do governo d’El Rey D. João VI ao Brasil. 2 vols. Rio de Janeiro: Impressão Régia, 1818.

a.   BGPL.

326.           Lisboa, José da Silva (José da Silva Lisboa, Visconde de Cayrú, 1756-1835) – Princípios de direito mercantil, e leis de marinha.

a.   Espólio de 1855. Vários tomos datam de 1819. Foi feita uma edição em um só volume nesse ano (integrando 7 tomos), mas a publicação foi de 1815 a 1828, na Impressão Régia de Lisboa.

327.           Littré, Émile Maximilien Paul (1801-1881) – “Dic. Univ. petit de Littré.”

a.   Espólio de Benguela de 1899 (José de Anchieta).

b.   Deve ser o Petit dictionnaire universel ou abrégé du dictionnaire française de É. Littré […] augmenté d'une partie mythologique, historique, biographique et géographique. Por Beaujean, A. (Amédée), 1821-1888. Paris: Hachette, 1881.

328.           Livingstone, David – “Explorations dans l’interieur de l’Afrique Australe et voyages a travers le continent de Saint-Paul de Loanda a l’embouchure du Zambese de 1840 a 1856. Paris, Librairie de L. Hachette et Cie, 1859.”

a.   ANA.

329.           Lívio, Tito.

a.   Sem referência a qualquer título surge, por causa do Curso Jurídico, em muitos anúncios do DP entre 1837 e 1845, referindo-se várias edições em várias línguas. Aparecem também anunciadas seletas de Tito Lívio nos jornais do Rio de Janeiro (por exemplo: Jornal do comércio, 7.1.1830).

b.   Ainda assim (sem título) consta da lista de livros entregues em 1852 a pedido do bispo de Angola e Congo. Aí é a edição de Coimbra, de 1640 (foram enviados três exemplares).

c.    Nas listagens do Arquivo Histórico Nacional surge o seu nome seguido por “Opera quae supersunt […] ex recensione” e a indicação “T. I, Coimbra, 1799”. Foi impresso na tipª Académica. Foi feito sobre a edição de Arnold Drakenborch, 1738 (primeiro ano da publicação do primeiro volume da obra de Tito Lívio por A. D., que se prolongou até 1746). É a primeira edição conimbricense. Nome do autor nos índices do ANA: “Livii, T.”

d.   Esse tomo tem anotações em latim. No começo há várias notas (em folhas iniciais), incluindo uma citação em latim. Por vezes há palavras latinas traduzidas à margem para português, com 3 tipos de tinta diferentes, a última na p. 396 (são 517 p. ao todo). Foi assinado, em vários pontos,por um “J. Dias” que, na folha de rosto, assina “Joaquim Dias e, em outras, só “Dias”. A letra é sempre a mesma: clara e miúda.

330.           Lobo, A. de S. S. Costa (António de Sousa Silva Costa Lobo, 1840-1913) – “Afonso de Albuquerque – drama histórico em verso. Lisboa, Imprensa Nacional, 1886.”

a.   ANA. Em folha própria, dedicatória do autor: “ao seu amigo / Lourenço de Carvalho” e assinatura. Antes de ir para o CNDIH pertenceu ao Museu de Angola.

331.           Lobo, Francisco Rodrigues – Corte na Aldeia e Noites de Inverno. Lisboa: 1695 (ofª de Antº Pedroso Galrão).

a.   ANA: “Corte na aldeia e noites de inverno. Lisboa, Oficina de António Pedroso Galvão”.

b.   As licenças estão datadas de 1695. Deve ter sido comprado por alguém de nome Joaquim em 1827 (seria Joaquim Dias?). Quando o comprou certamente já tinha comida a folha de rosto na parte em que vinha a data. Na última folha faz-se uma conta, com a mesma tinta da assinatura de “Joaquim”. Na penúltima página, onde estão as licenças, com a mesma tinta se fez outra conta, sintomática:

1827

1695

0132

c.    Fazendo as contas aí, com as datas das licenças, é porque estava já comida, em 1827, a parte da folha de rosto em que se dava a data de publicação. Dentro do exemplar há várias anotações ilegíveis e sublinhados com uma tinta roxa, diferente da anterior.

332.           Lopes, J. B. Silva (1781-1850) – “Corografia ou memória económica, estatística e topográfica do Reino do Algarve, J. B. Silva Lopes.”

a.   Espólio de 1855.

b.   Corographia, da Memoria económica, estadística e topográfica do reino do Algarve. Lisboa, Typ. da Acad. Real das Sciencias 1841.

333.           Lubbock, John William (1834-1913) – L'homme avant l'histoire, étudié d'après les monuments et les costumes retrouvés dans les pays de l'Europe; Suivi d'une description comparée des moeurs des sauvages modernes. Trad. M. Ed. Barbier (também tradutor de Darwin). Paris: G. Baillière, 1867.

a.   BGPL. Não dava para ver data, local, nome do autor, etc., porque o exemplar não trazia capa, folha de rosto e mais outras.

b.   No inventário de órfãos de 1899 (José de Anchieta) surge apenas “L’Homme avant l’Histoire de Lubbock”.

334.           Lubbock, John William (1834-1913) – L'homme Préhistorique étudié d’après les monuments et les costumes  retrouvés dans les différents pays de l’Europe suivi d’une étude sur les moeurs et coutumes des sauvages modernes. 228 gravuras. 3ª ed., rev. e aum. Paris: Félix Alcan, 1888 (Bibliothèque Scientifique Internationale, LXIII. Trata-se do Tomo I).

a.   BGPL. Carimbo da B. M. “Loanda” no ante-rosto e na folha final.

335.           Luciano (Luciano de Samósata) – “Auteurs Grecques – Lucien, Paris, 1881”

a.   Trad. de C. Leprévost, Hachette (saíram em Paris esse ano pelo menos cinco livros de Luciano de Samósata). 

336.           Lucrécio (Tito Lucrécio Caro) – “Lucrece, por Lagrange, 2 vol’s”.

a.   Aparece no espólio de Benguela de 1856 (J. J. Vieira de Carvalho).

b.   Penso que referem De la nature des choses (De rerum natura), de que há uma versão de La Grange (Nicolas La Grange, 1707-1767), impressa postumamente em 1768, justamente em 2 vols. Essa versão (Paris: Bleuet, 1768) o tornou famoso, embora fosse contestada.

337.           Lysias – Œuvres Completes de Lysias, traduites en François […].

a.   BGPL. Encadernado em Lisboa pela “Lisboa & C.ia, Livr.ª Internacional, Encadernadores”, conforme o selo no verso da capa.

b.   Era a edição de Paris: De Bure ; Th. Barrois ; Alexandre Jombert, 1783 (trad. Abbé Auger).

338.           Macedo, José Agostinho de (1761-1831) – “Os Burros”. Paris: 1827. – impr. Rignaux.

a.   BGPL. Formato de livro de bolso pequeno. No verso da folha que substitui a capa, manuscrito: “Silva Marques”.

b.   Há também uma edição de 1835, impressa em Paris, na “Casa Tipográfica de Casimir”. Exemplar oferecido. Na folha de rosto, manuscrito: “Pereira da Silva[11], pai, 600.00”. Formato de bolso, um pouco maior que o anterior.

339.           . –– “Poema dos Burros, por J. A. de Macedo – 1 vol.”

a.   Espólio de 1856 (J. J. Vieira de Carvalho).

b.   Foi muito anunciado no Diário de Pernambuco, por exemplo a 20.1.1837.

340.           Mach, P. José (José Mach Escriu, 1810-1885) – “Tesoro del sacerdote ó Repertorio de las principales cosas que há de saber y practicar el sacerdote para santificar-se a si mismo, y santificar a los demás. Barcelona, Imprenta de Francisco Rosal, heredero de José Gorgas, 1866.”

a.   ANA.

b.   Esta foi a 4ª edição. 

341.           Maistre, Xavier de (1763-1852) – “Viagem à Roda do meu Quarto seguida da expedição nocturna à roda do meu quarto.          Versão de Fernandes Costa com notícia biográfica do autor. Lisboa, Casa Editora David Corazzi, 1888.”

a.   ANA. O exemplar apresenta carimbo do estabelecimento de “António de Miranda, Livraria & Bilhares, Mossamedes”. Sem data. Apresenta ainda carimbos do Museu de Angola e do CNDIH. Capa (em papel fino) com os três carimbos.

342.           Marecos, Ernesto (Ernesto Frederico Pereira Marecos, 1836-1879) – Juca, a Matumbolla: lenda africana.

a.   Lisboa: A. J. F. Lopes, 1865 (tipografia do Panorama).

b.   ANA. Este exemplar pertenceu à Diamang, depois ao Museu de Angola e ao CNDIH. É, portanto, possível que não tenha circulado em Angola. No entanto, a julgar pela biografia do autor, outros exemplares andaram certamente por Angola no século XIX.

343.           Maria, Pe Francisco Santa (1653-1713) – “O céu aberto na terra: História das Sagradas Congregações dos cónegos seculares de S. Jorge de Alga e S. João Evangelista em Portugal. Lisboa: Oficina de Manuel Lopes Ferreira, 1697.”

a.   ANA.

b.   BGPL. Outras edições: 1874, 1880.

344.           Marins, Eugène Aristide Marre de (1823-1918) – “Ny Rahalahy Roa: Conte malgaxe”. Revue orientale et americaine. Nouvelle série. Nº 1. Paris: 1877.

a.   ANA.

b.   Houve uma edição em Antananarivo em 1887.

345.           Martins, Joaquim Pedro de Oliveira (1845-1894) – “Um livro «Portugal e o Socialismo».”

a.   Espólio de 1900 (Pedro Freire de França).

b.   Portugal e o Socialismo: exame constitucional da sociedade portugueza e a sua reorganização pelo socialismo (Lisboa: Tip. Sousa Neves, 1873).

346.           Martins, Joaquim Pedro de Oliveira (1845-1894) – “Portugal Contemporâneo”.

a.   Espólio de 1900 (Pedro Freire de França). Sem mencionar autor. A primeira edição foi de 1881, mas teve logo várias reedições.

347.           Mata, Joaquim Dias Cordeiro da (1857-1887) – “Delírios: versos. Luanda, 1888.”

a.   ANA.

348.           . –– “Ensaio de Dicionário Kimbundo-Português.” Lisboa: 1893 (tipª Estereotipia Moderna de A. M. Pereira).

a.   ANA.

349.           Matos, Ricardo Pinto de (1839?-1882) – “Manual bibliográfico português de livros raros, clássicos e curiosos. Porto, Livraria Portuense, 1878.”

a.   ANA. As letras da fotocópia estavam muito apagadas, nesta como em outras partes das listas. Emendei pelo que vi no próprio exemplar em linha.

b.   “Revisto e prefaciado pelo Snr. Camilo Castelo Branco” (na folha de rosto).

350.           Mattos, Raimundo José da Cunha (1776-1839) – “Memórias da campanha do senhor D. Pedro D’Alcântara ex-imperador do Brasil no reino de Portugal, com algumas notícias anteriores ao dia do seu desembarque. Tomo segundo. Rio de Janeiro S/E, 1833.”

a.   ANA.

b.   O volme I da sua Corografia histórica de Minas Gerais (1837, 2 vols), era anunciada no DP, 23.7.1840. Igualmente o Repertório da legislação militar, atualmente em vigor no Exército e na Armada do Imperio do Brasil, oferecido a D. Pedro II (a edição de 1837 ou a de 1842, “em segunda mão”) anunciava-se no DP a 17.2.1845.

351.           Maudsley, H. (Henry Maudsley,1835-1918). Le crime et la folie. 5ª ed. Paris, Félix Alcan, 1888.

a.   BGPL.

352.           Melo, D. Francisco Manuel de – “Feira de anexins, Obra Póstuma [...] agora dada à luz pela primeira vez […]. Lisboa, Livraria de A M. Pereira, 1875.” Edição de Inocêncio Francisco da Silva.

a.   ANA. Este exemplar estava em falta.

b.   Vi outro da mesma edição, com assinatura de posse de Antº M. Basílio Ferro, localizando-se no “Dondo, 18=8=96”. Tem carimbos do Museu de Angola e do CNDIH.

353.           Melo, Joaquim Lopes Carreira de (1816-1885) – “Compêndio de civilidade moral e religiosa para as escolas de instrução primária. Lisboa, Tipografia Universal, 1862.”

a.   ANA.

354.           Melo, Sebastião José de Carvalho e – “Obras do Marquês de Pombal, 5 vol’s.”

a.   Espólio de 1855 (J. L. da Silva Viana).

b.   Talvez a publicação de “Cartas e outras obras seletas […]”, de que há uma edição de 1820, outra de 1822 e outra de 1848-1849. Porém, são todas em 2 vols.

355.           Mendes, Alves (António Alves Mendes da Silva Ribeiro, 1838-1904) – “D. António Barroso bispo do Porto (perfil). Porto, Aloysio da Cunha Leite, 1899.”

a.   ANA.

b.   “Nova edição mais correta e acrescentada”

356.           Mendes, António Lopes (1835-1894) - A Índia Portugueza. Breve descrição das possessões portuguesas na Ásia [...].

a.   ANA: “Lisboa, Imprensa Nacional, 1886. 2 vols.”

357.           Mendonça, A. P. Lopes de (1826-1865) – Memórias d’um Doido. “3ª ed., Lisboa, Lusitana, 1849.”

a.   ANA. A data é a da 1.ª ed., os restantes elementos são da 3.ª. Não pude consultar o exemplar. A 3ª edição é já do século XX. O editor é F. A. de Miranda e Sousa. A Lusitana foi a tipografia, mas na folha de rosto aparece como editora e, por isso, consta assim também no catálogo da Biblioteca Nacional de Lisboa, onde se indica uma data incompleta: “[195-]”. O livro não contém data, pelo que devem ter colocado a da 1ª ed..

358.           . –– Memórias de Literatura Contemporânea. Lisboa: 1855 (tipografia do Panorama).

a.   BGPL. O exemplar pertenceu a Joaquim Eugénio de Sales Ferreira, que assina sobre a folha de rosto.

359.           Menezes, D. Luís de (1632-1690) – História de Portugal restaurado. 2 vols. Lisboa: oficina de João Galrão.

a.   Constante nas listagens do AHU: “1679/1698. 2 vols.” Vol. I: 1679; vol. II: 1698.

360.           Menezes, Sebastião Lopes de Calheiros (1816-1899) – Apontamentos apresentados à Comissão encarregada dos melhoramentos da província de Cabo Verde. Lisboa: IN, 1866.

a.   ANA.

361.           Menezes, Vasco Guedes de Carvalho (1824-1905) – Apontamentos para a História de Angola.

a.   ANA. “Funchal, Tip. Funchalense, 1882.”

362.           Merimée, Prosper (1803-1870) – Carmen; A Senhora de Chaverny (Chéverny). Trad. Mariano Level. Lisboa, A. M. Pereira, sd.

a.   BGPL. Carimbo da C. M. “Loanda”.

363.           . –– Lettres à une Inconnue. 5.ª ed., rev.ª. 2 vol’s. Paris, M. Lévy Frères, 1874.

a.   BGPL. O exemplar pertenceu a Alfredo Troni, que assina na folha de rosto e localiza: “L.da /15/5/78” – o que se repete nos dois vol’s. Carimbos da B. M. “Loanda”.

b.   Com estudo de H. Taine.

364.           Mentelle (Edmé Mentelle, 1730-1816) – Choix de lectures geographiques et historiques. Présentées dans l'ordre qui a paru le plus propre à faciliter l'étude de la géographie de l'Asie, de l'Afrique & de l'Amérique. Précédés d’un Abrégé de Géographie, avec des Cartes.  Paris, 1783.

a.   BGPL.

365.           Mexia, Pedro – “Silva devaria leccion. Madrid, Matheo de Espi…, 1673”.

a.   ANA.

b.   Silva de varia leccion. “En la qual se tractan muchas cosas muy agreables, y curiosas”. O próprio autor traduziu de latim para espanhol “com muchas sentencias morales” e a obra ganhou, “en esta ultima impression quinta e sexta parte” – conforme consta no exemplar.

c.    En Madrid, por Matheo de Espinosa y Arteaga, a costa de Antonio del Ribero Rodriguez.

366.           Mézières, M. L. (Louis Marie Henri de Mézières, 1793-1872) – Influence du Régime Représentatif sur la Félicité Publique. Paris, Ladrange, 1846-1850.

a.   BGPL. O exemplar veio sem capa.

b.   ANA.

c.    No vol. I (1846) não se indica nome de autor.

367.           Millot (Claude François Xavier, 1726-1785) – História Universal.

a.   Consta em espólio de 1855 (J. L. Silva Viana): “Histª Universal, Abade Millot, 10 vol’s”. Vendia-se também no Recife (v. ex. DP, 29.5.1840; 29.1.1842; 3.2.1845) e no Rio de Janeiro (v. JC, 16.2.1830). “Traduzida em vulgar por J. J. B.” Creio que foi impressa por Francisco Rolland no fim do século XVIII (a partir de 1780).

b.   ANA: “Millot, Abade. História Universal. Lisboa, Typ. Rollandian, 1783/1824. 10 vol’s.”

368.           . –– “Obras de Millot, 1 vol.”

a.   Espólio de 1856 (J. J. Vieira de Carvalho).

369.           Molière – Obras.

a.   “Obras de Molière”, 2 vols – espólio de 1856 (J. J. Vieira de Carvalho).

b.   “Molière, Oeuvres complètes”, 2 vol’s mais 1 vol. – espólio de 1899 (José de Anchieta).

c.    As obras ou Oeuvres também se anunciavam no Recife e no Rio de Janeiro. V., por exemplo, o Jornal do comércio de 21.6.1830.

370.           Montesquieu – Oeuvres. Lyon, Amable Leroy, 1805.

a.   BGPL. A coleção completa. A data é a do tomo I. No verso da capa, canto superior direito, um selo indica a posse: “R. Felner”.

b.   Outra edição de que se indicam “7 tomos” aparece também no BGPL.

c.    As Oeuvres anunciavam-se, naturalmente, no Rio de Janeiro e no Recife, em francês e português (por exemplo: Jornal do Comércio, 21.3.1830; 4.1.1830. Diário de Pernambuco, 15.4.1837; 12.1.1837, 14.3.1837[12], 4.2.1845)

371.           Moraes (Antº Inácio Coelho de Morais?) – “Gramática grega de Moraes”.

a.   Espólio de 1899 (José de Anchieta).

b.   O que de mais parecido e próximo encontrei foi um Compêndio de Gramática da Língua Grega, de António Inácio Coelho de Morais (Coimbra: Real Impr. da Univ., 1834). Do mesmo autor sai em 1874 o Novo Compêndio de Gramática Grega, comparada com as línguas latina e portuguesa (Coimbra: Impr. da Univ.).

372.           Moraes (António de Morais Silva, 1755-1824) – “Dicionário Moraes, 1831, 2 vol’s”.

a.   Espólio de 1855. Espólio de 1883.

b.   Anunciava-se muito no Recife, por exemplo no Diário de Pernambuco de 8.4.1842 e 8.2.1845 (esta edição).

c.    Anunciava-se também no Rio de Janeiro (v., por exemplo, Jornal do comércio, 17.1.1845).

d.   Menciona-se outro exemplar “em segunda mão”, num espólio de 1833. Impossível determinar qual edição.

373.           Mota, I. F. Silveira da (Inocêncio Francisco Silveira da Mota, 1836-1907) – “Quadros de História Portuguesa. Lisboa, Casa de A. M. Pereira, 1879.”

a.   ANA.

374.           Moura, Miguel de (1538-1600) – “Crónica do Cardeal D. Henrique, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Sem mencionar autoria.

b.   Título completo: Crónica do cardeal rei D. Henrique, e vida de Miguel de Moura escrita por ele mesmo. Publicadas com algumas annotações pela Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis. Lisboa, 1840 (tipª da Sociedade).

375.           Murr, M. de (Christophe Théophile de Murr, ou seja, Christoph Gottlieb von Murr, 1733-1811) - Histoire diplomatique du chevalier portugais Martin Behaim de Nuremberg: Avec la description de son globe terrestre.

a.   ANA.

b.   "S/L, S/E, 1802". Penso que a trad. de H. J. Jansen. Strassbourg et Paris : Treuttel et Würtz, 1802.

376.           Nachtigal, Gustav (1834-1885). Sahara et Soudan. Trad. (do alemão) Jules Gourdault. Vol I. Paris: Hachette, 1881.

a.   BGPL. Na p. VIII (fim do «avant-propos») carimbo da B. M. “Loanda”.

b.   O volume I é relativo à passagem por Tripolitana, Fezzan, Tibesti, Kanem, Bordou e Bornou.

c.    Inclui 99 gravuras (em madeira) e 1 mapa.

377.           Napoli, Pe Angelo Piccardo da; Sorrento, Pe Girolamo Merolla da – “Napoli, (p.) Angelo Piccardo. Breve, e sucinta relatione del viaggio nel regno di Congo nell’África Meridionale, fatto dal P. Girolamo Merolla da Sorrento… Napoli, Francesco Mollo, 1692”.

a.   ANA.

b.   Trata-se da 1ª ed., Relação escrita pelo Pe Sorrento, versão de Piccardo da Napoli.

378.           Nazareth, Francisco J. Duarte – “Nazareth Códigos de processo civil”

a.   Espólio de 1886 (Floreano José Mendes da Conceição, devoto de Nª Srª da Conceição. A sua filha [menor], Florinda, foi educada por Teresa Ferreira Torres d’Oliveira, penso que viúva de José Luís da Silva Viana. N. do Golungo Alto [1836], Angola, casado com Maria da Costa Corvelo. Filho “ilegítimo”. F. a 13.8.1886, na freguesia do Pópulo, Benguela. Residia em Benguela e Dombe Grande. Espólio somente jurídico). 

b.   Indica ainda outro de “processo criminal” do “mesmo” Nazareth. O Civil é de 1850 e o Criminal de 1849, mas houve mais edições.

379.           Nepos, Cornelius (c/110AC-c/24AC).

a.   Consta na lista de livros enviados para Angola em 1852 (“Cornelo Nepote”, sem indicação de título, Pádua, 1754, 2 ex’s) e nos Inventários de 1855 (José Luís da Silva Viana, “Cornelio Nepotes, 1 vol.”) e de 1899 (José de Anchieta, onde consta como “Cornel e os Nepos”).

b.   Encontrei anúncios referentes a ele no DP de 1837 a 1845.

c.    Muito anunciado no Recife (por ex., DP 4.2.1837, 1.3.1845), “trad. ao pé da letra” (9.3.1842), ou novo (30.12.1840), ou não, em Latim (24.3.1840).

380.           Neri – “Gramª Portª de Neri”.

a.   Assim consta no espólio de 1856 (J. J. Vieira de Carvalho).

381.           Niebruck – “Autores Alemães Niebruck”

a.   Espólio de 1899.

b.   Será Niebuhr, Barthold Georg (1776-1831)? Incluído na série Les auteurs Allemands, com edição de “Mme L. Koch”, impresso em Paris, para a Hachette, na tip. Lahure. O título da obra dele escolhida para a coleção: Histoires tirées des temps héroïques de la Grèce.

382.           Nogueira, A. F. (António Francisco Nogueira) – A ilha de S. Thomé : a questão bancária no ultramar e o nosso problema colonial. Lisboa: 1893.

a.   Tipª do jornal As colónias portuguesas.

b.   ANA.

c.    Penso que o autor veio de Pernambuco, fazendo parte da segunda colonização de Moçâmedes.

383.           Nogueira, A. F. (António Francisco Nogueira) – “A Raça Negra”.

a.   Espólio de 1900. Sem mencionar autoria.

b.   A raça negra sob o ponto de vista da civilização da África, Lisboa, 1880 (Tip.ª Nova Minerva).

384.           Nogueira, José Félix Henriques (1823-1858) – “Estudo sobre a Reforma em Portugal, 2 vols”.

a.   Espólio de 1855.

b.   Estudos sobre a Reforma em Portugal. Lisboa: 1851 (impresso na Tipografia Social).

385.           Norvins? (Jacques Marquet de Norvins, baron de Montbreton, 1769-1854) – “estória de Napoleão, 4 vol’s”.

a.   Assim consta em Inventário de 1873 (Manuel Ferreira Torres), no de 1856 e no de 1855. Neste último havia mais uma informação, não muito exata, sobre autoria: “M. Norviny”.

b.   Em coincidência total de título e número de volumes parece-me que só pode ser a de Norvins.

c.    Essa teve tradução para português, em quatro volumes, de J. G. G. C. J. e J. X. T. S. (imprimiu-se em Lisboa, na tipª de Antº Sebastião Coelho, 1841-1842).

d.   Houve outra edição da mesma tradução, com mesmo número de volumes, em 1844-1849, impressa na tipª L. C. da Cunha (Lisboa). Mas a mesma tipografia (L. C. da Cunha) fizera impressão desta mesma tradução em 1841-1842 e circulava pelo Maranhão no princípio do século XX (1907, segundo autógrafo de posse (Biblioteca Municipal Orígenes Lessa, 2016)). Na de 1844-1849 mencionava-se mais a “Description du tombeau de Napoléon 1er par Le Colonel Gérard, Sécrétaire-général, Archiviste de l'Hôtel Impérial des Invalides.”

e.    Constava, a primeira edição, do catálogo da Biblioteca Fluminense em 1852 (Biblioteca Fluminense, 1852, p. 244).

f.     Publicaram-se vários anúncios relativos a estas edições no Rio de Janeiro (v., por exemplo, no Jornal do comércio, 3.2.1844) e no Recife (DP, 4.1.1840; 20.10.1840; 1.12.1840; 15.5.1845 – em dois anúncios diferentes neste dia. A 7.2.1842, p. 4, vendia-se uma “História Napoleão” sem qualquer outra referência).

386.           Nunes, Cláudio José (1831-1875) – Cenas Contemporâneas: primeira parte - drama ; segunda parte – comédia. Lisboa: Rolland & Semin, 1873.  

a.   BGPL. O exemplar pertenceu a Joaquim Eugénio de Sales Ferreira, que era professor da “Escola principal de Loanda”, como em 1874, ano em que integrou o júri dos exames finais, para o qual o nomeara o governador-geral interino a 25.6.1874.

b.   Carta-prólogo de J. M. Latino Coelho. É um livro de poemas, incluindo em francês.

387.           Olafsen (Eggert Ólafsson, 1726-1768) et Povelsen (Bjarne Povelsen, ou Bjarni Pálsson, 1719-1779) – Voyage en Islande fait par ordre de Sa Majesté Danoise contenant des observations sur les moeurs et les usages des habitants; [...] avec un atlas.

a.   Trad. Gauthier de Lapeyronie. 5 vols. Paris: Frères Levault, 1802.

b.   BGPL.

388.           Oliveira, Bento José de – “Nova gramática portuguesa compilada de nossos melhores autores para uso das escolas e dos que se habilitam pra o magistério primário. Coimbra, Francisco França Amado, 1898.”

a.   ANA.

b.   A 1ª ed. foi a de Coimbra : Imp. da Universidade, 1862.

389.           Olivier, J. – “O Desgraçado Napolitano ou Vida de Monsiur Bonelli”.

a.   BGPL. O título era O desgraçado Napolitano ou a vida de Mr. Roselli traduzida do Francez e composta por elle mesmo. Lisboa, 1814 (tip.ª Lacerdina). Há uma edição de 1814, realmente. A autoria é por vezes atribuída ao Abade J. Olivier, como se pode conferir nesta listagem em linha, consultada a 21.5.2023: http://www.caminhosdoromance.iel.unicamp.br/cronologias/traducao.htm.

390.           Omboni, Tito (Tito Antonio Omboni, 1811-1900) – “Viaggi nell’Africa Occidentale. Milano, Stabiliment di Civelli G. e C., 1846.”

a.   ANA.

b.   A referência que encontrei, em linha, foi a de Milano: Civelli, 1845.

391.           Orbigny, Alcide Dessalines d' (1802-1857) – L’Homme américain (de l’Amérique méridionale) considéré sous ses rapport physiologiques et moraux.

a.   BGPL.

b.   O Tomo II saiu em 1839 (Paris: Pitois-Levrault Cie). Há um quase homónimo, de Louis Simonin, mas sobre “les indiens des États-Unis” (Paris: A. Bertrand, 1879).

392.           Ornelas, Aires de; Couceiro, Henrique; Costa, Eduardo e Albuquerque, Mousinho de – “A campanha das tropas portuguesas em Lourenço Marques e Inhambane. Lisboa, M. Gomes, 1897.”

a.   ANA. O editor era “Livreiro de Suas Magestades e Altezas”.

393.           Ovídio – “Oeuvres d’Ovide”.

a.   Como consta no catálogo da BGP, onde li o tomo I.

b.   Trata-se desta edição: “Oeuvres d'Ovide, traduites en vers français, contenant : l'Art d'aimer et le Remède d'amour  / Ovide ; ses Epîtres et ses Elégies, par Thomas Corneille”. Paris: Caille et Ravier, 1810.

394.           . –– Os Fastos de Publio Ovidio Nasao, com tradução em verso Português por António Feliciano de Castilho; seguidos de copiosas anotaçoes por quasi todos os escritores Portuguezes contemporâneos.

a.   BMB. Tomos I a III (Lisboa, Academia Real das Ciências, 1862).

395.           Paret, Pedro de Montegon y (1745-1824). “Eusébio, história sacada de las memorias d’ele mesmo, D. Pedro de Montengor, 4 vol’s”.

a.   Espólio de 1855. 

b.   Esta novela, de intuito pedagógico, foi publicada inicialmente entre 1786 e 1787. Censurada em 1799, foi emendada pelo autor e republicada entre 1808 e 1808. Antes e depois houve muitas edições, incluindo em 4 vol’s.

396.           Park, Mungo (1771-1806) – “Travels in the interior of districts of Africa, performed in the years 1795, 1796 and 1797 with an account of a subsequente mission to that country in 1805 […] to which is added an account of the life of Mr. Park, Londres, Milner.”

a.   ANA.

b.   Não pude consultar o livro. O editor será “Bulmer”? (o da 1ª edição)

397.           Pato, Raimundo António de Bulhão (1828-1912) – Paquita. 1 vol.

a.   BGPL. Primeira edição: 1866, com carta introdutória de Alexandre Herculano, em um volume. Não vi o exemplar.

398.           Paulo V – Rituais.

a.   “Paulo V, Rituais, Coimbra, 1740”.

b.   Consta da listagem de 1852.

399.           Parny (Evariste-Désiré de Forges, Visconde de Parny – 1753-1814) – “A Guerra dos Deuses”.

a.   Espólio de 1899. “poema em 10 canções”, datado de 1799, de cariz licencioso.

b.   João Pereira de La Cerda (pai) traduziu este livro de Parny para português.

400.           Pedro (I do Brasil e IV de Portugal) – “Carta Constitucional da Monarquia Portuguesa. Lisboa, Impressão Régia, 1827.”

a.   ANA. O exemplar pertenceu a Caetano Maria de Brito Costa Favos (não devo ter lido bem. Seria Caetano Maria de Brito da Costa e Faro, 1791-1841? Pouco provável. Ou o homónimo, que recebeu Foro e Alvará de Fidalgo Cavaleiro da Casa Real em 1854?). Era um livrinho muito pequeno.

401.           Pelletan, Eugène – La Famille: La Mère. Paris ; Bruxelas ; Leipzig ; Livourne: A. Lacroix ; Verboeckhoven & C.ie, 1865.

a.   BGPL. Escrito no verso da primeira folha, a lápis: “Oferecido a bordo do [...], no Rio de Janeiro, a 15 de Abril de 1867, pelo velho amigo Ramalho Ortigão – // Começado a ler a bordo do [Mévimarc?], a 3 de Maio de 1867, alto mar, 60 ou 70 horas antes de chegar ao Pará. – // Vieira [?] // a bordo do [Mévimarc?] – / 3 de Março de 1867”.

402.           Penha, João – “Por montes e vales (prosa). Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso e Irmão, 1899.”

a.   ANA. No verso da contra-capa, ao cimo, do lado esquerdo, um selo diz: “Paulino/82/R. N. Trindade” (penso que Rua Nova da Trindade, nº 82). Carimbos do Museu de Angola e do CNDIH.

403.           Pereira, Bento (1605-1681) – “Prosódias, Évora, 1697; 2 ex’s”.

a.   Livros enviados em 1852.

b.   A primeira edição das Prosodia in Vocabularium trilingue fez-se em Évora, 1634. A edição enviada era a sétima e tornara-se uma edição de referência. Funcionava como manual escolar.

404.           Pereira, “Duarte Pacheco – Esmeraldo de situs arbis. Lisboa, Imprensa Nacional, 1892.”

a.   ANA.

b.   Edição de Eduardo de Azevedo Basto.

405.           Pereira, Francisco Maria Esteves (1854-1924) - História dos Martires de Nagran: versão etiópica. Lisboa, IN, 1899.

a.   BMB.

406.           Pierron, Pierre Alexis – (1814-1878). “Lit. Romaine e Lit. Grecque de Pierrau”.

a.   Espólio de 1899.

b.    Histoire de la littérature romaine. Teve muitas edições. A 2ª datava de 1857, a 3ª de 1863, a 5ª de 1869 (Paris: Hachette). A 12ª, de 1884 (ainda na Hachette) era “aumentada de um apêndice bibliográfico”. Há edição de 1890.

c.    O mesmo para Histoire de la littérature grecque, cuja primeira edição (posterior à ‘romana’ data de 1850, em Paris, pela Hachette) e também teve republicação em 1857 (Paris: Hachette), em 1863 (ainda na Hachettte) e várias outras.

d.   Ambas se incluíam na série Histoire Universelle, dirigida por V. Duruy.

407.           Pigafetta, “Filippo. Relatione del reame di Congo et delle circonvicine contrade. Trata dalli scritti e ragionamenti di Odordo Lopez Portoghese. Roma, Bartolomeo Grassi, s/d.”

a.   ANA.

408.           Pimentel, Alberto (Alberto Augusto de Almeida Pimentel, 1849-1925) – “Netas do Padre Eterno”.

a.   Espólio de 1900.

b.   Edição: As Netas do Padre Eterno: Romance original. Lisboa: AMP, 1895.

409.           Pinto, Júlio Lourenço (1842-1907) – “Estética Naturalista, estudos críticos. Porto, Livraria Portuense de Clavel e C.ª, 1884.”

a.   Introd. de Guilherme de Castilho.

b.   ANA. Levou, na folha de rosto (lá dentro em outras também), carimbos do Museu de Angola e do CNDIH.

410.           Pinto, Serpa (Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto) – Como eu atravessei a África.

a.   ANA.

b.   Título completo: Como eu atravessei África : do Atlântico ao mar Índico, viagem de Benguella à contra-costa através de regiões desconhecidas, determinações geographicas e estudos ethnographicos.

c.    2 vol’s. “Londres, Crown Buildings, 1881.” – impressão: Sampson Low, Marston, Searle, e Rivington.

411.           Pinto, Silva – António José da Silva Pinto (1848-1911). “Combates e críticas (1875-1881). Porto, tip. De António José da Silva Teixeira, 1882.”

a.   ANA.

b.   Penso que esta foi a 1ª ed., havendo outra de 1886, mesma cidade e tipografia. Esta saiu já com prólogo de Camilo Castelo Branco. Por estar em mau estado não me foi dado consultá-la.

412.           Pita, Sebastião da Rocha – “História da América Portuguesa desde o ano de mil e quinhentos do seu descobrimento até o de mil e setecentos e vinte e quatro. Lisboa, Francisco Artur da Silva. 1880.

a.   ANA.

413.           Plutarco – Les viés des Hommes Illustres. Paris, Plon Frères, 1850.

a.   BGPL. Carimbos da B. M. “Loanda”.

b.   Trad. Ricard, que faz uma biografia do autor. Esta nova ed. é “adaptada ao uso da juventude” pelo Abbé Levecque. Foi feita com o apoio do episcopado e dos “patronatos”. Um só tomo, sobre Demóstenes. Não sei se no começo foram mais.

414.           Posser, Pedro M. - Maravilhas da Criação ou História  e Descrição Ilustrada dos Animais compreendendo Mamíferos, Aves, Reptis e Peixes. Sua classificação científica, caracteres, hábitos, usos e instintos. Enriquecida na parte respectiva ao homem com noções mais essenciais de anatomia e physiologia. Compilação das obras dos mais notáveis naturalistas estrangeiros por […]. Lisboa, Biblioteca das Maravilhas, 1879-1880. Os dois primeiros volumes são de 1879.

a.   Espólio de 1900.

415.           Pradt, M. de (Dominique-Georges-Frédéric de Rion de Prolhiac Dufour de Pradt, 1759-1837) – “Les trois ages des colonies ou de leur état passé, présent et a venir. Paris, Chez Giguet et Cie, 1801/1802. 2 vols.”

a.   ANA, onde se menciona: “T. I, Paris, 1801-1810.” Segundo o «Avertissement» do autor, a impressão terminou em 1800. Tem carimbo da Biblioteca Nacional de Angola (numerado em 21.9.1955) e do Museu de Angola. Tem um selo da “Livraria A. Chaves de Almeida.” (seria do escritor colonial Américo Chaves de Almeida (A terra de Ossobó, Da Unidade Nacional, etc.)? Na primeira página do prefácio, em cima, à direita de quem vê: “pertence a A. Sª” – o nome continua mas não se percebe.

b.   O livro foi muito lido no Brasil. Tal como as Oeuvres politiques e uma tradução de Obras completas (em 28 vols como as Oeuvres politiques), eram anunciados no Recife (v. DP, por exemplo, 4.7.1842; 18 e 28.2.1845) e no Rio de Janeiro (v., por exemplo, JC, 9.8.1830).

416.           Prescott, G. (William Hickling Prescott, 1796-1859) – Historia de la Conquista del Perú con observaciones preliminares sobre la civilización de los incas. Madrid: 1874.

a.   BGPL.

b.   É a primeira edição (também a norte-americana, em inglês, data de 1847). Impressa na tipografia de Ramon R. de Rivera.

417.           Quicherat, Louis-Marie (1799-1884) – “Chrestomathie de Quicherate”.

a.   Espólio de José de Anchieta (1899).

b.   Chrestomathie ou Premiers exercices de traduction grecque, extraits des auteurs classiques, avec un lexique. A 9.ª ed. é de Paris: Hachette, 1875; a 11ª edição data de 1886. Ambas constam dos catálogos da Biblioteca Nacional de França.

418.           . –– “Prosodie Latine”.

a.   Espólio de José de Anchieta (1899).

b.   A Prosodie Latine é de 1835, sendo Quicherat o editor científico. Talvez se trate da Nouvelle Prosodie Latine, em que o seu nome figura já como autor, e que é dada como 2.ª edição da Prosodie. Foi reeditada pela 5.ª vez em 1846.

419.           Quintiliano. Sem referência ao título. “em Latim. Lxª, 1760, vol. 2 in 8º, 8 exs”.

a.   Lista de livros entregues em 1852.

b.   Será, talvez, a edição de M. Fabii Quintiliano, Inst. Orat., a segunda (a primeira é de 1759-1760, conforme o vol.), em que se publicam os dois volumes de uma só vez. Entretanto me recorda a seleção e tradução de J. Soares Barbosa, feita para o ensino, originalmente impressa em 1788 e depois, em versão nova, em 1836, que juntava os dois tomos em um só volume. Mas não estou certo de que tenha sido feita em Lisboa, só de que se trata de uma reimpressão (ou impressão igual à) da edição de Rollin, que era já uma antologia para uso das escolas e foi seguida, no Rio de Janeiro, até 1830. A versão de “Barbosa” e outra de “Fonseca” mais as Instituições em latim se venderam bastante no Recife entre pelo menos 1830 e 1845. No Rio de Janeiro se venderam muito, sendo por exemplo anunciada no Jornal do comércio de 2.3.1837 a versão de “Barbosa”. Também em Portugal circularam muitas edições.

420.           Quita, Domingos dos Reis (1728-1770) – “Obras de Domingos dos Reis Quita, chamado entre os da Arcádia Lusitana Alcino Micénio. Lisboa, Tipografia Rollandiana, 1781, 2 vols”.

a.   ANA. 2ª edição, “correta, e aumentada com as Obras Póstumas, e Vida do Autor”. Apresenta, na folha de rosto, para além do carimbo do Museu de Angola, uma assinatura impercetível. Anotação manuscrita menciona a oferta da revista Diogo Cão (há um carimbo da revista também).

b.   Integrava também, no Brasil, o catálogo Laemmert.

421.           Radcliffe, Ann (1764-1823) – “Os Mistérios do Castelo de Udolfo Anna Radcliffe, 6 vol’s”.

a.   Espólio de Benguela de 1855. É uma tradução, do francês, de M.P.C.C.d'A. (Lisboa: Tip. Rollandiana,1840).

b.   Anunciavam-se muitas obras da autor (incluindo esta, em francês ou português) no Rio de Janeiro e constava de várias bibliotecas cariocas e de uma do Maranhão (o Gabinete Português de Leitura local).

422.           Raffy, C. (Casimir Raffy, 1820-1884) – Répétitions Écrites d'Histoire Universelle depuis la Creation du Monde jusqu'en 1880 à l'usage de toutes les classes. 9ª ed. Paris: E. Thorin, 1881.

a.   BGPL. Como se percebe pelo título, era um manual.

423.           Reino de Portugal ; Reino de Nápoles – “Convenção sobre os muito altos e poderosos senhores Dona Maria Rainha de Portugal e Victor Amadeu Rei de Sardenha pela qual se estabelece uma recíproca igualdade a respeito de sucessões entre os seus respetivos vassalos”.

a.   ANA.

b.   Tratado de 11.9.1787.

c.    “Lisboa, Régia Oficina Tipográfica, 1787.”

424.           Renan, Ernest (Joseph Ernest Renan, 1823-1892) – La réforme intellectuelle et morale. Paris: Michel-Lévy frères, 1871.

a.   BGPL.

425.           Rendu, Ambroise (1778-1860) – “Cours de Pédagogie”.

a.   ANA. Enviados pelo MNE ao ministro da Marinha e Ultramar 8 ex’s, a 5.5.1846.

b.   Cours de pédagogie, ou Principes d'éducation publique à l'usage des élèves des écoles normales et des instituteurs primaires.

426.           Rengade, Jules (Pierre-Jules Aristide Rengade Roger, 1841-1915) – “Os Grandes Males e os Grandes Remédios”.

a.   Espólio de 1899 (Serafim Pereira de Melo). Avaliado em “10.000 réis”, encadernado.

b.   Os Grandes Males e os Grandes Remédios: Tratado completo das doenças que flagelam o género humano, com a narraçāo circumtanciada das suas causas e sintomas, das alterações e lesões que elas produzem no organismo e dos meios mais racionais de as prevenir e combater pelo Dr. [...]. “Tradução feita (a pedido do editor) por um dos mais distintos Médicos Cirurgiões da Capital.” Lisboa: Empresa Literária Luso-Brasileira, 1883.

427.           Resende, Garcia de – “Crónica dos valerosos e insignes feitos de El-Rei D. João II de gloriosa memória. Lisboa, António Álvares, impressor e mercador de livros, 1622.”

a.   ANA.

428.           Reybaud, Charles (1801-1864) – Le Brésil. Paris, Guillaumin & C.ie, 1856.

a.   BGPL. Na folha de rosto, duas assinaturas: uma, com tinta mais carregada, diz, talvez, “F. P. [Santos]; a outra, mais abaixo e com tinta fraca, diz “J. E. da Costa Sales Ferreira”.

429.           Ribeiro, José Silvestre (1807-1891) – “História dos estabelecimentos científicos, literários e artísticos de Portugal, nos sucessivos reinados da monarquia. Tomo IV. Lisboa, Tipografia da Academia Real das Ciências. 1874.”

a.   ANA.

430.           Ribeiro, Manuel Ferreira (1839-1917) – “Principais investigações sobre as raças, climas e a aclimação dos povos contemporâneos que habitam as colónias portuguesas ou breves intruções antropométricas e antropológicas, climatológicas e etnográficas.”

a.   ANA.

b.   Aí: “Lisboa. Tipografia da Companhia Nacional Editora. 1889.”

431.           Richebourg, Émile (1833-1898) – A avó. 6 vol’s. “Versão portuguesa de Lorjó Tavares.” Lisboa: Tipografia dos Editores, sd.

a.   BGPL. Só tinham o vol. III.

b.   Por outra cota (1263/30/3 – azul) chega-se aos tomos 5-6 em um só volume. Inserido na col. Biblioteca Serões Românticos.

432.           Rodrigues, Afonso (1538-1616) – “Exercícios de Perfeição, Lisboa, 1649; in 4º; 2 exs”.

a.   Livros enviados em 1852. Sendo em português, a data de 1649 me parece impossível. A primeira edição deste livro é de 1609, mas a versão portuguesa (de Fr. Pedro de Santa Clara, que recebeu o hábito a 27.2.1717) será posterior a 1732, quando o tradutor começa a publicar. A mais antiga, em português, a que vi referência, na versão de fr. Pedro, data de 1745, na mesma “oficina”. Não deparei com edição espanhola de 1649, nem sob o nome Alonso Rodriguez.

433.           Romano, “Francesco (p. Fragio). Breve relatione del sucesso della Missione dei Frati Minori Capuccini del seráfico P. S. Francisco al Regno del Congo e delle qualità, costumi e maniere de vivere di quel Regno e suoi Habitatori.

a.   ANA.

b.   A edição que pude ver em linha foi a de Milão: Francesco Mognaga, 1649 (reeditado em 1651). A tipª foi a de Dionisio Gariboldi. Pela pesquisa em rede a 1ª ed. se fez em Roma no ano anterior (1648) e é essa a data referida na listagem do ANA (Rome: Stampa della Sacra Congregatione de Propaganda Fide).

c.    Aí se escreve: “descrita dal Padre Fra Gio Francesco Romano”, que fora “Missionário Apostólico” no mesmo reino.

d.   O autor se chamava Giovanni Francesco Romano e faleceu em 1646.

434.           Roquete, J. I. (Frei José de Nossa Senhora do Cabo Roquete, 1800-1870) – “Dic.º Port. e Francês, Roquete, 1 vol.”

a.   Espólio de Benguela de 1855.  

435.           . –– “História sagrada do antigo e novo testamento enriquecida com notas e reflexões morais para instruções e santificação dos fiéis. Paris, Casa de J. Raillaud, 1850. 2 vols.”

a.   ANA.

436.           Roquete, J. I. ; Fonseca, José da. Dicionário dos sinónimos, poético e de epítetos da língua portuguesa. Entre outras edições há a de Paris: Aillaud, Molon & Cie, 1860, talvez a primeira, com intr. de “J.-I. Roquette”, datada de “Paris, 30 de Janeiro de 1848.”

a.   Consta do espólio de José de Anchieta (1899: “Dicionário dos Sinónimos de Roquete”). Será talvez a edição de Paris: Guillard, Aillaud, 1885 – a última do século XIX para que encontrei referência.

b.   Anunciava-se no Recife também (por ex., DP, 15.8.1840, 28.1.1845).

437.           “Roquete e Fonseca” – “Dicionários de Fonseca e Roquete, 2 vol’s”.

a.   Espólio de Benguela de 1856.

b.   No espólio de Benguela de 1899 (José de Anchieta) faz-se menção a um “Dicionário de Português” de “Roquete”. Não sei se era o que formava com o de Sinónimos um só volume.

438.           Ros, Félix Machado da Silva Castro e Vasconcelos Moreno de Monroy y (1737- ) – “Lances da Ventura, 6 vols.”

a.   Espólio de 1857. As edições de 6 volumes que vi foram a primeira, de 1793-1794, e a de 1830 – ambas impressas em Lisboa.

b.   O livro anunciava-se muito no Recife (v., por ex., DP, 28.1.1837 e 3.10.1840) e no Rio de Janeiro (v., por ex., JC, 6.12.1827 e 27.5.1830).

439.           Roussado, Manuel (Manuel Lourenço Roussado, 1833-1909) – “Roberto: poema cómico. Lisboa, Livraria de A. M. Pereira, 1867.”

a.   ANA.

440.           Rousseau, Jean-Jacques– Œuvres complètes. T. IV. Paris, La Hachette, 1857.

a.   BGPL. Eram 7 volumes ao todo. A coleção pertencia a “Ed. [Eduardo] Ayala dos Prazeres”. Tem carimbos da B. M. “Loanda” (azul e já da “C. M. Luanda”.

b.   Claro que se vendia este título no Brasil também, por exemplo no Jornal do comércio  de 10.5.1830. No Diário de Pernambuco se anunicaram as “Obras Completas” a 22.10.1840, as Mélanges em 1831, 1832 3 1840. Uma edição das Œuvres completes, em 18 vol’s, foi oferecida ao “Gabinete Literário” do Recife em 1840 e, na Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco ainda vi os vol’s II a VI.

441.           S., S., J. S-d’A. de – Corografia Açórica ou descrição física, política e histórica dos Açores. “Lisboa, João Nunes Esteves, 1822”.

a.   ANA. O autor foi João Soares Albergaria de Sousa (1796-1875). J. N. Esteves era o impressor.

442.           Salmon, Thomas (1679–1767) – Lo stato presente di tutti i paesi, e popoli del mondo naturale, politico e morale, con nuove osservazioni, e correzioni degli antichi e moderni viaggiatori. 27 vol’s. Venezia, Giambattista Albrizzi, 1731-1766.

a.   ANA. Indica-se o vol. 26, “continuazione del Africa.” (mesmo local e editor, 1766).

b.   O autor era inglês.

443.           Santa Teresa de Jesus, “Vidas, Lisboa, 1761; ex’s 2”.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

444.           Santo Agostinho “Obras de, Antuérpia, 1577”.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

b.   As Obras de Sto Agostinho, sem que se indique local e data de publicação, nem editora, também se vendiam no Recife na segunda década do século XIX. Depois, desaparecem dos anúncios.

445.           Santo Ambrósio “Obras de, Paris: 1636, II”.

a.    Consta da lista de livros de 1852.

446.           Santo Anselmo “Obras de, Colónia Agrippina, 1612, I”.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

447.           Saintine, X. B. (Xavier Boniface Saintine, 1798-1865) – Les Chemins des Écoliers. Paris: Hachette, 1861.

a.   Nome de nascimento: Joseph Xavier Boniface.

b.   Complemento do título: “promenade / de Paris a Marly-le-Roy / en suivant les bords du Rhin / avec 450 vignettes de G. Doré, Foster, etc”.

c.    Paris: Hachette, 1861.

d.   Edição luxuosa.

e.    BGPL.

448.           São Bernardo “Espelho Monástico, 1751, in 4º, exs 4”.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

449.           São Bernardo “Obras de, Paris, 1561”.

a.   Consta da lista de livros de 1852

450.           São Francisco de Sales, “Introdução à Vida Devota, [Lxª?], 1682; in 4º; 3 ex’s”.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

451.           São Jerónimo –  Epístolas, Madrid [?], 1664, 3 ex’s”.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

452.           São Tomás de Aquino – “Obras de, Lugduni, 1588.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

453.           Saraiva, Francisco Justiniano (Cardeal Saraiva, Fr. Francisco de São Luís, 1766-1845) – “Obras completas do Cardeal Saraiva (D. Francisco de S. Luís), Patriarca de Lisboa. Lisboa, António Correia Caldeira, 1872. 10 vols.”

a.   ANA. Só tinham o tomo I (dedicado sobretudo à História Eclesiástica e tem uma Introdução geral do Marquês de Resende), a 11.2.2003. Mas aparece lá: “Lisboa: IN, 1872”, deduzo que A. C. Caldeira fosse o tipógrafo. O exemplar entrara para a Biblioteca Nacional de Angola a 22.10.1940, com o nº 981.

b.   No Recife anunciavam-se vários títulos do mesmo autor.

c.    Num espólio de Benguela de 1856 se refere o “Índice cronológico” sem menção de autor. Título original: Índice cronológico das navegações, viagens, descobrimentos, e conquistas dos portugueses nos países ultramarinos desde o princípio do século XV. Aparece no tomo IV das Obras completas (Lisboa: Imprensa Nacional, 1875, pp. 3-127). Anunciava-se no Recife a 28.1.1845.

454.           Savary, (Claude-Étienne Savary 1750-1788). Lettres sur l’Egypte. Tomos II e III, Paris, Onfroi, 1786.

a.   BGPL. “M. Savary” (M. de Monsieur), só assim, na listagem.

b.   O tomo I foi publicado em 1785.

455.           Schouppe, Francisco Xavier (1823-1904). “Elementa theologiae dogmaticae”.

a.   ANA. Aí se dá como “21ª ed. T. I. Lyon; Paris: Société Belge de Librairie [1861]”.

b.   Título original: Elementa theologiae dogmaticae e probatis auctoribus collecta et divina verbi ministério.

c.    Há uma edição de Lyon e Paris, também, sd, pelos editores Delhomme et Briguet. Mas esta obra teve muitas edições.

456.           Scott, Walter – “Col. completa de romances de W. Scot, 3 vol’s”.

a.   Espólio de Benguela de 1855.

457.           . –– A Desposada de Summermoor.

a.   Título correto: A Desposada de Lammermoor.

b.   Há uma edição de Lisboa, Imp. Nevesiana, 1836.

c.    A seguinte, em português, era já de 1868 (brasileira).

d.   Edição original: The Bride of Lammermoor, 1819.

e.    Há referência ao título no RJ-GPL e no MA-GPL.

f.     Em Benguela se aponta uma edição em 1 volume só, no espólio de 1855.

g.    Em Luanda encontrei uma edição em 3 volumes nas listagens da Biblioteca do Governo Provincial, não nas estantes.

458.           . –– Formosa Donzela de Parth.

a.   Perth, cidade escocesa que o inspirou.

b.   A Formosa donzela de Perth, ou o dia de S. Valentim foi traduzida livremente por José Maria de Sales Ribeiro para português (Lisboa: Tip. Rollandiana, 1840). Creio ser essa a que consta do catálogo Laemmert de 1841, do da Biblioteca Fluminense e do da biblioteca Mongie (esta, segundo Sandra Guardini T. Vasconcelos (Vasconcelos, s.d.)).

c.    As duas referências encontradas num espólio de Benguela de 1855 podem ser a duas edições diferentes: em uma só se menciona 1 vol., na outra 3 volumes.

d.   Ed. original: St. Valentine's day: or, the fair maid of Perth, de 1828.

459.           . –– Ivanhoé.

a.   Penso que seja a trad. de Antonio José Ramalho, Lisboa, 1836, a das referências de dois anúncios de 3.6.1840 no DP.

b.   Há uma 2.ª tradução, Ivanhoé, ou o regresso do cruzado. Vertido em português por E. P. da Camera. Paris: J.P. Aillaud, 1837, constante do catálogo Laemmert de 1841 e (a julgar pelo título: Ivanhoé ou o Regresso do Cruzado, 4 v’s) vendia-se no DP de 3.2.1842, p. 3..

c.    Várias podem corresponder à mencionada num inventário de órfãos de Benguela de 1873.

d.   Para outras referências no Brasil consulte-se a listagem de Sandra Guardini T. Vasconcelos (Vasconcelos, s.d.).

460.           . –– O misantropo.

a.   O misantropo, ou o anão das pedras negras. Trad. Caetano Lopes de Moura, “natural da Bahia”. Paris: J.P. Aillaud, 1836. Reeditada em 1838, impr. Casimir, in-18.º

                                       i.    Esta edição consta do catálogo Laemmert de 1841 e do catálogo Garnier (sd), e das seguintes bibliotecas: RJ-GPL, RJ-BF, RJ-BM, MA-GPL. Veja-se mais na listagem de Sandra Guardini T. Vasconcelos (Vasconcelos, s.d.). vendia-se no DP a 3.2.1842, p. 3.

b.   A referência do espólio de 1855 em Benguela, falando em 4 vol., pode ser a alguma edição das novelas do autor em várias volumes, um deles O misantropo.

c.    Há uma ed., sem data, junto com A formosa donzela de Perth (RJ: H. Garnier).

461.           . –– “Quintino Durwarh” (Quintino Durward).

a.   Consta de um inventário feito em 1873 (Manuel Ferreira Torres).

b.   Vendia-se no Brasil, claro, por ex., DP, 3.2.1842, p. 3 (“Quentin Durward ou o Escocês na Corte de Luís XI, 4 v’s”).

462.           . –– [O] Talismã, ou Ricardo na Palestina.

a.   Há uma trad. (“do inglês”) de Caetano Lopes de Moura (Paris: J.P. Aillaud, 1837), justamente em 3 vol’s. Parede ter havido uma anterior, de 1825, publicada por B. L. Garnier no Rio de Janeiro (creio ser essa que se chamava só O talismã, como aparece em anúncios do DP de 1840 a 1845).

b.   Referência (para “O Talismã, ou Ricardo na Palestina, Walter Scot, 3 vol’s”) encontrada num espólio de Benguela de 1855.

c.    Algumas referências encontradas no DP para “Ricardo na Palestina”: 3.6.1840, 3.2.1842 (p. 3, “3 v’s”) e 19.5.1845 (este último anúncio transcreve uma lista de ofertas ao “Gabinete Literário”). A tradução foi de Caetano Lopes de Moura (por gralha, saiu no anúncio “Caetano Lopes de Miranda”).

d.   Referências encontradas no DP para “Talismã”: 1.12.1840, 7.2.1842, 4.2.1845.

e.    Referências encontradas no DP para “Talismã, ou Ricardo na Palestina” em 3 vol’s: 24.7.1840.

463.           Sem menção de autor – “Almanaque sobre Fotografias”.

a.   Espólio de 1899.

464.           Sem menção de autor – “Antropologia”.

a.   Espólio de 1899.

b.   Talvez Antropologia : umas breves noções gerais (Lisboa: impr. J. G. Sousa Neves, 1880). Nos índices da Porbase não há nome de autor, como aqui.

465.           Sem menção de autor – “Atlas Moderno e Antigo ou col. de Cartas sobre todas as partes do globo”

a.   Espólio de 1856.

466.           Sem menção de autor – “Contituição do Paraíso Terrestre, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

b.   Título original: Constituição do Paraiso Terrestre pela qual se descobrem as muitas desordens abusos e prejuízos que grassam em Portugal; e se apontam os remedios que parecem os mais oportunos, na epoca actual da feliz regeneração politica que a divina providência tanto facilitou aos Portugueses. A 2ª ed. fez-se em Lisboa, 1833, na Nova Impressão Silviana.

467.           Sem menção de autor – “Dicionário Alemão”.

a.   Espólio de 1893.

468.           Sem menção de autor – “Dicionário da Fábula, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

b.   No DP anunciava-se muito um título igual ou idêntico (“das Fábulas”, “da Fábula”, “de Fábula”), em português, por ex. a 12.1.1837 e a 17.2.1845. Podia ser 1 volume (como aqui) ou dois.

469.           Sem menção de autor – “Dicionário de Geografia”.

a.   Espólio de 1857.

470.           Sem menção de autor – “Divagações Fisiológicas sobre a Vida e a Morte, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

471.           Sem menção de autor – “1 tomo do Eco dos Pretos”.

a.   Espólio de 1857. Não consegui dar com a referência correta.

472.           Sem menção de autor – “Elementos de Gramática Francesa, 1838, 1 vol”.

a.   Espólio de 1855.

473.           Sem menção de autor – “Do Estado Atual da Monarquia Portuguesa, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

b.   Anunciava-se também no Recife: “O Estado Actual da Monarquia Portuguesa” (DP, 30.9.1840, p. 4).

474.           Sem menção de autor – “1 tomo Estória dos Salteadores”.

a.   Espólio de 1857.

b.   Talvez História dos salteadores mais célebres e dos bandidos mais notáveis que têm existido em diversos países. Traduzido do francês. Tip. J. A. S. Rodrigues, 1841. Não possuo mais informações sobre esse título.

475.           Sem menção de autor – “Filipes de Espanha, em inglês”

a.   Espólio de 1857.

b.   Talvez History of the Reign of Philip the Second, King of Spain, que teve várias edições imediatamente antes deste ano. Autor: William H. Prescott. Uma das edições possíveis é a de Leipzig, 1856.

476.           Sem menção de autor – “Formulário prático dos juízes de paz, 1835, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Com estes dados não consegui identificar uma publicação.

b.   No Recife anunciava-se, a 1.5.1845, “1 vol., 1500 réis” de um “Manuel des Juges de Paix”, que talvez fosse o de Levasseur, em “Nouvelle Édition” da responsabilidade de L. Rondonneau, Manuel des justices de paix, ou Traité des fonctions et des attributions des juges de paix […], de que há publicação parisiense de 1833, publicada por Roret.

477.           Sem menção de autor – “Gardner’s Farmer’s Dictionary, New York, 1846.”

a.   ANA. Referido pela Portª 556, do Ministro da Marinha e Ultramar, ao Governador, para divulgarem “partes”. Seria esta a 1ª edição? 

b.   O autor seria Daniel Pereira e havia uma 2ª ed. de 1855 em N.Y. também.

478.           Sem menção de autor – “Geografia, 3 vols”.

a.   Espólio de 1873.

479.           Sem menção de autor – “Gramática Alemã”.

a.   Espólio de 1899.

480.           Sem menção de autor – “Gramática Francesa”.

a.   Espólio de 1883.

481.           Sem menção de autor – “Gramática da Língua Francesa”.

a.   Espólio de 1900.

482.           Sem menção de autor – “Leis ditas da Maçonaria”.

a.   Espólio de 1867 (do espólio constavam também “2 guitarras e uma viola com caixa”, a par de “62 volumes diversos”, uma “Rhettoria” e 24 “panfletos”).

b.   Devem ser os Landmarks.

483.           Sem menção de autor – “2 livrinhos sobre fotografias”.

a.   Espólio de 1899.

484.           Sem menção de autor – O Livro Azul ou a Correspondência Relativa aos Negocios de Portugal apresentada em ambas as Camaras Inglezas, traduzido do Inglês.. Lisboa, 1847 (tipª “do Borges”).

a.   Espólio de 1855. No mesmo ano, e mesma tipografia, se publicou "Nova edição correcta", pelo que não sei qual das duas estava em Benguela.

b.   Na página anterior à folha de rosto reproduz-se retrato do “Visconde de Sá da Bandeira” por “Lopes Júnior” na “Lith. Francesa”.

485.           Sem menção de autor ou coletor – “Mil e uma noites”.

a.   Espólios de 1899 e 1900[13] (dois espólios).

b.   Houve muitas edições. Em um dos espólios de 1900 indicam-se 5 volumes, mas pode não ser a obra toda. Foi muito popular, desde o começo do século XVIII (quando se publicou) a versão do arabista francês Antoine Galland (1646-1715). A versão do médico e poeta Joseph Charles Mardrus (1868-1949) é tardia para as fontes (começou a publicar-se em 1898; José de Anchieta morreu em 1897 e o espólio de 1900 que indica 5 volumes não teria já os cinco).

c.    Naturalmente que o título foi muito anunciado nos jornais brasileiros. Por exemplo no JC de 6.12.1827 e de 8.5.1830 e no DP de 18.6.1828 a 14.6.1842, pelo menos. No DP de 27.2.1837 refere-se um subtítulo: “Contos Arábicos”. Houve uma tradução portuguesa, anónima, publicada em Lisboa em 1801-1803, subtitulada assim.

486.           Sem menção de autor – “Os Mistérios da Política e das Prisões, trad. do Fr., 1 vol”.

a.   Espólio de 1855.

487.           Sem menção de autor – “Notícia dos ministros e secretarios d'estado do regimen constitucional nos 41 annos decorridos desde a regência instalada na Ilha Terceira em 15 de março de 1830 até 15 de março de 1871”. Lisboa, IN, 1871.

a.   BGPL. Tem, na folha de rosto, a assinatura de Alfredo Troni (“Atroni / L.da 19-[?]-82.”

488.           Sem menção de autor – “Ortografia da língua portuguesa, novo método”.

a.   Espólio de 1855 (J. L. da Silva Viana).

b.   Talvez Ortografia da língua portugueza, reduzida a regras gerais e especiais, etc. Com um appendice. e um novo methodo de ensinar e de aprender a ler o português. Lisboa: Imp. Nacional, 1834. Autor: Joaquim José Ventura da Silva.

489.           Sem menção de autor – “Reflexões sobre a Língua Portuguesa”.

a.   Espólio de 1856. Só assim.

b.   Seria título homónimo de Francisco José Freire, publicado em 1842, pela Sociedade Propagadora de Conhecimentos Úteis?

490.           Sem menção de autor – “Reforma da Instr. Primária”

a.   Espólio de 1893 (José António Lopes – um espólio quase só jurídico)..

491.           Sem menção de autor, ou nome ilegível – “[…], Retórica em Português, […], 1786.

a.   Lista de livros de 1852. Logo em seguida vem referida a “Retórica em Latim” do “Pe Luís de Granada”.

b.   Num espólio de 1867 vem só “Retórica”, sem mais referências.

492.           Sem menção de autor – “Tratado de Fotografia, 4 v’s + 1 vol + 1 v.”

a.   Espólio de 1899.

493.           Sem menção de autor – “Tratado de Geografia, 1838, 1 vol”.

a.   Espólio de 1855. Seria o Tratado de Geografia Universal, de Adrien Balbi? Esse anunciava-se no Recife (DP, 18.2.1837, 11.12.1840).

494.           Sem menção de autor – “Versões Gregos”

a.   Espólio de 1899. Seriam as versões de Leconte de Lisle?

495.           Sem menção de autor. A vida de Jesus Christo.

a.   Consta da lista de livros de 1852.

b.   Será a obra “posta em vulgar pelo P. Francisco Manuel do Nascimento”? Essa foi publicada em Lisboa, pela Impressão Régia, em 1819.

496.           Sem menção de autor – “Vida de Lord Byron”.

a.   Espólio de 1856. Menciona-se apenas o título.

497.           Sequeira (Joaquim Filipe d’Araújo Sequeira, n. 1851?) “Sequeira, Joaquim F. A. Fotografia: Tratado teórico-prático. Lisboa,  Imprensa de Libânio da Silva, 1896”.

a.   ANA.

b.   Por estes dados é a 3ª ed.. Edição original: 1886, sob o título “O Photographo Amador: tratado practico” (556 p. : il. ; 23 cm). Foi alterado e aumentado logo na 2ª ed. (1889), e mais ainda nesta.

498.            Shakespeare, William – Hamlet: tragédia em 5 actos. Lisboa, Academia Real das Ciências, 1879.

a.   ANA.

499.           . –– Oeuvres Dramatiques de […]. Nouvelle edition. 2 vol’s. Trad. Benjamin Laroche, Intr. Alexandre Dumas. Paris, Marchand, 1839 ; 1842.

500.           BGPL.

501.           . –– Romeu e Julieta.

a.   Espólio de 1856, Benguela.

b.   Trad. François Victor Hugo (filho de Victor Hugo). As obras completas traduzidas por ele não tinham sido publicadas ainda (começaram a publicar-se em 1859).

502.           . –– Les sonnets de […]. Trad. François Victor Hugo. Paris: M. Lévy Frères, 1857.

a.   BGPL.

503.           . –– The works of William Shakespeare. Londres, Frederic Warne & Cº, sd.

a.   BGPL. O exemplar pertencia a Joaquim Eugénio de Sales Ferreira.

504.           Signori – “Signori, Obras Theologicas; Bononia 1763; vol. 3, 6 exemplares”

a.   Lista dos livros do Depósito dos extintos conventos, entregues em 1852.

b.   Emenda posterior, a lápis: “vol. 5, exemplares 4”.

505.           Silva, António Diniz da Cruz e (1731-1799) – “O Hissopo, poema heroicómico de […], 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Na Biblioteca Pública Estadual de Pernambuco vi um exemplar deste livro. Título correto “O Hissope. Poema Herói-Cómico”. Ed. or., póstuma, de 1802. As edições mais próximas desta data (1855) foram feitas no Rio de Janeiro em 1844 e 1853.

506.           Silva, Luís Augusto Rebelo da (1822-1871). História de Portugal nos séc.’s XVII e XVIII.

a.   BGPL.

b.   T. I (5 Vol’s). Lisboa: IN, 1860.

507.           Smith, Adam – “Recherches sur la nature et les causes de la richesse des nations. Tome Primier. Paris, Imprimerie de Laran et Ce [Cie], 1800/1801. 4 vols.”

a.   ANA. Foi-me dito que estava em falta qualquer dos volumes.

b.   A Riqueza das Nações era muito conhecida no Brasil também, claro. Anunciava-se, por exemplo, no Recife (DP, 24.3.1840). 

508.           Soriano, Simão José da Luz (1802-1891) – História do Cerco do Porto. 2 vol’s.

a.   Inventários de Benguela de 1855 e de 1856. Neste último há duas referências, a primeira delas não nos indica o número de volumes (nem mais nada).

b.   Original: História do cerco do Porto, precedida de uma extensa notícia sobre as diferentes fases políticas da monarquia, desde os mais remotos tempos até ao ano de 1820, e desde este mesmo ano até ao começo do sobredito cerco. Lisboa: Imprensa Nacional, 1846-1849.

509.           Soulié, Frederico (Melchior Frédéric Soulié, 1800-1847) – O Conde de Toulouse, romance.

a.   Espólio de Benguela de 1855: “O Conde de [Toulouse], romance, Frederico Sollie”.

510.           . –– “A bananeira, 2 vols”.

a.   Espólio de 1856. Não menciona autoria.

b.   Tradução portuguesa de F. C. de Mendonça e Melo. Lisboa: 1844. Romance em que o autor procura desmontar as “maquinações” do colonialismo inglês nas Antilhas. Título completo: A bananeira: ou maquinações d’um Inglez nas Antilhas francezas.

511.           . –– Les Drames inconnus: Aventures d’un jene cadet de famille. Tomo II. Paris, Libe Nouvelle, 1857.

a.   BGPL. Inicialmente só me trouxeram este tomo, que faz parte das Oeuvres Complètes, não numeradas. É o volume 2 desse título.

b.   Da série, ainda havia na BGPL o Tomo I: La vie sociale (cuja capa estava danificada); tomo II: Aventures d’un jeune cadet de famille; tomo V: Oliver Duhamel. Os três apresentam o mesmo local, editor e data. Cotas: 1445/30/3, 1446/30/3 e 1448/30/3 (vermelho nos três casos). Menciono as cotas porque elas mostram que estiveram lá também os volumes ou tomos III e IV.

c.    Muitas folhas marcadas. Outras dobradas só pelo desleixo.

d.   Usa recursos gráficos (sobretudo caixa alta) que surgem na literatura angolana em Cordeiro da Mata (na lírica em verso) e Pedro Félix Machado (no romance em prosa). Há personagens que surgem em várias das narrativas, como sucederá no romance de Pedro Félix Machado (Cenas d’África).

512.           . –– As memórias do Diabo.

a.   Espólio de 1856. “Memórias do Diabo, 3 vols”.

b.   Anunciava-se no Recife, “em francês”, por ex. no DP de 3.6.1840. Há uma tradução (de Nery?) publicada em Lisboa em 1843 (tipª Neryana), mas tem 8 volumes. Pode ser que apenas três estivessem no espólio. Foram publicadas primeiro em folhetim (1836), em França. A edição original penso que seja de 1837-1838.  

513.           Sousa, “Antº Caetano de” – António Caetano de Sousa (1674-1759). “Memória históricas e genealógicas dos grandes de Portugal.

a.   ANA.

b.   Lxª. 1755 (“Regia Oficina Silviana e da Academia Real”).

514.           Sousa, José Carlos Pinto de (c. 1750 - ?) – “Biblioteca Histórica de Portugal e do Ultramar – 1 vol.”

a.   Espólio de 1856.

b.   Título original: Biblioteca histórica de Portugal e do Ultramar : na qual se contêm varias Histórias deste Reino e de seus dominios ultramarinos, manuscritas e impressas, em prosa e verso, só, e juntas com as de outros Exilados, escritas por autores portuguezes e estrangeiros […]. Imprimiu-se em Lisboa (Régia Of.ª Tipª) em 1797, não se indicando o coletor. A introdução, dedicada ao “Sereníssimo Senhor” (D. João VI), foi subscrita por José Carlos Pinto de Sousa, que assume a feitura da recolha, elaborada “para um pupilo”.

515.           Sousa, Fr. Luís de (Manuel de Sousa Coutinho, 1556-1632) – “Vida de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855. Talvez a edição de 1842, que era de 2 tomos em 1 volume, impressa em Lisboa na Rollandiana.

b.   Recorde-se que o livro foi composto por Cácegas (Luís de, 1540-1610), sendo a versão portuguesa de Manuel de Sousa Coutinho, muito popular de resto.

c.    Anunciava-se também no Rio de Janeiro (veja-se, por exemplo, JC, 12.6.1830).

516.           Sousa, Manuel Bento de (1835-1899)[14] – “O Doutor Minerva (crítica do ensino em Portugal). Lxª, M. Gomes, 1894.”

a.   ANA. Penso que pode ser uma 2ª ou 3.ª ed., pois há uma recensão à obra datada de 1893 e Mª Leonor Machado de Sousa a refere como segunda, tanto quanto a Bibliografia Henriquina. A 2ª ed. de Cláudio, em 1875, incluía Aquele tempo.

517.           Stanley, Henrique M. – Através do continente negro “ou as nascentes do Nilo, circumnavegação dos grandes lagos da África Equatorial e descida do rio Livingstone ou Congo até ao Oceano Atlânticos. Vol. 1. Lisboa: Mendonça & Irwin, Empresa Editora, 1880”.

a.   ANA.

b.   São “3 vols.” (indicado assim na listagem).

518.           Stockler, Francisco de Borja Garção (1759-1829) – “Discurso sobre a língua e poesia hebraica, 2 vols”.

a.   Espólio de 1855. Sem mencionar autoria.

b.   Dever ser diferente a referência: “Stockler, Garção. Discurso sobre a Língua e a Poesia Hebraica. In Antonio Pereira de Souza Caldas, Psalmos de David vertidos em ritmo português, Paris, Off. de P. N. Rougeron, 1820” (Anastácio, 2005)

519.           Stockler, Francisco de Borja Garção (1759-1829) – Elogio histórico de Pascoal José de Melo Freire dos Reis. “S/L, S/E, s/d” [Lisboa: 1799. – tipª da Acadª Real Ciências].

a.   ANA. Faltam as folhas iniciais e finais. Oferta do Pe Ruela Pombo e da revista 1640. No exemplar não dava para ver o nome do autor.

520.           Sue, Eugène (Marie-Joseph Sue, 1804-1857) – “Artur”.

a.   Espólio de 1855. Refere-se a Arthur, le journal d’un inconnu (Paris: 1837-1839). Não vi tradução portuguesa.

521.           . –– “Filhos do Amor, 1 tomo”.

a.   Espólio de 1857.

b.   Publicou-se, em francês, em 1850. Em 1854 anunciava-se com a publicação de O Aventureiros ou O Barba Azul (também de Sue) na coleção «Biblioteca das Damas», que se começou a publicar em 1852.

522.           . –– “O Judeu Errante, Eugène Sue, 5 vols”.

a.   Espólio de 1855.

b.   Havia uma edição em 3 volumes na BGPL.

c.    Anunciava-se no Rio de Janeiro (JC, 13.1.1845) em 4 vols.

523.           . –– “Os Mistérios de Paris”.

a.   Espólios de 1855 (5 vol’s), 1860[15] (10 vol’s), 1898, 1900[16] (4 vol’s).

b.   Anunciava-se no Recife a 6.5.1845, sem mencionar autoria. Em julho de 1846, no mensário recifense O progresso, comentava-se a obra de Sue, criticando-se um artigo («Algumas palavras sobre Eugéne Sue») saído em Mosaico, periódico baiano, assinado por José Rodrigues Nunes Filho. Criticavam-no por fazer equivaler E. Sue a Walter Scott.

524.           . –– “Os Mistérios do Povo, Eugène Sue, 7 vols”.

a.   Espólio de 1855. A edição prolongou-se de 1849 a 1857, pelo que o número de volumes não pode corresponder à publicação total.

b.   Foi sainda em fascículos intermináveis no Correio mercantil do Rio de Janeiro, entre 1850 e 1852. Título original no Tomo I (1849): Les mystères du peuple, ou Histoire d'une famille de prolétaires à travers les âges (Paris: Administration de librairie).

525.           Taine, H. (Hippolyte Adolphe Taine, 1828-1893). De L’Intelligence. 2.ª ed. Paris: Hachette, 1870.

a.   BGPL. Tomos  I e II. Só me veio às mãos o II (La Conaissance des Corps). No fim, com lápis, o começo de um nome: “Fern.” Também o carimbo da C. M. “Loanda”, que figura no começo e no fim. Não sei se é mesmo a 2ª ed.

526.           Tasso, Torquato – “A Jerusalém Libertada, vertida em oitava rima portuguesa por José Ramos Coelho”. Lisboa: Tip.ª Universal, 1864.

a.   BGPL. Exemplar pertencente a Joaquim Eugénio de Sales Ferreira, encadernado como eram geralmente os seus livros.

527.           Tavares, José da Silva (José da Silva Tavares, 1788-1858) e Bezout, M. E. (Étienne Bézout, 1730-1783) – “Elementos de Aritmética. Paris, J. P. Aillaud, Monlon e Cª, 1854.”

a.   ANA, surgindo primeiro o nome de José da Silva Tavares. Encontrava-se em mau estado.

b.   Uma das muitas edições dos Elementos de Aritmética de Bézout feitas por J. da Silva Tavares, que lhe acrescentou apêndice para aplicação comercial e financeira. Foi também muito usado no Brasil.

c.    Outra edição dos “Elementos de Aritmética” se mencionava também nessas listagens, que julgo ser a de 1842 (Lisboa: Viúva de J. A. S. Rodrigues), “nova edição conforme a de Paris”. Encontrava-se em mau estado.

d.   Ainda mencionam as mesmas listagens uns “Elementos de Análise”, que parecem ser os mesmos da alínea acima e que se anunciavam no Recife (DP, 9.3.1842, por exemplo, com esta indicação: “J. A. Rodrigues, 1842”). Mas Bézout foi muito seguido e anunciado no Brasil e em Portugal.

528.           Taylor (Edward Burnett Tylor, 1832-1917?) – A civilização primitiva. 2 vol’s.

a.   Referido no espólio de Benguela de 1899 (José de Anchieta).

b.   Deve tratar-se do antropólogo Edward Burnet Tylor e da obra Primitive culture: researches into the development of mythology, philosophy, religion, art, and custom, saída em Londres: J. Murray, 1871. Tinha já 2 vol’s tal como indicado na fonte. As posteriores edições do século XIX de que tive notícia são todas em 2 vol’s, havendo edições inglesas e norte-americanas.

529.           Teles, Baltazar (1595‐1675) – “Crónica da Companhia de Jesus nos reinos de Portugal […], s/l, s/e., s/d.”

a.   ANA.

530.           Tennent, James Emerson (1804-1869) - Ceylon: an account of the Island, physical, historical, and topographical with noticies of its Natural History, Antiquities and Productions. 4ª ed., rev. Londres: Longman, Green, Longman & Roberts, 1860. Il. com “maps, plans and drawings”.

a.   BGPL. Assinatura e localização no exemplar: “Alfredo Trony, 7-06-72”. Edição original de Londres: Longman, Green, Longman, and Roberts, 1859. Em dois vol’s.

b.   Inclui informação literária. Era considerada a obra mais importante do autor.

531.           Thiers (Marie Joseph Louis Adolphe Thiers, 1797-1877) – História da Revolução Francesa.

a.   “1 vol.” no espólio de J. L. da Silva Viana (1855).

b.   Sem menção ao número de volumes, é referido novamente em espólio de 1856 – do médico-cirurgião da cidade, J. J. Vieira de Carvalho.

c.    A edição original foi saindo em Paris, em 6 vol’s, entre 1823 e 1827.

d.   Vários anúncios do DP mencionam esta obra, entre 8.3.1837 e 15.5.1845.

532.           Tillemont, Louis-Sébastien Le Nain de Tillemont (1637-1698) – “História Eclesiástica”.

a.   Incluído na lista de livros dos antigos conventos, de 1852.

b.   16 vol’s. Paris: 1863. Dois exemplares.

533.           Torres, “J. C. Feo Cardoso Castelo-Branco e” (1798-1868) – “Memórias contendo a biografia do vice almirante Luís da Mota Feo e Torres; a história dos governadores e capitães generais de Angola desde 1575 até 1725; e a descrição geográfica e política dos reinos de Angola e Benguela. Paris, Fantin livreiro, 1825.”

a.   ANA.

534.           Tournier – Édouard Tournier (1831-1899) – “Le Ciel”.

a.   Espólio de 1899 de Benguela.

b.   Le Ciel pittoresque, astronomie descriptive, historique et anecdotique. Paris, J. Michelet, 1892-1893.

535.           . –– “Diálogo dos mortos. Em Francês”.

a.   Referência no inventário de órfãos de Benguela de 1899 (José de Anchieta).

b.   Na verdade é uma tradução do Diálogo dos Mortos de Luciano. Édouard Tournier surge como editor científico (a 8.ª ed. é de Paris: Hachette, 1899; a 1.ª terá saído em 1881, em Paris, também pela Hachette, na sua col. Classiques Grecs).

536.           Tourpin de Sansay – Louis-Adolphe Turpin de Sansay (1832-1891). “Os Canalhas de Paris: romance social”. Trad. Joaquim Xavier Pereira. Lisboa, Biblioteca dos Dois Mundos, sd [circa 1870].

a.   O tradutor estava ainda ativo na década seguinte, quando verteu para português Recordações d’outrora, de José Zorrilla y Moral (1817-1893), publicadas em 1884 na Argentina.

b.   BGPL.

537.           Tracy – Antoine-Louis-Claude Destutt de Tracy, Conde de (1754-1836). “Ideologia”.

a.   Penso tartar-se de Elements d'ideologie. A segunda edição reúne em 4 vol’s todos os anteriormente publicados sob esse título (Paris: Courcier, 1804-1815). Há uma tradução espanhola de 1826.

b.   Referência constante do espólio de José de Anchieta, 1899, Benguela.

c.    BGPL.

538.           Troni, Alfredo – Ao Público. Luanda: 1893 (tipografia do Mukuarimi).

a.   ANA. Não me foi dado ver o exemplar.

539.           Tuckey, James Hingston (1771–1816) - Narrative of an expedition to explore the River Zaire usually the Congo, in South Africa, in 1816, under the direction of Captain J. K. Tuckey, R. N. to witch is added, the jornal of Prof. Smith; and some general observations on the country and its inhabitants. New York, W.B. Gilley, 1818.

a.   ANA.

540.           Valdez, Francisco Travassos (1825-1892) – Africa Occidental: noticias e considerações. Lisboa, Francisco Artur Silva, 1864.

a.   ANA.

b.   No mesmo ano houve edição pela Imprensa Nacional. As duas capas estão disponíveis em linha no google e as folhas de rosto só divergem na menção do editor. Na edição aqui citada o autor reservou direitos de cópia, e tradução, para si. No tomo editado pela Imprensa Nacional fez o mesmo.

541.           Vanderlep, José – “Manual Enciclopédico”.

a.   Nomeado só assim, quer no espólio de 1856, quer no de 1883.

b.   Suponho que fosse do autor acima citado, porque há título dele que parece coincidir em boa parte: Manual enciclopédico, ou repertório universal  de notícias interessantes, curiosas e instrutivas sobre diferentes matérias. 3.ª ed.. Madrid: Boix, 1842.

c.    Na secção «Publicações Literárias» do último número (dezembro de 1842) de O recreio, jornal das famílias, anunciava-se um “Manual Enciclopédico para uso das escolas de instrução primária”, que se vendia em todos os lugares onde se vendia o “jornal”. Ora o responsável por O recreio, jornal das famílias era Emílio Aquiles Monteverde, pedagogo também, com vários títulos publicados nessa vertente.

542.           Varnhagen, Francisco Adolfo de (1816-1878); Gama, José Basilio da, 1740-1795; Durão, Jose de Santa Rita – Épicos brasileiros. Lisboa, IN, 1845.

a.   Espólio de 1855: “Épicos brasileiros, um vol.”

b.   Muito lido no Brasil, claro. Integrava, por ex., o catálogo da Biblioteca Fluminense, no Rio de Janeiro.

543.           Veloso (fr . José Marianno da Conceição Veloso, 1742-1811) - O Fazendeiro do Brasil colligido de memorias estrangeiras por […]. Lisboa: 1798–1806.

a.   ANA.

b.   Por Portaria do Ministro da Marinha e Ultramar (nº 1553), ordenou-se imprimir localmente (Luanda) “Partes do Fazendeiro do Brasil” e são estas partes que aparecem nas listagens do ANA.

c.    O autor era primo de Tiradentes.

544.           Verne, Júlio (Jules Gabriel Verne, 1828-1905) – “15 v’s”

a.   Espólio de 1899.

545.           . –– “Aventuras de Três Russos, 2 vols”.

a.   Espólio de 1900.

b.   Aventuras de três russos e três ingleses. Ed. original de 1872. A ação passa-se no deserto do Kalahari (Angola, Namíbia) e os seis são astrónomos ali enviados para medir o arco do meridiano terrestre.

546.           . –– “Viagem à Roda da Lua”

a.   Espólio de 1899. Só assim.

b.   Romance de Júlio Verne. O catálogo da Garnier de 1876 anunciava o título “Ao redor da Lua”, que é tradução de Autour de la Lune, título da edição francesa. A do espólio seria outra tradução, portuguesa provavelmente.

547.           Viale, António José (1806-1889) Miscelânia Helénico-Literária - – oferecida aos estudantes da 2.ª cadeira do Curso Superior de Letras. Lisboa: IN, 1868.

a.   BGPL. O exemplar pertencera a um aluno em Lisboa, pois tem assinatura na folha de rosto: “Thomaz Sequeira / Novembro -2-1868”. No ante-rosto uma anotação difícil de ler: “aula do Ex.mo Conselheiro A. Joze Vialle”. Notas a lápis nas páginas em branco do fim do livro.

548.           Vidocq, Eugene-François (1775-1857) – “Os Verdadeiros Mistérios de Paris, por Vidocq, 9 vols”.

a.   Espólio de 1855. Há uma edição de 9 tomos em 5 volumes, não sei se corresponderá.

b.   Ed. or.: 1827.

549.           Viegas, António Pais (?-1650) – Manifesto do reino de Portugal no qual se declara o direito […].

a.   ANA. O catálogo nos dá poucos indícios e não consegui ver o exemplar. Apenas diz (a lista de obras): “Coimbra, Universidade”. A primeira impressão foi feita em Lisboa, por Paulo Craesbeeck, em 1641. Houve mais edições, uma delas holandesa. Dessa transcreveram o que se publicou em O Popular, jornal político, literário e comercial (1824-1826), onde colaborava também Garrett. Aí saiu no vol. II (Londres: 1825). Em Coimbra havia uma primeira edição toda corrigida e essa primeira edição teve duas impressões, com diferenças na capa e acabamentos (Carvalho).

550.           Vieira, Pe António – “Arte de furtar, espelho de enganos, teatro de verdades, mostrador de horas minguadas, gazua geral dos reinos de Portugal”.

a.   ANA: “Tomo I, Lx.ª, Seabra e Antunes, 1855.”

b.   Outro exemplar do ANA, este das “Obras Políticas e Várias”, onde se inclui a discutida “Arte de Furtar”. Em “3 tomos, Lisboa, 1855-1856”. Editores: “J. M. C. Seabra e T. Q. Antunes / Rua dos Fanqueiros, 82 / 1856”. A “Arte de Furtar” aparece no tomo I.

c.    Alguém acrescentou à mão “aliás [composta] pelo P.e Manuel da Costa, S.J.”. Na “advertência dos editores”, sobre o título, manuscrito (com letra diferente): “o problema está resolvido pelo P.ej Frco Rodrigues em «O autor da Arte de Furtar, resolução de um problema antigo”, depois tem uma palavra riscada e a data de 1941. Em seguida sublinha-se que “pergence ao P.e Manuel da Costa S.J. veja “[…] de Maio de 1944, pág. 506-520”. O t. III tem carimbo do CNDIH.

d.   A autoria do livro é atribuída ao P.e Manuel da Costa, sacerdote jesuíta também, conforme atestam notas manuscritas à ed. de 1855 das Obras políticas e várias. Mas foi atribuída a muitos, por exemplo A. de Sousa de Macedo, havendo extensa discussão já sobre o assunto.

e.    Como era de esperar, a “Arte de furtar” surge em bibliotecas e catálogos do Rio de Janeiro (por exemplo a biblioteca Fluminense, o catálogo Laemmert de 1841), anunciando-se também no Jornal do comércio (por exemplo a 12.11.1837). Anunciava-se também no DP (por ex., 23.2.1837).

f.     Encontrei um exemplar na BGPL.

551.           . ––  “Cartas. Tomo 1. Lisboa, J. M. C. Seabra e T. Q. Antunes, 1854.”

a.   ANA. Lá dentro, porém, tomos I e II, encadernados no mesmo volume.

552.           . ––  “Obras políticas e várias. Tomo III”.

a.   ANA.

b.   Na folha de rosto vem “Obras Inéditas do Padre António Vieira. Tomo I. Lisboa. Editores J. M. C. Seabra e T. Q. Antunes. Rua dos Fanueiros, 82. 1856”. Mas o volume inclui 3 tomos, na verdade, incluindo epigramas e obras poéticas, a julgar pelo índice. V. mais abaixo nesta lista.

553.           . ––  “Obras clássicas do Padre António Vieira e estudo crítico sobre a sua vida e valor literário de [suas] obras d’arte. Cartas vol. 1. Rio de Janeiro, Empresa Literária Fluminense de A. A. da Silva Lobo, 1885. 2 vols.”

a.   ANA.

554.           . –– “Obras Inéditas, tomo I, Lx.ª, J. M. C. Seabra e T. Q. Antunes, 1856.”

a.   ANA.

b.   Essa era já a 9ª edição.

555.           . –– “Sermões, [?], 1697; 4.º, vol. 15, ex’s 4”.

a.   Como consta na lista de livros enviados em 1852.

b.   A mesma edição consta do catálogo da Biblioteca Fluminense.

c.    Segundo a lista, a edição teria 15 vol’s e a referência é relativa ao T. I só (faltavam, segundo o catálogo, os vol’s 2, 4, 6, 11, 12).

556.           . ––  “Sermões, Tomo I, Lx.ª, J. M. C. Seabra e T. Q. Antunes, 1854”.

a.   ANA.

557.           Vieira, José Augusto (1856-1890) – O Minho pitoresco. 2 vol’s. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 1886-1887.

a.   Vol. I: 1886, vol. II: 1887.

b.   BGPL. Edição de luxo.

558.           Vieira (Fr. Domingos Vieira, 1775-1887) – Dicionário Português – Inglês.

a.   ANA. Este dicionário, com o reverso (“e vice-versa”), foi muito anunciado na primeira metade do século XIX no Rio de Janeiro e no Recife.

559.           . –– Dicionário Português ou Tesouro da Língua Portuguesa. vol. III. Porto, Chardron & Moraes, 1873.

a.   BGPL. Neste exemplar o vol. III é o das letras “E-L”.

b.   “publicação feita sobre o manuscrito original, inteiramente revisto e consideravelmente aumentado”.

c.    Também vi na BMB (6 vol’s). O vol. I foi oferecido a “D. Pedro II, Imperador do Brasil” a 1.3.1872 (a data na folha de rosto era de 1871). Creio que a oferta foi feita na visita a Portugal. Inclui duas introduções: de F. Adolfo Coelho (“sobre a língua portuguesa”) e de Teófilo Braga (“sobre a literatura portuguesa”). O vol. IV (Letras M-P) é de 1878 (Porto, Chardron – seria uma 2ª ed., a de Benguela?) e o V (letras Q-Z)  de 1874. No verso da capa, um selo de “Abílio Severo / Coimbra” (pra os três tomos – ou seja, III, IV, V).

d.   Vendia-se muito no Brasil, por ex. DP, 14.3.1842, p. 4: “Dic. Vieira, dos maiores, tomos 1º e 2º”, junto com “uma gramática do mesmo autor para o mesmo inglês”.

560.           Villemain, Abel-François (1791-1870) – Cours de Littérature Française. Nov. éd. Paris, Didier, 1855.

a.   BGPL. Faz parte das Oeuvres de M. Villemain.

b.   O Cours tem 7 volumes.

                                       i.    o vol. II: Tableau de la littérature du Moyen Âge en France, en Italie, en Espagne, en Angleterre – nova ed., ver. e corr.. Paris, Dider, 1855. Carimbo da B. M. de “Loanda”.

                                     ii.    o vol. IV: Tableau de littérature ao XVIIIe siècle. Faz parte das Œuvres, “Nouvelle Editions”;

c.    Ambos os volumes eram publicados em Paris (Didier, 1855)

561.           . ––  Discours et mélanges littéraires. Paris: Didier, 1856. “Nouvelle édition revue, corrigée et augmentée.”

a.   BGPL. Assinatura, na folha de rosto, parte superior: “Alfredo troni / 20-4-75”.

562.           . ––  Histoire de Cromwell. 2 tomos. Paris, Maradan, 1819.

a.   Complemento do título­­: “…d’après les mémoires du temps et les receuils parlementaires”.

b.   BGPL.

563.           Vilaça, António Eduardo Augusto de Sousa Azevedo (1852-1914). Relatório, Propostas de Lei e Documentos relativo às Possessões Ultramarinas apresentados na Camara dos Senhores Deputados da Nação Portuguesa em sessão de 20 de março de 1899 pelo Ministro e Secretario d’Estado dos Negócios da Marinha e Ultramar. 2 vol’s. Lisboa: Imprensa Nacional, 1899.

a.   ANA.

564.           Violet Le-Duc, Eugène Emannuel Viollet-le-Duc (1814-1879) – Histoire d’une Forteresse. Paris: Hetzel & C.ie, sd.

a.   Título completo: “Histoire d'une forteresse : avec 8 gravures en couleurs / texte et dessins de Viollet le Duc”.

b.   BGPL. Carimbos da B. M. de “Loanda”.

c.    A Gallica indica uma edição de 1874 (também sem data na capa). Mas anunciam-se obras “em preparação para o ano de 1882”, pelo que deve ser esta uma segunda edição, possivelmente de 1882. Edição luxuosa, como as outras do autor.

565.           . –– Histoire de l’habitation humaine depuis les temps prè-historiques jusqu’a nos jours. Paris: J. Hetzel & C.ie, sd. [1883?].

a.   Complemento do título: “depuis les temps prè-historiques jusqu’a nos jours / textes et dessins par...”. Edição luxuosa. Desenhos do autor. Integrafo na “Bibliothèque d’Éducation et de Récréation”.

b.   BGPL. Carimbo da B. M. “Loanda”. p

c.    A Gallica (gallica.bnf.fr) indica uma edição de 1875, com 1 vol., 372 p. Como esta, integrava a “Bibliothèque d’Éducation et de Récréation”.

566.           . –– Histoire d’une Maison.

a.   Paris: Hetzel & C.ie, sd.

b.   Inclui desenhos, como os outros títulos do mesmo autor. Edição luxuosa, com páginas bordadas a folha de ouro.

567.           Virgílio – Sem referência ao título.

a.   Constam da lista de livros enviados para Luanda em 1852:

                                       i.    Uma referência que diz apenas Virgílio, mais isto: “Veneza, 1744, 4 ex.”

                                     ii.    Outra refere só a data de impressão: “Lisboa, 1794”.

                                    iii.    Uma terceira indica nova data de impressão: “Lisboa, 1818-1819”.

b.   Naturalmente que se vendiam muitos “Virgílio” sem referência ao título no Brasil. V., por ex., DP 18.2.1842, p. 4.

568.           . ––  Bucoliques. “Paris, 1878”.

a.   Referência lida no espólio de Benguela de 1899 (do naturalista José de Anchieta). Há uma edição que junta as Bucólicas, as Geórgicas e a parte IV da Eneida e que saiu em Paris nesse ano, publicada pela casa Arnaud et Labat (segundo outra fonte “Labaut”). A tradução era de M.F. Bardi de Fourtou.

b.   Há ainda uma outra referência, nesse espólio, que diz apenas “Publii Virgillio Maronii de Benoist”.

569.           . ––  Eneida. 1808.

a.   BGPL.

570.           Virgílio Maro – Eneida. Trad. José Victoriano Barreto Feio.

a.   BGPL.

b.   Tomos I e II no mesmo volume. Lisboa: IN, 1846.

c.    Tomo III. Lisboa: 1857. – Tipª do Panorama. Volume à parte.

d.   Os três tomos custaram 4500 réis, segundo anotação abaixo da assinatura de posse.

e.    Proprietário: Joaquim Eugénio de Sales Ferreira.

571.           Virgílio – Oeuvres complètes. “trad. Dupaty”.

a.   Saiu em Paris: em 1867, esta tradução de J.-R.-Th. Cabaret-Dupaty, pela Hachette (396 p. – in 12º). Houve mais edições da tradução. A última saiu em Paris, também pela Hachette, em 1897.

b.   Referido “Virgílio 2 v’s” e “1 v., trad. Dupaty” no espólio de 1899, de José de Anchieta. Um dos volumes é “Bucoliques, Paris, 1878”, o outro é referido na entrada «Benoist» nesta listagem.

572.           Visconde d’Arlincourt, Charles-Victor Prévost d'Arlincourt (1788-1856) – Jacques Antenelle.

a.   Título correto: Jacques Artevelle, podendo o erro de leitura ser meu também (a letra não estava nítida).

b.   Ediçao provável: trad. M. M. D. Lisboa: IN, 1841. 2 vol’s.

c.    Espólio de 1855. Menciona apenas “2 vol’s”, pelo que será esta edição.

573.           . –– “Os [as?] rebeldes (crónica do séc. XIV). Volumes 2 e 4.”

a.   Espólio de 1855.

b.   No Suplemento ao Dicionário bibliográfico português, letra J, p. 105 menciona-se uma tradução de José Maria de Sales Ribeiro, com título quasae homónimo, Rebeldes. Chronica do século XIV. Romance do visconde de Arlincourt (a indicação de género e de autoria integrando a titulação). Sendo em “4 tomos”, parece-me coincidir com o exemplar referido. A inclusão do artigo definido (“os” ou “as”, não se percebe com clareza) pode revelar apenas familiaridade.

c.    Ed. or.:  3 vol. Paris: “Librairie Encyclopedique, et chez Levavasseur”, 1832.

574.           Visconde de Paiva Manso – “Bullarium patronatos Portugalliae regnum in ecclesiis Africae, Asiae atque Oceaniae”.

a.   ANA. Apêndice. Tomo I (“3 vols”).

b.   Lisboa: 1870-1873 (tipografia Nacional).

575.           . ––  História do Congo : obra póstuma – documentos.

a.   Lisboa, Academia Real das Ciências, 1877. – Impresso na tipografia da Academia.

b.   ANA. Tem carimbos do Museu de Angola e do CNDIH (Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica). Ainda no ANA encontrei referência a um segundo exemplar.

576.           . ––  “História Eclesiástica Ultramarina. Tomo I – África setentrional: Bispados de Ceuta, Tanger, Safim e Marrocos. Lisboa, Imprensa Nacional, 1872.”

a.   ANA.

577.           . –– Memória sobre Lourenço Marques. (Delagoa Bay). Lisboa: Imprensa Nacional, 1870.”

a.   ANA.

578.           Voltaire (François-Marie Arouet, 1694-1778). Henriade.

a.   Há uma referência a uma edição em 1 vol., em francês, no espólio de 1855, sem qualquer outra especificação.

b.   Há referência ao título em francês em anúncio do DP, de 23.2.1837.

c.    Houve edição francesa com título “La Henriade, Poème, Nouvelle édition collationnée sur les textes originaux”, Paris: L. de Bure, 1836 – a mais próxima do anúncio do Recife. Houve, no entanto, muitas edições ao longo da primeira metade do século XIX.

579.           Vosgien (Jean Baptiste Ladvocat, abade de Vosgien, 1709-1765); Beaumont, M. (François-Marie Marchant de Beaumont, 1769-1832) – “Nouveau Dictionnaire Géographique ou Description de toutes les parties du monde, Paris, Ledentu, Menard et Desenne Librairies, 1817.”

a.   ANA. Em mau estado.

b.   Dados da edição: Vosgien. Nouveau dictionnaire géographique, ou Description de toutes les parties du monde. “Dernière édition, entièrement refondue ; par M. Beaumont.” Paris: Menard et Deseune , 1817.

580.           Walker, “Johns” (John Walker, 1732–1807) – “Dicº Pronúncia Inglesa”.

a.   Espólio de 1857.

b.   Só encontrei referência ao título em inglês (A Critical Pronouncing Dictionary. 1791).

581.           Zurara (ou Azurara), Gomes Eanes de (c/1410-c/1474) – “Crónica do descobrimento e conquista de Guiné, 1 vol.”

a.   Espólio de 1855.

 

Periódicos

1.   “A Abelha da China. Nº XLV, 20.7.1823, Tipª do Governo, 1823.”

a.   ANA.

b.   Publicava-se em Macau, em língua portuguesa, desde 12.9.1822; foi abolido em 1823. Reabriu depois como órgão oficioso do absolutismo local. Foi uma criação do Leal Senado. O fim do jornal deveu-se à reação absolutista.

2.   “Advogado do Povo”

a.   Espólio de 1855.

b.   Começou a publicar-se em Pernambuco em 1848.

3.   “Um Almanaque de Lembranças”.

a.   Espólio de 1899. Por detalhamento em lugar posterior da lista, soube que era o de 1895. 

b.   Espólio de 1900: “dois […] antigos”.

c.    ANH: “Novo Almanaque de Lembranças para 1877. Lisboa, 1876” (tipª Lallement Fr.).

d.   Espólio de 1900 (João Victor da Cunha, n. Tavira, Algarve, Portugal, de pai desconhecido, c/1872. F. a 30.1.1900 na “casa de Segurado Pacheco, onde era empregado”).

4.   “Almanaque de Mossâmedes para 1883. Mossâmedes, Jornal de Mossâmedes, 1883.”

a.   ANA.

5.   “Anais Marítimos e Coloniais (1840-1845), 4 vols.”

a.   ANA.

b.   Espólio dee 1855: “Anais Marítimos, 1840-1844”.

6.   “Arquivo Jurídico: periódico mensal de notícias judiciárias e legislação de mais interesse tanto antiga como moderna. 46 vols. Porto.”

a.   ANA. Faltam os volumes “4, 5, 21, 23, 24, 41, 44, 45.”

b.   Houve diversas compilações de legislação, distribuídas e impressas periodicamente, que levaram esse título. A maioria delas é localizada em Lisboa e um dos títulos no Rio de Janeiro, já na República. Só vi duas publicações com esse título situadas no Porto. Esta parece-me ser a que saiu durante mais tempo (em 1870, por exemplo, já ia no vol. XVI, n. 157-168). Pelo que pude perceber, os números e volumes iniciais eram depois compilados em volumes maiores. É possível que o mesmo fosse distribuído por todos os tribunais.

c.    ANA. Vol. XLI (Porto, 1896), nos 517 a 528.

d.   No que restava do antigo acervo do ATB ainda vi vários volumes.

7.   “Biblioteca Familiar e Recreativa, 4 vols”.

a.   Espólio de 1855. Seriam 4 números em vez de 4 volumes?

b.   Biblioteca familiar e recreativa oferecida à Mocidade Portuguesa (Lisboa: Impr. Nevesiana, 1835-1846). Era mais uma coleção que um periódico no sentido comum da palavra hoje.

c.    Anunciava-se no Recife (v. DP, 4.2.1845), incluindo o nº 12 e a referência “Lisboa” (DP, 13.2.1845). A Porbase indica só dois vol’s. O n.º 12 estaria no vol. II.

8.   “Biblioteca do Povo, 17 vols”

a.   Espólio de 1899.

b.   Biblioteca da Liga Nacional Africana. Exemplares velhinhos e fragmentados. Há um com autógrafo de 1893 e outro é de 1898. Os restantes não deu para ver as datas.

c.    Trata-se da Bibliotheca do povo e das escolas. A edição mais próxima desta referência é a de 1894 (29 vol’s. Lisboa, Companhia Nacional Editora). A direção do projeto foi de Xavier da Cunha (1840-1920).

9.   “Biblioteca Universal, 10 vols, 1803-1805”.

a.   Espólio de 1867 (Agostinho Rodrigues Viana).

b.   Continuação do título: ““extraída de muitos jornais e das obras dos melhores escritores antigos e modernos pelo autor das Viagens de Altina” (Luís Caetano de Campos). Era mais uma coleção do que um periódico, penso.

10.               “Causeries Cientifiques”

a.   Espólio de 1899.

b.   Creio que era um anuário de divulgação de “découvertes et inventions, progrès de la science et de l’industrie”. Li no Google a 3.ª ed., para o ano de 1868, publicada em 1869 (Paris: J. Rothschild). Aí se disponibilizam também digitalizações de 1879 e 1900.

11.               “Um Conselheiro do Povo”

a.   Espólio de 1855.

b.   Conselheiro fiel do Povo. Rio de Janeiro: Laemmert, 1848. A 3.ª ed. pode ser lida no Google e é de 1860 (RJ).

12.               “Gazeta de Macau nº XLV de sábado, 5 de novembro de 1825. Tipª do Governo, 1825.”

a.   ANA.

13.               “Ilustração Espanhola”.

a.   Espólios de 1857 e 1897 (António Joaquim Pereira da Silva, n. Baião, São Pedro do Sul, Viseu, Portugal. O espólio incluía “uma porção de livros” e “diversos livros” e “papéis pertencentes à ilustração espanhola” que estavam em Benguela “à guarda de Miguel António dos Santos”. Era solteiro, sem filhos e tinha 31 anos ao falecer, em Quilengues, onde foi feito o inventário a 10.2.1897).

b.   O título mais próximo que encontrei foi o do periódico La ilustración española e americana (Madrid, 1869-1921). Não podia ser o mencionado (pelo menos para o espólio de 1857).

14.               “A Ilustração Portuguesa”

a.   ANA. Ano 4, nº 52. Lisboa: 1888.

b.   “Semanário. Revista literária e artística”. Tipª do Diário Ilustrado.

15.               “Jornal das Belas-Artes” (1843-1846 e 1848). Lisboa, Imprensa Nacional. Introdução de Almeida Garrett. – tipª do Panorama e a da Imprensa Nacional, conforme o stomos e números.

a.   ANA. No começo tem umas páginas amarelas onde alguém escreveu, com lápis, haver até ao sexto número (ortografia sintomática: “vae”). Faltam páginas iniciais e capa, o exemplar do nº 1 comçea por uma ilustração (e folha par), aparecendo em seguida a Introdução de A. Garrett.

b.   No tomo 1, nº 3, 2ª série, alerta-se, com lápis, para a publicação “Um Ai Pela Pátria” (de J. C. Cascais), inspirado nos Cantos de Leopardi.

c.    A encadernação trocou volumes e páginas de lugar, o que se confirma pela nota inicial (a lápis, acima referida). Por exemplo, as páginas finais do tomo I, nº 1, seguem-se às do tomo III e anota-se a lápis: “segunda série”.

16.               “Magasin Pitoresque”, 1862.

a.   BGPL. Almanach du Magasin pittoresque (12º ano, Paris, 1862).

17.               “O Mundo Legal e Judiciário”.

a.   Arquivo do Tribunal da Comarca de Benguela. “Periódico Jurídico, 1890”.

b.   O periódico iniciou publicação em 1886 (Chorão, 2002, p. 238ss) mas, no arquivo do Tribunal de Benguela, só vi exemplares a partir de 1890 e até 1914.

18.               “Panorama, de 1837 a 1842, 6 vols”.

a.   Espólio de 1855.

b.   No JC de 8.2.1845 se anunciava uma “Coleção Completa”. No DP de 8.2.1845 uma “Col. Completa do ano de 1840” e outra de “1837-1840” (13.4.1842), bem como “até 1842” (15.1.1845. Repare-se na coincidência com a deste espólio de 1855).

19.               “Jornal das Famílias” - O recreio, jornal das famílias (1835-1842), impresso na Imprensa Nacional, em Lisboa.

a.   Espólio de 1855.

b.   Anunciava-se também no Recife (por ex. o nº 5 no DP de 30.9.1840). O responsável pela publicação era Emílio Aquiles Monteverde. Há números deste periódico lisboeta na Biblioteca Rio-Grandense, em Rio Grande (Rio Grande do Sul, Brasil). Só como “Jornal das Famílias” aparece também no DP anunciado (o nº 3 a 19.9.1840 e sem indicação de número a 18.5.1842). Constava do catálogo Laemmert de 1841 (“c/estampas. 2 vol’s por ano”), mas aí com o nome de “O Correio, Jornal das Famílias”.

20.               “Revista de Legislação e Jurisprudência”.

a.   Arquivo do Tribunal da Comarca de Benguela. Espólio de 1893 (“9 vols”).

b.   “Revista de Jurisprudência e Legislação, 1869 a 1904”. Arquivo do Tribunal da Comarca de Benguela.

21.               “Revista Popular, 2 vols”

a.   Espólio de 1856.

b.   Revista Popular: Semanário de Litteratura, Sciencia e Industria. 2º vol. Lisboa: Imprensa Nacional (1848-1850). “Redigido por”: Joaquim Henriques Fradesso da Silveira; José Maria Latino Coelho; Francisco Pereira de Almeida; Augusto José Gonçalves Lima.

22.               “A Semana”

a.   Espólio de 1892. Nº 2, 27.11.1892.

b.   Espólio de 1893. Nº 13, ano II, 30.4.1893.

c.    Periódico publicado em Benguela sob responsabilidade do comerciante, causídico e escritor Pedro Félix Machado.

23.               “Universo Pitoresco, 1839-1842, 2 vols”.

a.   Espólio de 1855. Trata-se da coleção completa.

b.   Anunciou-se muito no Recife, mencionando-se, por vezes, “2 anos” em vez de 2 vol’s (v., por exemplo, DP, 23.6.1840 e 30.2.1842).

c.    Universo Pitoresco: Jornal de Instrução e Recreio. – Dir. Inácio de Vilhena Barbosa. Lisboa: IN, 1839-1844.

d.   (Castilho, 1841)


 

 

Obras Citadas

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[1] Sempre que referir “espólio de 1899” sem mencionar o nome é porque falo do acervo de José de Anchieta.

[2] Sempre que referir “espólio de 1856” sem mencionar o nome é porque falo deste médico.

[3] Sempre que refiro “espólio de 1855” sem acrescentar o nome do inventariado, falo deste acervo, de J. L. da Silva Viana.

[4] Esse carimbo usava-se ainda no começo do século XX. Provavelmente mudou só depois da reforma ortográfica de 1911 e não antes de 1913 (pois os livros carimbados de A. Troni o são ainda com “Loanda” no carimbo e eles foram entregues pelos herdeiros em 1913. José Pinto da Silva Rocha foi o diretor de O mercantil, um dos periódicos privados mais importantes de Angola no século XIX.

[5] A primeira vez. Em 1859 casou com o governador de Benguela Vicente Ferreira Barruncho, “Capitão Tenente da Armada”. Os filhos do primeiro casalmento estudaram com o professor José Maria Jorge Augé, em colégio interno, poesia e música. Não localizei o colégio. 

[6] Tinha sede no Rio de Janeiro e delegações no Recife (rua do Cabugá), São Paulo e Lisboa.

[7] Poeta português (1757-1832), rival de Bocage e protegido de Pina Manique. O livro veio a público em 1802 em Lisboa. Títulos com o seu nome constavam da biblioteca de D.ª Carlota Joaquina.

[8] Segundo Francisco Castelbranco o decreto para criação do seminário dada de 1853 e, pouco antes de 1863, havia 8 alunos de “ciências eclesiásticas”, 4 de filosofia, 11 de Francês, 9 de Música e 10 de Cantochão (Castelbranco, 1932, pp. 54-55).

[9] A inclusão dos livros de Flammarion se explica por ter ele influenciado a literatura angolana, pelo menos através de Augusto Bastos (1873-1936), que lhe corrigiu um cálculo (sobre o fim do mundo), tendo Flammarion reconhecido o erro e afirmado que se tratava de uma gralha, em carta a Augusto Bastos, conforme o próprio contava. Augusto Bastos tornou-se espírita anos antes de morrer. (Victor, 1975)

[11] Há um inventário, em Benguela, levantado em 1897, de António Joaquim Pereira da Silva. Seria o filho? Há, em 1857, uns “Autos Cíveis de protesto de preferência aos bens de Francisco Pereira da Silva” (Curto, Luce, & Santos, 2015, pp. 18, 26). Seria esse o pai?

[12] Numa lista de livros oferecidos à Biblioteca Pública de Olinda.

[13] De José Maria dos Santos. Faleceu “de 25 para 27/3/1900” na Catumbela, onde era empregado do “Posto fiscal do Lobito”. Deixou “um caixote com sete livros diversos (títulos não mencionados).

[14] O Autor foi lente da Escola Médico-cirúrgica de Lisboa. No Liceu foi colega de Júlio César Machado, que a ele se refere em Aquele tempo: romance.

[15] De António José da Costa Rodrigues. Comerciante de vulto, com lojas em Benguela e na Catumbela. Os 10 vol’s estavam para arrematação por “1.000 réis”.

[16] José Maria dos Santos.


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